<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240</id><updated>2011-11-25T15:20:19.460Z</updated><title type='text'>Provedor do Leitor do PÚBLICO</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://provedorpublico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Hugo Braun</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://computerchristmas.com/tmp/myimages/starkr-new%20charlie%20brown.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>219</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7231838028178054334</id><published>2007-11-25T00:57:00.000Z</published><updated>2007-11-25T01:01:17.664Z</updated><title type='text'>EM CONSCIÊNCIA</title><content type='html'>“O tema que me leva a escrever-lhe por certo não lhe escapou nem a si nem a inúmeros leitores. Refiro-me à legenda da fotografia da página 16 da edição da passada segunda-feira (19 de Novembro de 2007) a ilustrar, com enorme destaque, o artigo sobre a manifestação de Bruxelas em favor da unidade da Bélgica.&lt;br /&gt;O texto ‘&lt;em&gt;1 wallon + 1 flamande = 2 belges&lt;/em&gt;’ foi traduzido como ‘&lt;em&gt;Uma Flandres e uma Valónia igual a duas Bélgicas&lt;/em&gt;’...&lt;br /&gt;Uma boa tradução seria ‘&lt;em&gt;um valão mais uma flamenga igual a dois belgas&lt;/em&gt;’.&lt;br /&gt;O sentido do texto do cartaz foi, portanto, completamente adulterado, sendo traduzido por uma expressão que acaba por referir precisamente o contrário, não só do texto original, como do sentido político da própria manifestação.&lt;br /&gt;Há traduções infelizes ou displicentes. Neste caso trata-se de uma tradução incompetente (...). É uma falha grave. É exigível responsabilidade e rigor em todas as profissões. Também na de jornalista”, &lt;strong&gt;escreve Carlos Lopes Gonçalves, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O PÚBLICO incute nos leitores uma ideia contrária à expressa na fotografia: duas comunidades linguísticas = uma Bélgica”, &lt;strong&gt;acrescenta Emanuel Aniceto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os leitores têm razão. A Bélgica discute a divisão do país. O PÚBLICO “resolve” o problema com uma simples legenda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA FINAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O papel do 'ombudsman' não é o de ser popular ou amado. A função do 'ombudsman' é de recuperar ou de manter o respeito dos leitores pelo seu jornal. Não é um objectivo completamente desinteressado. A longo prazo, o respeito é o único sentimento que levará o público a ler, a acreditar, a apoiar – e a comprar um jornal”, disse Charles W. Bailey, director do ‘Minneapolis Tribune’, ao empossar o primeiro provedor do leitor do seu jornal. A frase foi reproduzida, aqui (23 de Fevereiro de 1997), por Jorge Wemans, o primeiro provedor do PÚBLICO. Nada mudou desde então. Foi esse também o meu propósito, na medida em que procurei suscitar uma linha de esclarecimento e de diálogo permanente entre leitores e jornalistas, fazer do jornal uma obra aberta e interactiva, entre quem o escreve e quem o lê. Debateram-se questões específicas da prática jornalística, em nome do mesmo acréscimo de transparência que pedimos aos outros e da promoção de uma cultura de cidadania. E nunca me esqueci de que, apesar da competição, da pressão económica e da fragmentação do mercado, a liberdade de imprensa é um insubstituível esteio da democracia.&lt;br /&gt;É de justiça sublinhar que contei sempre com o apoio da direcção, do Conselho Consultivo e de muitos jornalistas do PÚBLICO. A contribuição de milhares de leitores foi, por outro lado, decisiva. Sem eles, o desafio teria sido uma missão impossível.&lt;br /&gt;Parto como cheguei, com imensas dúvidas sobre a articulação dos princípios com a prática do jornalismo e as poucas e mesmas certezas de sempre. Questionei, por exemplo, o plágio, a promiscuidade entre informação e publicidade, a condenação das pessoas na praça pública. Também denunciei a proliferação dos erros de Português. Cheguei a ser acusado de ser o ‘provedor dos pormenores’ e admito que nalguns casos assim foi, mas, ao contrário dos leitores que os apontaram, tenho consciência de que o jornalismo não é uma ciência exacta e um jornal não é uma enciclopédia.&lt;br /&gt;Também eu, muitas vezes, fui vítima da pressão do tempo, da compressão do espaço, do cansaço, do humano cansaço. São factores que não justificam as falhas, mas permitem explicá-las. E se assim era no meu tempo de jovem repórter, pior é ainda hoje, porque maiores são os constrangimentos e as ameaças: a competição desenfreada, o desemprego, a contenção de custos e o impacto das novas tecnologias. O sistema pressiona o jornalista, esmaga o jornalismo. A informação era um serviço. Passou a ser mais uma mercadoria, é promovida como tal. Os cidadãos ficaram reduzidos a meros consumidores. A opção lógica é, portanto, dar-lhes o que querem, já que o freguês tem sempre razão. O ‘infotainment’ alastrou, invadiu as páginas dos jornais. É provável que a confusão de géneros acabe por fomentar a apatia. É uma perspectiva preocupante porquanto a democracia não depende só da eficácia das instituições e do desenvolvimento tecnológico, mas também e sobretudo dos cidadãos. E a informação é vital. É por isso que os jornalistas não podem ser acríticos, inofensivos, irresponsáveis e objectivos.&lt;br /&gt;“Deves explicar que a tua voz é uma voz independente, porque é a independência do jornalismo associada à preocupação de verificar a informação que fazem com que o jornalismo valha a pena — sem as duas coisas, não pode existir uma real pretensão de credibilidade”, disse-me Bill Kovach, ex-jornalista do New York Times e do Atlanta Journal-Constitution, antes de eu aceitar ser provedor.&lt;br /&gt;A premissa e a constatação do meu mestre na universidade Harvard permanecem válidas. E decididamente actuais. Aprendi com Bill a questionar-me, enquanto jornalista. E a questionar a profissão. “É crucial que os jornalistas definam claramente os valores e as responsabilidades comuns do jornalismo, na perspectiva da promoção da cidadania”. É, portanto, urgente repensar as regras sob pena de o jornalismo se tornar dispensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – Desejo a Joaquim Vieira, aos leitores e ao PÚBLICO as maiores felicidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7231838028178054334?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7231838028178054334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7231838028178054334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7231838028178054334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/11/em-conscincia.html' title='EM CONSCIÊNCIA'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7405071463760982093</id><published>2007-11-11T17:44:00.000Z</published><updated>2007-11-11T19:58:59.449Z</updated><title type='text'>INTERNET E JORNALISMO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A pergunta (‘&lt;/strong&gt;Achou este artigo interessante?&lt;strong&gt;’) apresentada no final das notícias do PÚBLICO on-line continua a suscitar interrogações.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Sendo leitora assídua do PÚBLICO On-line, sugiro a alteração da frase ‘Achou este artigo interessante?’ que aparece sempre no fim de cada notícia. A razão desta sugestão prende-se com o facto de a sua formulação, por vezes, não se adequar ao assunto, por exemplo: na notícia ‘morreram 330 pessoas no Peru’ e, a seguir a dita pergunta. Não seria melhor perguntar: ‘Achou este artigo útil, com interesse’, etc.”,&lt;strong&gt; escreve Ana Cardoso Santos, uma leitora de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Escrevo-lhe com uma questão simples que nem pretende ser uma crítica. Apenas algo que me intriga.&lt;br /&gt;Nos artigos disponíveis na versão on-line do PÚBLICO, podemos encontrar a seguinte questão ‘Achou este artigo interessante?’, seguida de uma caixa para assinalar a hipótese ‘Sim’.&lt;br /&gt;Não existe a possibilidade de dizer ‘Não’, nem qualquer outra.&lt;br /&gt;O que me intriga aqui é qual a utilidade desta questão.&lt;br /&gt;Porque apenas interessa quantos acham interessante?&lt;br /&gt;Na área de ‘Feedback’ é explicado que a questão se destina à produção de estatísticas e tops de textos considerados interessantes.&lt;br /&gt;E é isto que me intriga ainda mais, como se produzem estatísticas só com os votos de que achou interessante?&lt;br /&gt;Se for do seu pelouro, por favor esclareça-me”, &lt;strong&gt;pede Manuel Ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento a António Granado, editor do PÚBLICO on-line.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“‘A pergunta ‘achou este artigo interessante?’ permite-nos saber se o leitor achou o artigo interessante.&lt;br /&gt;Há artigos onde os leitores assinalam muito poucas vezes essa opção, há outros que são assinalados larguíssimas centenas de vezes. Isto permite-nos saber, e também a todos os nossos leitores (uma vez que essas estatísticas são públicas e podem ser vistas no final de cada notícia), quais as notícias que mais interessaram os nossos leitores depois de as lerem. O que é diferente de saber quais as notícias que foram mais lidas.&lt;br /&gt;Deveria a pergunta conter também a hipótese ‘não’? Ponderámos essa opção no início, mas entendemos que a quantidade de informação que poderia vir dessa resposta não justificava o possível ‘spam’ (respostas ‘não’ em série) que alguns artigos sobre temas mais sensíveis (clubísticos, partidários, etc.) poderia originar. Estamos a pensar novamente sobre este tema, depois de várias sugestões de leitores”, &lt;strong&gt;respondeu o editor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor considera que aquilo que está causa não é a possibilidade de os leitores responderem “sim” e “não”, mas a existência do próprio inquérito.&lt;br /&gt;A pergunta “Achou este artigo interessante” é perversa no plano do jornalismo, porquanto os jornais podem optar por dar aos cidadãos aquilo que eles querem. A informação passaria a ser mais uma mercadoria, deixaria de ser um serviço. Nas sociedades democráticas, o “interesse do público” não pode substituir-se ao “interesse público”.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Em diversos momentos enviei comentários a notícias publicadas no jornal on-line que não foram divulgados. Normalmente, os comentários que envio, procuram ser objectivos, não dirigidos a uma pessoa específica, evitando linguagem menos apropriada, mas criticando sem receio (ainda) aquilo que considero errado nas diversas áreas da sociedade portuguesa, destacando aqui a ineficiência e iniquidade da justiça e a improdutividade, numa perspectiva de retorno, do sector de investigação e do ensino superior. Mais, também denuncio o desempenho dos designados jornalistas, que actualmente não são mais do que estafetas, ou seja, são o veículo de transmissão do emissor para o receptor (leitor) sem lhe acrescentarem qualquer mais valia. Neste domínio sou, reconheço, um pouco relapso, já que as críticas são muito menos que as devidas.&lt;br /&gt;Como comecei por informar, muitas das vezes os comentários não são publicados, o que me legitima concluir que há censura (política e outra) na redacção do jornal.&lt;br /&gt;Estarei errado?”, pergunta Mário Alpalhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedi mais um esclarecimento ao editor do PÚBLICO on-line.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O PÚBLICO não faz censura. Na nossa base de dados, que tem 142.526 comentários, encontrei 29 seus (1 foi publicado por duas vezes). Não existe qualquer comentário seu que tenha sido alguma vez reprovado.&lt;br /&gt;As diferenças entre as horas de envio e publicação acontecem, como está explicado nos Critérios de Publicação de Comentários – http://www.publico.clix.pt/homepage/site/contactos/criterios/Comentariosartigos.asp, porque nem sempre há disponibilidade para ver as centenas de comentários que recebemos diariamente com a celeridade que desejaríamos.&lt;br /&gt;Junto a lista completa dos títulos dos seus comentários com datas e horas exactas de envio e de publicação”, responde António Granado antes de acrescentar: “Devido à gravidade das acusações – as mais sérias que se podem fazer a um jornalista - agradeço que a minha resposta a esta queixa ao Provedor seja publicada na íntegra numa das próximas crónicas de domingo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O leitor não tem razão.&lt;br /&gt;Não há comentários (nem artigos) objectivos.&lt;br /&gt;Os “&lt;/strong&gt;designados jornalistas&lt;strong&gt;” são jornalistas. E os jornalistas sérios não são “estafetas” de ninguém nem de coisa alguma.&lt;br /&gt;O leitor não pode falar em “censura”.&lt;br /&gt;É importante referir, por outro lado, que se os comentários não tivessem sido publicados, o leitor continuaria a não ter legitimidade para acusar o PÚBLICO de “&lt;/strong&gt;censura (política ou outra)&lt;strong&gt;”. Os jornais publicam o que querem. E regem-se por critérios editoriais.&lt;br /&gt;Só me resta concluir que o leitor formula processos de intenções gratuitos. É pena.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Eis a lista completa dos comentários do leitor que foram publicados:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Título: &lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Inversão do ónus da prova&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Data criação: 15-08-2007 13:49:00&lt;br /&gt;Data aprovação: 15-08-2007 16:13:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Inversão do ónus da prova&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;15-08-2007 0:05:00&lt;br /&gt;15-08-2007 16:29:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Cegueira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;04-08-2007 1:08:00&lt;br /&gt;04-08-2007 17:42:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Impunidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;01-08-2007 12:06:00&lt;br /&gt;01-08-2007 13:06:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Com alguma razão. os grandes investimentos estão...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;03-04-2007 23:55:00&lt;br /&gt;04-04-2007 13:24:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Está mesmo o Público interessado nos comentários...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;10-03-2007 20:40:00&lt;br /&gt;11-03-2007 14:15:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Sempre foi para mim um mistério...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;09-03-2007 9:51:00&lt;br /&gt;09-03-2007 11:33:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Depois de alguma informação e muita desinformação...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;09-02-2007 0:31:00&lt;br /&gt;09-02-2007 8:57:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;O país precisa de reformas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;09-02-2007 0:07:00&lt;br /&gt;09-02-2007 8:58:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Não acredito que alguém tenha ficado surpreendido...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;09-01-2007 15:18:00&lt;br /&gt;09-01-2007 15:20:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Uma medida que não podia ser mais acertada. Só pec...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;13-12-2006 17:31:00&lt;br /&gt;13-12-2006 17:41:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;August Pinochet nunca imaginou que poderia ser vít...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;27-11-2006 22:59:00&lt;br /&gt;27-11-2006 23:12:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Suponho que mais uma vez um comentário meu não ser...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;27-11-2006 22:18:00&lt;br /&gt;27-11-2006 23:15:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;É pena que o Ministério da Cultura não disponha de...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;21-11-2006 12:02:00&lt;br /&gt;21-11-2006 14:12:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;NOJO... é ainda insuficiente para mostrar o meu...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;21-11-2006 10:50:00&lt;br /&gt;21-11-2006 14:12:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;No ensino, o problema principal não está ao nível...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;20-11-2006 11:49:00&lt;br /&gt;20-11-2006 13:11:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Mesmo um país como o nosso, onde tudo é possível,...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;16-11-2006 0:28:00&lt;br /&gt;16-11-2006 0:42:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Desconheço como funcionam os sub-sistemas focados...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;15-11-2006 17:15:00&lt;br /&gt;15-11-2006 18:08:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Chega. Todos os portugueses, com excepção dos "jov...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;31-10-2006 11:23:00&lt;br /&gt;31-10-2006 13:01:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Obscenidades. A Constituição da República Portuguesa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;23-10-2006 12:31:00&lt;br /&gt;23-10-2006 13:03:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Seria interessante fazer a experiência de colocar...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;21-10-2006 14:12:00&lt;br /&gt;21-10-2006 14:59:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;É curioso. O lançamento é um livro de Rui Cardo...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;20-10-2006 1:30:00&lt;br /&gt;20-10-2006 17:09:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Portugal dispõe de cerca de 1000 Km de auto-estrad...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;19-10-2006 12:31:00&lt;br /&gt;19-10-2006 12:32:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;A memória é mesmo curta - Hugo Rego...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;15-08-2006 22:53:00&lt;br /&gt;16-08-2006 13:05:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Prémio aos infractores&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;17-07-2006 19:28:00&lt;br /&gt;17-07-2006 20:56:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Democracia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;22-06-2006 12:29:00&lt;br /&gt;22-06-2006 14:19:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Que fazer?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;12-06-2006 1:58:00&lt;br /&gt;12-06-2006 22:55:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Tribunal afunda-se...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;05-04-2006 12:51:00&lt;br /&gt;05-04-2006 14:02:00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;Subsídios do Estado insuficientes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;12-04-2004 20:14:00&lt;br /&gt;13-04-2004 13:29:00&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7405071463760982093?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7405071463760982093' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7405071463760982093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7405071463760982093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/11/internet-e-jornalismo.html' title='INTERNET E JORNALISMO'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8085372020367318661</id><published>2007-11-04T10:38:00.000Z</published><updated>2007-11-04T11:04:35.415Z</updated><title type='text'>NOTAS DISPERSAS</title><content type='html'>“Tinha a intenção de lhe escrever em finais de Julho, mas o anúncio das suas férias fez-me esperar cerca de um mês. Ainda bem, ou melhor, ainda mal que esperei, pois o fim do Verão trouxe dois reforços ao motivo da minha reclamação.&lt;br /&gt;Começo pelo princípio. Em 28 de Julho de 2007, Luís Filipe Sebastião, em apreciação no ‘Fugas’ ao BMW 120D, escrevia um texto com o título ‘&lt;em&gt;Vai uma corridinha no IC19?&lt;/em&gt;’. No desenvolvimento atirou pérolas do calibre que se segue: &lt;em&gt;‘(...) com os seus fogosos 177 cv, é o desportivo ideal para acelerar longe dos radares (...)&lt;/em&gt;’, ‘&lt;em&gt;Para os atrevidotes kitados que gostam de cheirar a traseira alheia basta pisar a fundo e vê-los desaparecer pelo retrovisor&lt;/em&gt;’. Entretanto, em 25 de Agosto de 2007, Maria Lopes continuou o lançamento de pérolas. Sobre o BMW 335i Cabrio, e sob o título ‘Eu, pecadora, me confesso’, ditou de sua lavra: ‘&lt;em&gt;Ao volante deste 335i, às malvas os limites de velocidade, a condução certinha, a poupança de combustível e a capa de menina bem comportada e mãe de família responsável!&lt;/em&gt;’&lt;br /&gt;Adiante, acrescentava: ‘&lt;em&gt;E basta carregar no acelerador, que a caixa automática tudo resolve, suavemente.&lt;/em&gt;’ A seguir, elogia as ‘performances’ da máquina: ‘(...) &lt;em&gt;fazendo escorregar o alcatrão sob as jantes como um cronómetro...&lt;/em&gt;’, etc.; ‘&lt;em&gt;Cá na terra, fará valores mais próximos dos 14 litros (vá... 15.2 depois de alguns apertos no pedal da direita)&lt;/em&gt;’.&lt;br /&gt;Em 1 de Setembro de 2007, a mesma senhora continua no tom que parece ser o seu. Com comiseração, sobre o Chrysler Sebring 2.0 CRD Limited, comenta: ‘&lt;em&gt;São apenas 140 cv às 4000 rpm, e que têm que alavancar um peso de mais de 1600 quilos, o que não ajuda a pintar um quadro bonito na cidade. Em estradas campestres com curvas, o desempenho melhora, sobretudo se o condutor for pacato ou pelo menos cumprir as regras de trânsito.&lt;/em&gt;’&lt;br /&gt;Penso que, depois destes nacos de prosa, qualquer comentário será redundante – eles falam por si. Sinto dificuldade em fazer os comentários, pois se alguém deles precisa então dificilmente os entenderá. Convidar, num título, a uma corridinha no IC19?! Aprimorar o texto com proposta de aceleração longe dos radares?! Mandar às malvas os limites de velocidade?! E o mesmo para a condução certinha e a poupança de combustível?! Fazer sucessivas piscadelas de olho ao afundar do pedal direito?! Ter dó de 140 cv em cidade, cujo máximo legal é de 50km/h?! Olhar&lt;br /&gt;condoidamente os ‘&lt;em&gt;pacatos&lt;/em&gt;’ condutores ou, pelo menos, os que cumprem as regras de trânsito?!&lt;br /&gt;Não sei o que diz, a este propósito, a lei portuguesa, mas talvez noutros países juízos deste tipo sejam considerados aliciamentos à transgressão, alguma dela do foro criminal.&lt;br /&gt;Já agora, por que não mandar às malvas os limites de álcool no sangue? É que, tenho a certeza, com esses limites ultrapassados, os convites dos jornalistas teriam maior e mais entusiástica recepção, inclusive por parte dos pacatos condutores como eu. E se a ‘&lt;em&gt;mãe de família&lt;br /&gt;responsável&lt;/em&gt;’ lhe vê morrer um fi lho numa corridinha no IC19 que mandou às malvas os limites de condução?&lt;br /&gt;Senhor provedor, a presente [carta] vai longa, pelo que peço desculpa. Mas não me contive perante um estilo delinquente que, aliás, não é de agora no ‘Fugas’. Espero que, ao menos, possa contribuir para que o ‘PÚBLICO’ introduza regras neste tipo de comentário irresponsável e perigoso”, &lt;strong&gt;escreve A. Joaquim B. F. J. Costa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O provedor ignorava a existência do verbo “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;alavancar&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;”.&lt;br /&gt;As expressões&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;Vai uma corridinha no IC19?&lt;/em&gt;” &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;às malvas os limites de velocidade&lt;/em&gt;”, &lt;strong&gt;por exemplo, são incorrectas. É opinião, não é jornalismo. A imprensa deve, por outro lado, promover uma cultura de cidadania. A estrada partilha-se, não se conquista (sobretudo num país como Portugal). É desnecessário epilogar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SÃO JANEIRO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O PÚBLICO conseguiu hoje atingir o máximo do delírio, da incompetência, da incultura. Numa notícia sobre uma deslocação de Bento XVI a Nápoles, a cidade do ‘milagre’ do sangue de ‘San Gennaro’, escreve-se que ‘&lt;em&gt;O chefe da Igreja Católica almoçou com os dignitários participantes antes de se recolher, em oração, junto das relíquias de São Janeiro, patrono da cidade’.&lt;br /&gt;Pobre São Januário, que mal fizeste para merecer isto?&lt;/em&gt;”, &lt;strong&gt;pergunta João Vasconcelos&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Costa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O leitor de Carcavelos tem razão.&lt;br /&gt;O despacho da agência noticiosa Lusa referia&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;“... onde venerará as relíquias do patrono da cidade, São Genaro, regressando em seguida a Roma&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É provável que o PÚBLICO tenha reproduzido um despacho em francês da Agência France Presse. O jornalista traduziu erradamente&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;Saint Janvier&lt;/em&gt;”&lt;strong&gt; por&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;São Janeiro&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SANÇÃO E DALILA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Vários leitores têm chamado a atenção para os erros ortográficos no PÚBLICO. No de hoje (22/10/07), encontro (eventualmente) mais dois: pág. 8 P2, ‘Sanção e Dalila’ em vez de ‘Sansão e Dalila’ e, no editorial, pág. 42, ‘interdita’ como particípio passado, quando este verbo não terá&lt;br /&gt;particípio passado irregular (não confirmei).&lt;br /&gt;Concordo que seja utópico eliminar totalmente os erros ortográficos de um jornal. No entanto,&lt;br /&gt;nalgumas áreas (títulos, editoriais) fica francamente mal eles existirem. Nos editoriais dos últimos meses recordo alguns, todos do mesmo género (palavras que existem em português, não sendo detectadas pelo corrector ortográfico, mas que não são as aplicáveis à situação): concelho/conselho; censo/senso; afecto/afectado; descriminar/discriminar.&lt;br /&gt;O PÚBLICO deveria ter um revisor literário (um ser humano) para rever títulos e peças mais importantes e dar formação contínua. Alguns dos erros que apontei são muito frequentes, não só no PÚBLICO. A menos que considerem aceitável o nível de erros verificado face aos custos que a sua baixa implica”,&lt;strong&gt; escreve Bruno Dimas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Sanção e Dalila”: &lt;strong&gt;a formulação da legenda é incorrecta. É muito provável que se trate de uma gralha.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Interdita: &lt;strong&gt;O verbo interdizer, que significa o mesmo do que interditar (ou seja: proibir, vedar; impor uma proibição, um impedimento, uma interdição), tem como particípio passado interdito (&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Ciberdúvidas da Língua Portuguesa).&lt;br /&gt;Já o particípio passado do verbo interditar é interditado.&lt;br /&gt;A confusão do leitor está, pois, em julgar que na frase em análise se usou o adjectivo verbal interdito como particípio passado de interditar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: &lt;strong&gt;Decidi cessar o mandato de provedor do leitor do PÚBLICO no próximo dia 25, um mês antes da data prevista. É uma opção pessoal.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é: provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8085372020367318661?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8085372020367318661' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8085372020367318661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8085372020367318661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/11/notas-dispersas.html' title='NOTAS DISPERSAS'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7759272088543784325</id><published>2007-10-28T11:15:00.000Z</published><updated>2007-10-28T11:38:43.487Z</updated><title type='text'>O OVO DA SERPENTE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A secção Blogues em Papel, do P2, intitulada&lt;/strong&gt; “Vandalização de cemitério judaico” &lt;strong&gt;(9/10/2007) motivou uma reclamação.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Venho apresentar o meu mais veemente protesto pelo facto de o PÚBLICO divulgar blogues racistas de extrema-direita que procuram confundir criminosos com pretos. O PÚBLICO reproduz o texto do blogue Lusitânea (http://cobracascavel007.blogspot.com): ‘&lt;em&gt;Mais valor do que um morto português&lt;/em&gt;’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um artigo pouco dignificante que ultrapassa, decididamente, os limites do aceitável, mas... Agora, ao consultar o referido blogue, deparo-me com um artigo de teor racista, onde se lê explicitamente: ‘&lt;em&gt;Enquanto que o estado, com os meus impostos subsidia uma longa lista de organizações que visam acolher, defender e integrar os descamisados do mundo, quase com ameaças a quem disso discordar, entre os quais vêm como a experiência demonstra, muitos criminosos e assassinos&lt;/em&gt;.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só posso concluir uma de duas coisas: ou o PÚBLICO alberga nos seus quadros indivíduos que incitam ao racismo, ou tem consigo incompetentes e desleixados. Como não acredito nesta segunda hipótese, sugiro que vejam bem quem têm a trabalhar convosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo um pedido: por favor, leia o artigo intitulado ‘&lt;em&gt;Portugal a cloaca do mundo&lt;/em&gt;’, que tenta dar a entender (implicitamente) que não deveríamos ter pretos entre nós, como se entre os brancos não houvesse criminosos. Verá que não há exagero da minha parte”, &lt;strong&gt;escreve N., um leitor de Santarém que solicitou o anonimato. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Lusitânea contém essencialmente textos (repletos de erros de português e de gralhas) sobre política, criminalidade, propaganda do Partido Nacional Renovador (PNR) e fotografias de mulheres nuas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis os objectivos do referido blogue&lt;/strong&gt;: “&lt;em&gt;Bota-abaixo para tudo o que seja escumalha e abandalhador da NAÇÃO. Sem interesses particulares a defender. Apesar de tudo obscuro, não invejoso, defensor das hierarquias meritórias, sem loja, partido e até religião embora estatisticamente católico. Implacável para inimigos e cumpridor de promessas. De certa maneira adepto do olho por olho...&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O perfil do autor anónimo do Lusitânea é esclarecedor:&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;Adepto do portuguesismo baseado ÚNICAMENTE em laços sanguíneos. Portanto visceralmente contra o multiculturalismo baco originador do maior dos males da nossa história futura.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento a José Manuel Fernandes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vale a pela, antes do mais, recordar a filosofia da secção Blogues em Papel. Ela não se destina a ‘divulgar blogues’, antes a seleccionar de entre os milhares de blogues que existem passagens reveladoras de todo o tipo de formas de pensar e de intervir nesse espaço de todos que é a blogosfera. Para o melhor e para o pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, todos os dias se escolhe um tema de actualidade e procura-se, nos blogues, o que foi escrito sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em questão o tema escolhido foi o da cerimónia que decorreu no cemitério israelita de Lisboa, cerimónia de repúdio pela sua profanação por grupos neonazis. O PÚBLICO deu a tal cerimónia grande relevo (que passou por lhe dedicar a foto de primeira página) e eu próprio, que estava encarregue do fecho daquela edição, desloquei-me ao local e, depois, escrevi um editorial sobre cujo sentido julgo ser difícil ter dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os diferentes extractos de posts editados no dia 9 de Outubro, encontrava-se o seguinte: ‘&lt;em&gt;Tanto governante e político a desagravar uma indignidade criminosa que, contudo, temos que comparar com aqueles mortos excombatentes abandonados nos sertões africanos onde tudo é possível e onde ninguém se queixa. Portanto os nossos mortos são uma merda comparados com mortos judeus. Somos inferiores e quem o diz são os representantes e governantes eleitos pelos portugueses. Ao desvalorizarem, pelo abandono, os nossos mortos e se encarneiram neste tipo de desagravos só podemos concluir que deviam andar a governar noutras paragens...&lt;/em&gt;’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post fora retirado do blogue http://cobracascavel007.blogspot.com, e não seria necessário ler muitos outros textos desse blogue para se perceber que o seu autor, apesar da muita confusão que lhe deve ir na cabeça, ao revelar, no seu perfil, que os seus livros preferidos são os de Sun Tzu, Maquiavel, Clausewitz e António Sérgio (uf!), é seguramente um personagem de extrema-direita, ‘nacionalista’ como se apresenta, racista e anti-semita, como se deduz do que escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, pessoas que pensam assim existem. Tanto existem que o cemitério judaico foi profanado. Ora, existindo, é necessário que se saiba isso mesmo: que existem, não são invenções. E que utilizam espaços como a blogosfera, para espalhar as suas ideias. Pessoalmente, acho-as detestáveis, mas isso nunca justificaria omiti-las. Como director do jornal, entendo que existe a obrigação de, ao revelar que existem, permitir que os leitores ajuízem. Isso é informar, não é propagandear. O jornal dá conta do que se escreveu, naquele dia, naquele blogue: informa. O mesmo jornal reflecte sobre o fenómeno em editorial: ajuda o leitor a pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que entendo o jornalismo e a liberdade de expressão: não se omite o que existe, mesmo que não apreciemos o que vemos, ouvimos ou lemos; não se omite o que se pensa, mesmo que não se pretenda endoutrinar ninguém, antes suscitar o debate, a reflexão e também a atenção relativamente a fenómenos extremistas. Mais: se fosse explorar até aos limites o que se escreve em cada um dos blogues citados naquele dia, encontraria facilmente muitas outras barbaridades, algumas de sinal oposto (dei-me a esse trabalho, para responder ao provedor). Mas, no PÚBLICO, se não publica uns e omite outros em função daquilo que pensamos: permite-se ao leitor ajuizar. Foi o que fez este leitor. Bem, a meu ver. Mais: e ainda bem que tomou conhecimento da existência daquele blogue, sobretudo se entende que as ideias nele defendidas são perigosas. Tem uma oportunidade de as combater, não impedindo-as de se exprimir, mas explicando como são terrivelmente erradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que actuam os que acreditam na democracia e na liberdade: lutam pelas suas ideias em terreno aberto, não tentam amordaçar as ideias diferentes. Até porque isso é perigoso, como o passado sobejamente prova. É melhor saber onde está o ovo da serpente do que fingir que ele não existe...”, &lt;strong&gt;respondeu o director do PÚBLICO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Lusitânea confunde ideias e géneros. É, decididamente, um blogue anti-social. Os comentários apresentados não deixam margem para dúvidas:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Eu acho sinceramente que Portugal precisa urgentemente duma nova PIDE face à desagregação nacional e ao abandalhamento das instituições, o que a não ser feito vai mais tarde ser muito mais doloroso...&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A malta do antigamente só está à espera do momento fatal do total desmoronamento desta bandalheira democrática... gays, lésbicas, aborto, anticlericalismo militante, desemprego, imigração descontrolada, nacionalização de qualquer bicho careta que aqui apareça.&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É importante situar a divulgação do blogue Lusitânea no seu contexto: trata-se de uma secção específica (cuja existência é, talvez, questionável) do PÚBLICO onde são publicadas, prioritariamente, ideias contraditórias e, por vezes, antagónicas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Lusitânea é revelador do mal-estar profundo sentido por parte do tecido social português: espelha os temores dos que se sentem desprotegidos, marginalizados, excluídos, ou até, por vezes, defraudados, os cidadãos mais permeáveis às ideologias da frustração.&lt;br /&gt;É possível que o leitor possa ter razão quanto à forma, mas quanto ao fundo um “outro valor mais elevado&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;se levanta”: o da liberdade de expressão, um dos pilares fundamentais das sociedades democráticas. E esse valor prevalece. Mesmo quando dá voz aos adversários da democracia, está a respeitar a essência dessa mesma democracia.&lt;br /&gt;Assim sendo, os argumentos de José Manuel Fernandes são aqueles com os quais o provedor se identifica.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7759272088543784325?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7759272088543784325' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7759272088543784325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7759272088543784325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/10/o-ovo-da-serpente.html' title='O OVO DA SERPENTE'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1538078520946521338</id><published>2007-10-21T01:20:00.000+01:00</published><updated>2007-10-21T01:37:22.214+01:00</updated><title type='text'>NÚMEROS E CULTURA</title><content type='html'>“Com reserva, por receio de cometer injustiças, passo a referir algumas situações que considero menos apropriadas num jornal como o PÚBLICO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Na edição de 5 de Outubro de 2007, página 19, podemos ler o título de uma notícia: ‘Iraque vai comprar 100 milhões de armas à China para equipar a polícia’. No início do texto somos confrontados com o seguinte: ‘O Iraque encomendou equipamento militar no valor de 100 milhões de dólares...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noticiar que um país vai comprar 100 milhões de armas é algo que a poucos lembraria. Quantos polícias existirão no Iraque? Quantas armas seriam entregues a cada um? Um número tão elevado de armas não chamou a atenção do editor/revisor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Edição de 6 de Outubro de 2007, página 4 do P2: Os diamantes e a globalização: ‘.... - e empresas de delapidação espalhadas por todo o mundo’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o dicionário que tenho à mão, ‘delapidar’ significa, entre outras coisas ‘gastar sem regra; dissipar; esbanjar’. A palavra correcta que o autor/tradutor do texto devia utilizar seria ‘lapidação’, que significa ‘talhar e polir as facetas das pedras preciosas, ...’. Não tenho dúvidas de que muitas das empresas que se dedicam à exploração dos diamantes também delapidam as riquezas dos países onde actuam. Lapidar também significa matar à pedrada. Não se deseja tal sorte para o autor do texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Edição de 7 de Outubro, página 12 do P2: agradecendo o texto dedicado à biografia de Shakespeare, devo fazer um reparo relativamente ao critério de edição utilizado. Existe um título intermédio (‘108 plantas e 60 pássaros’) que corta o texto anterior, no qual se fala da casa onde viveu o dramaturgo e cujo teor continua depois deste corte gráfico. Creio que deveria ter sido colocado mais abaixo, antes do parágrafo que começa com ‘Por isso o mundo natural...’. Quanto aos pássaros não há, no texto restante, qualquer referência às espécies citados pelo autor Isabelino. Falta de espaço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Por último e escrevendo de memória: na época estival (Agosto?), foi dedicado um artigo ao recentemente falecido barão de Rothschild, no qual se diz que o mesmo foi evacuado, durante a 2ª Guerra Mundial, a partir de Dunkirk. O autor da tradução, talvez por desconhecer a história do acontecimento em causa, ignorou que a evacuação da tropa inglesa e outros fugitivos, se efectuou em Dunquerque, cidade francesa. Quando li Dunkirk (grafia inglesa de Dunquerque?) pensei tratar-se de um topónimo irlandês...”, &lt;strong&gt;escreve José Maria Faria Martins, um leitor de Peso da Régua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor tem razão.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;— “Iraque vai comprar 100 milhões de armas à China para equipar a polícia”: &lt;strong&gt;o título está mal formulado. Trata-se de 100 milhões de dólares, não de 100 milhões de armas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;— “empresas de delapidação espalhadas por todo o mundo”: &lt;strong&gt;a “chamada” incorrecta assemelha-se a uma gralha (que o PÚBLICO não detectou).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;— “108 plantas e 60 pássaros”: &lt;strong&gt;não há qualquer referência a pássaros no texto publicado. É um mistério.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;— “Dunkirk” &lt;strong&gt;é a formulação inglesa do francês “Dunkerque”, uma cidade situada a aproximadamente 300 quilómetros de Paris. O texto de Adam Bernstein (do jornal The Washington Post), publicado no dia 17 de Junho de 2007, foi mal traduzido, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Na página 11 do P2 de 31.7.2007 consta que a família Polanco tem a terceira maior fortuna de Espanha, avaliada em cerca de 2,2 milhões de euros.&lt;br /&gt;Esta informação repete-se na 2ª coluna.&lt;br /&gt;Saberá Anabela Campos quanto são 2,2 milhões de euros?”, &lt;strong&gt;pergunta bepiol@...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor tem razão. Não são 2,2 milhões, mas 2.200 milhões (segundo a revista Forbes). E, por outro lado, não era a fortuna da família Polanco, mas a de Jesús de Polanco Gutiérrez. É um detalhe, mas no jornalismo o rigor e a precisão contam...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Notei um pequeno ‘grande’ erro na notícia publicada (28 de Setembro de 2007) pelo jornalista Sérgio Aníbal com o título ‘Governo corta previsão para o investimento em 330 milhões de euros’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O erro encontra-se no segundo parágrafo: ‘No relatório dos défices excessivos que será enviado a Bruxelas e que ontem foi divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o Governo corrigiu as suas anteriores estimativas, feitas em Março, para as contas públicas de 2007 (o único ano do reporte que ainda não é da responsabilidade do INE).’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que a palavra ‘&lt;em&gt;reporte&lt;/em&gt;’ não existe em português, apenas em brasileiro fruto do inglês ‘report’. Das duas uma, ou o jornalista Sérgio Aníbal é brasileiro ou ao traduzir uma referência encontrada em inglês traduziu incorrectamente ‘report’ para ‘&lt;em&gt;reporte&lt;/em&gt;’ ao invés de ‘relatório’. Note-se que no início do parágrafo o jornalista utilizou a palavra correcta, portanto penso tratar-se de um lapso. Há que ter mais cuidado”, &lt;strong&gt;adverte Paulo Sebastião.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O leitor tem razão.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Já tenho notado que os números não são o ‘forte’ dos jornalistas; mas na edição de hoje (9 de Outubro de 2007) o PÚBLICO ultrapassa os limites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na página 18 – Mundo – uma informação sobre Costa Rica indica que o resultado da consulta sobre o tratado do comércio livre teve o seguinte resultado: 51,8% sim, 48,42% não… Somando, chega-se a 100,22% total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na página 40 – Economia – as tabelas do Euronext Lisboa, estão baralhadas, enquanto no mercado cambial indicam o câmbio de 09.02.07. Boa informação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acabar: na mesma página 40 sob o título Consórcio liderado por RBS assegura compra do ABN AMRO, sugeri que a jornalista Natália Faria entre em contacto com o banco alemão. Na realidade trata-se de um banco belga/holandês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco mais cuidado na elaboração do jornal não ficava mal”, &lt;strong&gt;escreve Arie Somsen, um leitor de Oeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor tem razão, mas não deu conta dos erros todos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1- COSTA RICA&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O artigo&lt;/strong&gt; “Costa Rica aprova tratado de comércio com os EUA” &lt;strong&gt;está cheio de erros e contém, por outro lado, gralhas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;— “51,8%” &lt;strong&gt;dos votos&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;+&lt;/strong&gt; “48,42%” &lt;strong&gt;= 100%?;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;— “O tratado, já aprovada ...”;&lt;br /&gt;— “... dará à Costa Rica acesso ao mercado norte-americano”. &lt;strong&gt;É uma afirmação falsa. Os EUA são o único país norte-americano signatário do TLC/CAFTA&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(http://tcc.export.gov/Trade_Agreements/All_Trade_Agreements/CentralAmericanFreeTA.asp); &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;— “Os críticos dizem que a competição que vai trazer pode arruinar a bem-sucedida economia do país e pôr em risco o sistema de segurança social...”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem são os críticos, já que o jornalista anónimo não menciona uma única fonte?;&lt;/strong&gt; “... que a competição” &lt;strong&gt;+&lt;/strong&gt; “que vai”? &lt;strong&gt;(existem formulações melhores em Português),&lt;/strong&gt; “bem-sucedida economia” (opinião do jornalista numa notícia?).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;2- EURONEXT LISBOA E MOEDA&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O PÚBLICO apresentou erradamente na edição de 9 de Outubro de 2007 uma tabela cambial com oito meses (9 de Fevereiro), em vez de indicar a da véspera.&lt;br /&gt;Arie Somsen não é a única pessoa a queixar-se dos erros relacionados com as cotações. Os problemas sucedem-se. E assemelham-se. Na passada quinta-feira, por exemplo, o leitor Mário Nunes escreveu ao provedor por causa da&lt;/strong&gt; “trapalhada, quase diária, que se verifica nas cotações da Euronext Lisboa fornecidas pelo PÚBLICO. Hoje, por exemplo, dia 18, é uma confusão entre variações de cotação, fecho, cotações de abertura, etc, etc., para além de a Ren nem figurar no PSI 20!”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É importante haver mais rigor no tratamento da economia. O rigor e a exactidão são essenciais, em todas as páginas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3-&lt;/strong&gt; ABN AMRO&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A jornalista Natália Faria escreve&lt;/strong&gt; “... pelo banco alemão Fortis”. &lt;strong&gt;É mais um erro. Fortis não é um banco alemão. Em 1990, uma firma de seguros associou-se a um banco, ambos eram holandeses. Posteriormente, um banco belga entrou no negócio. Fortis tem, hoje, ‘sedes’ (“head offices”) em Bruxelas e Utreque. A história da instituição pode ser consultada no seguinte&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;endereço electrónico:&lt;/strong&gt; www.fortis.com/general/history.asp&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A jornalista cometeu mais erros. Confundiu, por exemplo, o número de acções.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;PÚBLICO: “... representam mais de 1590 acções ordinárias.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trata-se, na realidade, de 1.590 milhões de acções.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Única conclusão possível: é a credibilidade do jornal que está em causa. E isso não é coisa pouca...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é: provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1538078520946521338?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1538078520946521338' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1538078520946521338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1538078520946521338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/10/nmeros-e-cultura.html' title='NÚMEROS E CULTURA'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6468303557554178</id><published>2007-10-14T00:32:00.000+01:00</published><updated>2007-10-14T00:35:12.227+01:00</updated><title type='text'>IN MEMORIAM</title><content type='html'>“Este protesto é pela desmemória (para não dizer outra coisa…) do ‘PÚBLICO’, que ignorou a morte de duas figuras há muito desaparecidas das atenções dos ‘media’, mas que em vida foram marcantes – e cada uma à sua medida.&lt;br /&gt;Um foi o jornalista João Coito, seguramente um dos grandes jornalistas portugueses dos últimos 50 anos. Nem quero crer que o ‘esquecimento’ do ‘PÚBLICO’ (nem uma breve!...) se deva a razões ideológicas!...&lt;br /&gt;Até porque no extremo ideológico contrário de João Coito se encontrava a outra omissão do PÚBLICO’, a médica Julieta Gandra, falecida nessa mesmo dia. Cuja ‘importância’ histórica está só nisto: incriminada pela PIDE em 1959 foi condenada no primeiro julgamento político do nacionalismo angolano moderno – condenação essa que mobilizou a atenção e a solidariedade internacional como uma das vítimas da ditadura salazarista. A ponto de Julieta Gandra haver sido adoptada pela Amnistia Internacional como prisioneira de consciência em 1964. Mário Soares seria o outro português a quem a organização dos direitos humanos concedeu o mesmo estatuto durante o salazarismo.&lt;br /&gt;Eu sei, todos sabemos que foi um dia de duas outras mortes bem mais mais ‘mediáticas’ (e, atenção, merecedoras do destaque que lhes foi dado!). Mas, que diabo!, ninguém na Redacção do ‘PÚBLICO’ foi capaz de redigir duas linhas que fossem em memória de João Coito e Julieta Gandra?!...&lt;br /&gt;Nem que fosse para noticiar a hora e o local dos respectivos funerais… Mais gente ficaria a saber e, seguramente, mais gente poderia ter-lhes prestado, pessoalmente, a homenagem merecida”, &lt;strong&gt;escreve José Mário Costa, leitor, ex-jornalista do PÚBLICO e um dos autores do Livro de Estilo do jornal, antes de acrescentar:&lt;/strong&gt; “Segue este outro protesto do angolano Adolfo Maria. Talvez valesse a pena distribuí-lo por essa hoje tão desmemoriada Redacção do ‘PÚBLICO’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis o comentário de Adolfo Maria:&lt;/strong&gt; “A MORTE DE JULIETA GANDRA NÃO FOI NOTÍCIA – Não foi notícia, na comunicação social portuguesa a morte de Julieta Gandra, a médica portuguesa incriminada pela PIDE em 1959 e condenada no primeiro julgamento político do nacionalismo angolano moderno, o chamado ‘processo dos Cinquenta’ onde a par de muitos militantes angolanos figuravam alguns portugueses como António Veloso, Calazans Duarte e Julieta Gandra, que foram deportados para cadeias em Portugal, tendo os angolanos sido deportados para Cabo Verde, onde ficaram internados no campo de concentração do Tarrafal que assim reabria as suas portas em 1960, agora para outros presos políticos, os angolanos.&lt;br /&gt;O falecimento de Julieta Gandra não foi notícia para jornais, rádios ou televisões de Portugal. Apenas a SIC passou em rodapé uma breve informação. Outras pessoas, alguma de bem menor envergadura que J. Gandra preencheram o obituário da comunicação social portuguesa.&lt;br /&gt;Nos anos 50 do século XX, Julieta Gandra, ginecologista (especialidade raríssima na Luanda de então) atendia no seu consultório da Baixa as clientes da sociedade colonial, tirando daí os seus proventos, e, nos musseques, atendia em modesto consultório, a preço simbólico, as mulheres desses bairros suburbanos. Simultaneamente participava em actividades do Cine-Clube e da Sociedade Cultural de Angola realizando também actividade política em organização clandestina do nacionalismo angolano. Por isso foi presa pela polícia do regime salazarista, condenada a pesada pena de prisão, internada em cadeias de Portugal. Quer nos interrogatórios da PIDE, quer nas cadeias, portou-se com uma dignidade exemplar. Em 1964 foi considerada a presa do ano pela Amnistia Internacional&lt;br /&gt;Esta breve resenha da vida cívica de Julieta Gandra cabia em qualquer jornal ou bloco informativo de rádio ou televisão, mas os profissionais da comunicação social, sem brio nem remorsos, omitem uma curta e última referência a esta médica portuguesa que foi marco na luta pela liberdade da Mulher e dos Povos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solicitei um esclarecimento ao director.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Infelizmente nem sempre o espaço físico do jornal permite dar notícia de tudo. Nesse dia foi necessário mudar duas vezes a distribuição de publicidade no jornal (fazendo desaparecer, por exemplo, a fotografia das centrais) para conseguir arranjar mais espaço para as secções Portugal e Mundo. Houve opções a fazer e muita informação que fomos dando ao longo do dia no Última Hora não pode ser retomada na edição impressa.&lt;br /&gt;No caso concreto dessas duas mortes não houve nenhuma falha de memória, pois os editores conheciam tanto João Coito como Julieta Gandra. Sem possibilidades de responder de forma adequada, no dia seguinte, a esses dois desaparecimentos, foi debatida a hipótese de encontrar quem escrevesse, nos dias seguintes, um obituário de qualidade. Trata-se de uma fórmula habitual na imprensa anglo-saxónica, que já adoptámos por mais de uma vez no P2, e que permite tratar a morte de figuras menos conhecidas do grande público sem as limitar a um curto registo em cima do acontecimento, antes acrescentando valor, mesmo que publicando os textos mais tarde, às semanas depois. No momento em que respondo ao Provedor não sei se já se encontrou alguém para realizar esses trabalhos”, respondeu José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As justificações estão dadas.&lt;br /&gt;O director do PÚBLICO garante que&lt;/strong&gt; “não houve nenhuma falha de memória”. &lt;strong&gt;Os desaparecimentos não terão sido noticiados por falta de espaço.&lt;br /&gt;Como não foi possível&lt;/strong&gt; “responder de forma adequada” &lt;strong&gt;no dia a seguir, “foi debatida a hipótese de encontrar quem escrevesse, nos dias seguintes”, acrescenta José Manuel Fernandes. Mas o&lt;/strong&gt; “obituário de qualidade” &lt;strong&gt;previsto também não foi feito.&lt;br /&gt;Conclusão: o PÚBLICO nada fez.&lt;br /&gt;Só resta, portanto, ao provedor invocar o bom velho ditado português: “mais vale tarde do que nunca”...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é: provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6468303557554178?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6468303557554178' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6468303557554178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6468303557554178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/10/in-memoriam.html' title='IN MEMORIAM'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1829786472385890680</id><published>2007-10-07T00:02:00.000+01:00</published><updated>2007-10-07T00:19:16.130+01:00</updated><title type='text'>A ONDA DO DEIXA ANDAR</title><content type='html'>“Se tiver tempo e quiser documentar-se sobre uma reclamação que fiz por causa do texto que acompanha a fotografia de surf das páginas centrais do PÚBLICO de um dia destes (&lt;em&gt;25 de Setembro de 2007, ndp&lt;/em&gt;), aconselho-o a dar um salto ao blogue mais visto pela comunidade portuguesa do surf (&lt;em&gt;http://www.ondas.weblog.com.pt/&lt;/em&gt;) onde há um conjunto de comentários bem mais ácidos que o meu. Vale o que vale, mas também não lhe toma muito tempo”, &lt;strong&gt;escreve Henrique Pereira dos Santos, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor consultou, portanto, o referido blogue.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Há uma velha anedota que diz que só acredita nos jornais quem nunca leu uma notícia sobre si próprio. A generalização pode parecer perniciosa, mas no fundo é verdadeira. E nem sequer vale a pena tentar entender quem são os culpados desta dura realidade. O lodo já inquinou totalmente as águas. Hoje em dia, os chamados Órgãos de Comunicação Social de referência, quer sejam jornais, televisões ou rádios, são nada mais do que empresas, cujo lucro advêm da venda de algo parecido com notícias. O PÚBLICO de hoje faz uma página central com uma foto de um surfista e com o seguinte texto não assinado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Hossegor, à excepção dos surfistas e de quem passa férias naquela terra, não deve ser conhecida por mais ninguém. Agora, e até ao dia 30, é o centro do mundo para os melhores surfistas. Hossegor fica em França, na verdade no sul de França, perto de Biarritz e muito perto da fronteira com Espanha. Pelos vistos, tem boas ondas, proporcionadas pelo Mediterrâneo. No Quiksilver Pro France estão, por exemplo, Kelly Slater, Mick Fanning, Andy Irons e Tai Burrow, só para citar alguns. Portugal, como é um país com tradição de mar, também está representado por Tiago ‘Saca’ Pires. Todos estão lá para apanhar a melhor onda, para desafiar, para apanhar o melhor tubo. Um estranho bailado com as ondas que passou a fazer parte da paisagem de qualquer praia. Onde houver uma boa onda lá estará um surfista, pelo menos. E gente que gosta de ver quem se põe em cima de uma prancha, num estranho equilíbrio que termina sempre dentro de água. O mar sempre atraiu os homens. Sabia que os primeiros registos europeus, segundo a Wikipédia, chegam ao século XVIII? Nessa altura, fazia parte da cultura indígena do Havai. Hoje é um desporto e um negócio. E dá sempre belíssimas imagens. E vontade de experimentar aos que estão em terra&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o ridículo matasse, o pobre estagiário que escreveu estes miseráveis pedaços de prosa, mais o editor que não os reviu, mais o director que nem sabia que tal se passava, mais o dono da empresa que é dona do jornal que apenas manda que não se gaste mais do que x euros por mês na trapalhada toda, estavam todos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avancemos para um pouco de semiótica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Hossegor, à excepção dos surfistas e de quem passa férias naquela terra, não deve ser conhecida por mais ninguém’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;primeira demonstração de absoluta ignorância por parte do autor do texto, Hossegor é uma das mais conhecidas regiões de veraneio da França&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘Agora, e até ao dia 30, é o centro do mundo para os melhores surfistas’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;não é nem o centro nem a periferia, é apenas mais uma paragem no movimentado e global ‘circuito da cerveja’&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘Hossegor fica em França, na verdade no sul de França, perto de Biarritz e muito perto da fronteira com Espanha’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;até aqui tudo bem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘Pelos vistos, tem boas ondas, proporcionadas pelo Mediterrâneo’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Mediterrâneo? Aqui o desvario atinge o limite máximo, o Mediterrâneo, meu amigo, fica do outro lado…&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘No Quiksilver Pro France estão, por exemplo, Kelly Slater, Mick Fanning, Andy Irons e Tai’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;sic&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;) ‘Burrow, só para citar alguns. Portugal, como é um país com tradição de mar’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;ou o que quer que isso signifique…&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;), ‘também está representado por Tiago “Saca” Pires’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;não está, esteve nos trials, mas o Tiago perdeu e quem representou o multi-culturalismo nacional foi o luso-germânico Marlon Lipke, mas esse o ‘jornalista’ certamente nem faz ideia de quem seja…&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘Todos estão lá para apanhar a melhor onda, para desafiar’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;???&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;), ‘para apanhar o melhor tubo’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;liberdade poética…&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘Um estranho bailado com as ondas que passou a fazer parte da paisagem de qualquer praia’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;libertinagem poética sob influência de demasiados episódios dos Morangos com Açúcar…&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘Onde houver uma boa onda lá estará um surfista’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;plágio descarado do ONDAS?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;), ‘pelo menos’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;pelo menos? Pelo menos? Mas que raio é que este ‘pelo menos’ quer dizer???&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘E gente que gosta de ver quem se põe em cima de uma prancha, num estranho equilíbrio que termina sempre dentro de água’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;duh, se não terminasse dentro de água terminava onde?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘O mar sempre atraiu os homens. Sabia que os primeiros registos europeus, segundo a Wikipédia’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;é sempre uma garantia de credibilidade citar a Wikipédia…&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;), ‘chegam ao século XVIII? Nessa altura, fazia parte da cultura indígena do Havai. Hoje é um desporto e um negócio. E dá sempre belíssimas imagens’ (&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;e maus textos…&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;). ‘E vontade de experimentar aos que estão em terra’.&lt;br /&gt;A mim dá-me vontade de pregar uma boa amona a estes jornalistas que nem sequer sabem ler os comunicados das agências, que não se esforçam por investigar um mínimo para os parágrafos que escrevem e aos editores deste jornais ditos sérios que não passam de folhas de couve armadas em influentes que distorcem e vilipendiam a realidade mais simples.&lt;br /&gt;Assim vão as glórias do mundo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis alguns excertos dos comentários “bem mais ácidos”:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“A única coisa que se safa no artigo é a fotografia. lol”, &lt;strong&gt;escreve Sheesh Kabob.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“gosto particularmente da parte em que se fala de os primeiros registos europeus da atracção do homem pelo mar datarem do século XVIII (segundo a wikipedia, é claro). é q é isso que de facto lá está escrito. é espantoso como é q o PÚBLICO sistematicamente permite que sejam publicados disparates de todo o tamanho, neste caso numa dupla, sem que ninguém reveja, edite ou sequer pense um segundo sobre o q está escrito. Jornalismo de referência?”, &lt;strong&gt;escreve PAS.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Pois bem...neste caso, este artigo do ‘fidedigno’ e ‘Honorável’ jornal o ‘PÚBLICO’, vai entrar no rol das maiores baboseiras JAMAIS escritas e veiculadas ao nobre desporto do príncipe Duke Kahanamoku!&lt;br /&gt;O incauto jornalista (!!??) consegui trespassar em larga escala a barreira do ridículo, chegando a ser tragicómico na sua pérola jornalística!&lt;br /&gt;O pináculo da peça foi quando ele fala no Mediterrâneo HAHAHAHAHHAHAHA!&lt;br /&gt;Esta foi inequivocamente a maior aberração já lida por mim, nesses anos todos como fiel acompanhante da imprensa escrita, no que concerne ao nosso querido amado desporto!&lt;br /&gt;Uma pérola sem igual que ficará nos anais do desporto, e que dificilmente vou esquecer-me...”, &lt;strong&gt;escreve Pontinha Star.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“É um artigo cheio de pormenores deliciosos, que li como se de um pedaço de comédia se tratasse!&lt;br /&gt;É que até nos créditos que dão à fotografia foram capazes de escrever em vez de ASP – AFP.&lt;br /&gt;É genial! Deve estar a trabalhar com o Herman José dentro de pouco tempo”, &lt;strong&gt;escreve Dias..&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Veremos o que acontece. O jornalismo de referência não se distingue do resto por não ter erros mas sim por procurar detectá-los e corrigi-los”, &lt;strong&gt;conclui o leitor Henrique Pereira dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornal publicou um dia depois uma nota“O PÚBLICO errou”:&lt;/strong&gt; “Hossegor, a estância francesa de surf na região de Biarritz, fica próxima da fronteira espanhola mas é banhada pelo oceano Atlântico e não pelo Mediterrâneo, como ontem erradamente se escreveu na legenda da foto das páginas centrais.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A “legenda” de 212 palavras contém erros factuais, incoerências, recurso à “fonte” wikipedia, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O surf é só um desporto, mas é certo que estes erros são preocupantes. Podem deixar presumir que o conjunto das matérias noticiadas no jornal contém inúmeros erros. Ora, como se sabe, qualquer generalização é perigosa.&lt;br /&gt;Quanto ao caso concreto em apreço, o provedor só pode concluir que o leitor tem razão. O PÚBLICO errou. E aquilo que está em causa – repito – não é apenas a localização geográfica de Hossegor... &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1829786472385890680?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1829786472385890680' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1829786472385890680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1829786472385890680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/10/onda-do-deixa-andar.html' title='A ONDA DO DEIXA ANDAR'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2197120430681811116</id><published>2007-09-23T01:26:00.001+01:00</published><updated>2007-09-23T01:34:53.049+01:00</updated><title type='text'>O PROVEDOR DOS PORMENORES</title><content type='html'>“Não sei se é inédito, mas não deixará de ser original: o PÚBLICO tem um artigo, na página 6, onde dá conta da publicação, na mesma edição, de um artigo de opinião de Manuel Alegre, fazendo notícia sobre o mesmo, com citações. Ainda pensei que eram declarações do próprio a justificar ou a acrescentar algo sobre o seu próprio artigo, o que seria aceitável, até para contextualização. Mas não. São meros extractos do artigo que surge na íntegra mais à frente.&lt;br /&gt;Se o modelo pega, teremos no futuro notícias na página 2 sobre uma notícia da página 3 e assim sucessivamente. Uma coisa será dar destaque (estava na capa) ou chamadas no início dos cadernos/secções. Agora, um texto supostamente noticioso?&lt;br /&gt;Aqui parece um texto da agência Lusa, o que até poderia ser, mas para uso externo, não?&lt;br /&gt;Já agora uma questão: o destaque triplo (artigo + texto pág. 6 + capa) ao artigo de Manuel Alegre deve-se apenas a critérios jornalísticos (que existem, obviamente) ou não se deverá tal destaque ao facto de ser um artigo que avaliza a posição do jornal (ou da sua direcção) na ‘luta’ que tem travado contra a ERC e as medidas do ministro Santos Silva/Governo Sócrates?&lt;br /&gt;Isto é, teria o jornal dado igual destaque, caso não estivesse envolvido nessa luta, caso não obviamente concordasse com o teor do artigo? Suponho que não. Mas, não seria então preferível assumir essa posição e, no editorial de hoje, dizer isso mesmo, que o PÚBLICO se congratulava por a sua posição que vem sustentando ao longo dos últimos meses ser sustentada e reforçada por um destacado dirigente socialista como Manuel Alegre, cujos pergaminhos democráticos e de lutador pela liberdade, etc.? Era mais transparente”, &lt;strong&gt;escreve Gabriel Silva.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis o início do artigo de Sofia Branco, publicado (27/07/2007) na página 6:&lt;/strong&gt; “’Agora e sempre contra o medo, pela liberdade.’ Assim termina o artigo de Manuel Alegre hoje publicado na íntegra pelo PÚBLICO, no espaço reservado à opinião.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A notícia resume o essencial do texto de opinião, necessariamente. Esta repetição faz sentido?&lt;br /&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento ao director.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Há dois pontos distintos na queixa do leitor. O primeiro, sobre a oportunidade da notícia editada na página 6 dessa edição. O segundo sobre o destaque dado ao texto de Manuel Alegre.&lt;br /&gt;Relativamente ao primeiro houve um erro de edição. A ideia inicial era partir do texto de Alegre para, ou através de reacções de pessoas a quem ele fosse dado a ler, ou enquadrando o seu conteúdo, relacionando-o com a actualidade política, questionar a sua importância. Não devia ser um resumo do texto, mesmo que pudesse citá-lo, antes uma peça jornalística que recordasse aos leitores anteriores posições do deputado, o seu relacionamento com o actual e anteriores primeiro-ministros e onde se fizesse uma antevisão, se possível com testemunhos em discurso directo, do seu impacto no grupo parlamentar e no interior do PS. Não tendo sido possível, naquele dia, fazer um trabalho que era algo complexo, a opção correcta devia ter sido não publicar aquele texto que é, de facto, apenas um resumo do texto de Manuel Alegre.&lt;br /&gt;Já quanto ao destaque dado ao artigo, ele era absolutamente justificado. Manuel Alegre optara pelo silêncio desde que, nas eleições presidenciais, obtivera um resultado surpreendente, que o colocou bem à frente do candidato oficial do PS, que era Mário Soares. Quebrou-o com declarações muito duras sobre algumas políticas do Governo. Como figura histórica do partido, cujo peso na sociedade foi confirmado nessas eleições, havia natural curiosidade em conhecer as suas posições (tanto que o jornal teve, nesse dia, um pico de vendas). Coincidem elas com as do PÚBLICO? Para além da questão de saber se o PÚBLICO tem posições para além daquelas que decorrem do seu Estatuto Editorial (onde se escreve que o jornal ‘considera que a existência de uma opinião pública informada, activa e interveniente é condição fundamental da democracia e da dinâmica de uma sociedade aberta’, a razão pela qual temos criticado as recentes medidas legislativas que consideramos afectarem a liberdade de imprensa e dos jornalistas), a verdade é que Manuel Alegre escrevia sobre muitas outras questões da política deste governo, criticando aspectos destas que, no Editorial, um ou mais directores do PÚBLICO haviam apoiado.&lt;br /&gt;O critério para o destaque que damos a um texto de opinião (como a uma entrevista, por exemplo) é o da sua relevância e não o de concordarmos ou discordarmos do seu conteúdo. Recordo mesmo ao leitor que, em Agosto, o PÚBLICO fez uma chamada de véspera para um texto que iria publicar de Mário Soares, a criticar um editorial que eu mesmo escrevi.&lt;br /&gt;Como se escreve também no Estatuto Editorial, o PÚBLICO ‘participa no debate das grandes questões que se colocam à sociedade portuguesa’, mas ‘sem qualquer dependência de ordem ideológica, política e económica’. Foi isso que fizemos, ao dar o destaque que demos ao texto de Manuel Alegre, com a ressalva da edição, no mesmo dia, de uma notícia que nada acrescentava de substancial”, &lt;strong&gt;respondeu José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;O provedor não se pronuncia sobre opções editoriais, mas preza a atitude de frontalidade assumida por José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;O director do PÚBLICO reconhece, por outro lado, que houve um erro de edição. É uma explicação plausível. Nada a acrescentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post-scriptum: A penúltima crónica suscitou algumas reacções, incluindo uma crítica ao trabalho do provedor.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O provedor do leitor do PÚBLICO parece uma rabugenta professora primária, apenas preocupada com erros de ortografia e problemas de concordância. É muito pouco. Onde estão as grandes linhas de orientação do diário? Onde pára a reflexão sobre o trabalho do dia-a-dia? A teorização sobre a relação com as fontes, ou sobre os novos desafios dos media?&lt;br /&gt;Podia ao menos questionar-se sobre a maneira como o jornal é tantas vezes usado como arma de arremesso político, ou como a opinião vem tantas vezes mascarada de informação. Podia questionar-se sobre a situação única de o director do jornal ser simultaneamente administrador da Sonae. Sobre a maneira como a maior parte dos jornalistas faz um simples ‘corta e cola’ das notícias da Lusa. Mas nem isso. Tenho pena pela oportunidade perdida.&lt;br /&gt;Votos de continuação de um trabalho medíocre”, &lt;strong&gt;escreve Rui Carlos Baptista, um leitor de Telheiras (Lisboa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A- Os leitores escrevem ao provedor sobretudo por causa de&lt;/strong&gt; "erros de ortografia e problemas de concordância". &lt;strong&gt;É lícito ignorar tais preocupações?&lt;br /&gt;Os &lt;/strong&gt;"erros de ortografia e os problemas de concordância" &lt;strong&gt;são assunto importante porque o seu número me parece excessivo.&lt;br /&gt;Considero, por outro lado, que a imprensa tem uma responsabilidade acrescida na promoção do Português. A TV (principal fonte de informação para muitos portugueses) abdicou da Informação e da língua, ao optar pela reconhecida boçalidade que a caracteriza.&lt;br /&gt;Os leitores e o provedor levantaram outros problemas: a condenação de pessoas na praça pública, o plágio, a confusão entre informação e publicidade, etc.&lt;br /&gt;B- O provedor não pode pronunciar-se (ao contrário do que defende o leitor) sobre as&lt;/strong&gt; "grandes linhas de orientação do diário". &lt;strong&gt;São competências exclusivas da Direcção Editorial.&lt;br /&gt;Eis o estatuto do provedor:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;“1. Avaliar a pertinência das queixas, sugestões e críticas dos leitores, produzindo as recomendações internas que delas decorrerem;&lt;br /&gt;2. Esclarecer os leitores sobre os métodos usados e os factos relevantes envolvendo a edição de notícias que suscitem perplexidade junto do público;&lt;br /&gt;3. Investigar as condições que levaram à publicação de notícias ofensivas dos direitos dos leitores;&lt;br /&gt;4. Transmitir aos leitores, à Redacção ou à Direcção do PÚBLICO a sua reflexão sobre eventuais desrespeitos pelas normas deontológicas que ocorram no jornal.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;C- O leitor afirma, por outro lado, que o jornal é&lt;/strong&gt; “usado como arma de arremesso político, ou como a opinião vem tantas vezes mascarada de informação”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- É uma acusação grave. É importante dissociar a Informação da Opinião, mas o leitor parece meter tudo e todos no mesmo saco. Rui Carlos Baptista considera, portanto, que os jornalistas do PÚBLICO são cúmplices da apregoada manipulação. É um processo de intenções. Discordo, obviamente.&lt;br /&gt;2- A objectividade é um mito (acredito na isenção, no profissionalismo e na honestidade).&lt;br /&gt;D- O leitor propõe:&lt;/strong&gt; "Podia questionar-se sobre a situação única de o director do jornal ser simultaneamente administrador da Sonae. Sobre a maneira como a maior parte dos jornalistas faz um simples ‘corta e cola’ das notícias da Lusa."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Todos os directores do PÚBLICO (sem excepção) assumiram essa dupla função.&lt;br /&gt;2- Apreciei as denúncias de leitores sobre o “corta e cola” e o ‘copianço’ várias vezes: casos relacionados com a agência LUSA, Wikipedia, revistas estrangeiras, etc.&lt;br /&gt;Defendo (à semelhança do que estipula o Livro de Estilo do PÚBLICO) que todos os textos publicados devem indicar o nome do(s) autor(es).&lt;br /&gt;E- O leitor conclui :&lt;/strong&gt; "Reflectir, por exemplo, sobre as razões do relativo insucesso comercial e editorial do novo modelo. Mas nem isso."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- O provedor não tem por missão questionar estratégias comerciais.&lt;br /&gt;2- O provedor não pode questionar opções editoriais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Votos de continuação de um trabalho medíocre” &lt;strong&gt;deseja o leitor. O provedor agradece a amabilidade de Rui Carlos Baptista.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é: provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2197120430681811116?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2197120430681811116' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2197120430681811116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2197120430681811116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/09/o-provedor-dos-pormenores.html' title='O PROVEDOR DOS PORMENORES'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7467325418762606748</id><published>2007-09-16T19:22:00.000+01:00</published><updated>2007-09-16T19:42:03.688+01:00</updated><title type='text'>TRIBUNAL PÚBLICO</title><content type='html'>"Registei com muito agrado a posição que tomou sobre o tratamento que o PÚBLICO deu ao caso do ex-cabo da GNR acusado de homicídio em Santa Comba Dão. Só posso, portanto, lamentar incomodá-lo outra vez com o mesmo assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às 16h32 de 31/7/2007 foi publicada no PÚBLICO on-line uma notícia assinada por Graça Barbosa Ribeiro cujo título é ‘&lt;em&gt;Homicida de Santa Comba Dão condenado a 25&lt;br /&gt;anos de prisão&lt;/em&gt;’. O antetítulo da notícia (aliás digno do jornal O Crime) é ‘&lt;em&gt;Matou três jovens&lt;/em&gt;’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu anterior e-mail sobre este assunto, talvez ingenuamente, escrevi: ‘&lt;em&gt;Dispenso-me de invocar normas constitucionais e legais para demonstrar que no direito português vigora o princípio segundo o qual todos são considerados inocentes até que transite em julgado uma&lt;br /&gt;decisão judicial condenatória.&lt;/em&gt;’ Pelos vistos não devia ter-me dispensado de fazer tal coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O n.º 2 do artigo 32.º da Constituição determina que ‘todo o arguido se presume inocente até ao trânsito em julgado da sentença de condenação’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sentença de condenação só transita em julgado quando já não for passível de recurso ordinário. Tendo esta sentença sido proferida por um tribunal de primeira instância, dela cabe obviamente&lt;br /&gt;recurso ordinário (aliás, conforme a notícia refere, a defesa já anunciou que vai recorrer). Como tal, mantém-se a presunção de inocência do arguido, que o PÚBLICO mais uma vez violou grosseiramente ao chamar ‘&lt;em&gt;homicida&lt;/em&gt;’ ao arguido e ao afirmar taxativamente que ele ‘matou três jovens’. Infelizmente, mesmo depois dos reparos de vários leitores e, sobretudo, do autorizado reparo do senhor provedor, o PÚBLICO voltou a cometer o mesmo gravíssimo erro, ainda por cima na mesma situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu compreendo que os jornalistas não têm que ser licenciados em Direito quando escrevem sobre um julgamento (como não têm de ser cientistas quando escrevem sobre Ciência, outro campo em que, a julgar pelo que leio no blogue do provedor, as ‘calinadas’ têm sido mais do que&lt;br /&gt;muitas). Mas francamente! Para se escrever sobre qualquer assunto, é, pelo menos, preciso não se ser totalmente ignorante sobre ele. Ainda para mais, o teor da presunção de inocência está longe de ser um conhecimento jurídico esotérico e só acessível a iniciados. E, mesmo que o fosse,&lt;br /&gt;os jornalistas tinham obrigação de fazer parte desse círculo de iniciados, tal é o risco de violação da presunção de inocência no exercício da profi ssão jornalística. Recuso-me pura e simplesmente a acreditar que não se fale da presunção de inocência nos cursos de jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, este erro é ainda mais grave do que o do esperma do mamute fêmea ou do que o do diâmetro em metros quadrados. Isto porque enquanto estes disparates não têm a virtualidade de alterar as leis da biologia ou da geometria aplicáveis, a violação da presunção de inocência tem implicações éticas gravíssimas e, de certa forma, irremediáveis. Ou seja, a violação já ocorreu e não há nada que a apague, nem mesmo um pedido de desculpas (que o PÚBLICO não formulou no caso anterior, tendo-se limitado a admitir o erro). Isto nada tem que ver com a culpabilidade ou não deste arguido em concreto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que venha a apurar-se que o ex-cabo da GNR é efectivamente culpado, o valor objectivo da presunção de inocência já foi irremediavelmente afectado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muito respeito pelos jornalistas sérios e competentes, que desempenham uma função insubstituível num Estado de direito. Mas um jornalista que não seja sério ou competente pode pôr gravemente em causa esse mesmo Estado de direito. Um jornalismo que se dá ao luxo de&lt;br /&gt;cometer e repetir atropelos deste calibre aos princípios do Estado de direito não é sério nem competente, nem tão-pouco tem qualquer legitimidade moral para fazer a apologia, às vezes inflamada para além de qualquer compreensão, de outros valores também sacrossantos do mesmo Estado de direito, como a liberdade de imprensa e o direito à preservação do sigilo das fontes. Pelo contrário: ainda que não intencionalmente, este tipo de jornalismo só pode contribuir para dar cobertura àqueles que, pretextando evitar os desmandos da imprensa, querem na verdade calar a notícia objectiva e a investigação independente, a livre opinião e o livre pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já cansado e quase decidido a passar a comprar um jornal assumidamente populista que não tente enganar o público com o rótulo de jornal de referência (o Correio da Manhã, no seu género, é, pelo menos, um jornal competente e em que não se lêem coisas destas), limito-me a fazer as seguintes perguntas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.ª Qual é o grau da preparação exigida aos jornalistas do PÚBLICO nos domínios técnicos sobre os quais escrevem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.ª Qual é o grau de controlo exercido sobre os textos das notícias publicadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.ª Quais as consequências para os jornalistas que escrevem, ainda por cima reiteradamente e sobre o mesmo assunto, textos objectivamente indefensáveis nos planos técnico, científico ou jurídico? Pergunto isto não por me agradar o policiamento e a repressão dos jornalistas, mas&lt;br /&gt;apenas porque me parece que sem responsabilização efectiva estas coisas continuarão inevitavelmente a acontecer (e, por razões óbvias, é preferível que essa responsabilização&lt;br /&gt;parta dos próprios jornalistas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4.ª Os jornalistas do PÚBLICO lêem o que o provedor escreve? (A primeira versão desta pergunta era: ‘&lt;em&gt;O provedor serve para alguma coisa?&lt;/em&gt;’ Alterei-a porque não quis correr o risco de ser mal interpretado: pelo menos, para mim, o provedor é a última esperança de que ainda&lt;br /&gt;seja possível evitar que o eng.º Belmiro de Azevedo perca definitivamente a paciência com o seu jornal e lhe feche as portas.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero, por último, assinalar três aspectos:&lt;br /&gt;1.º Ao contrário do que sucedia com os textos que anteriormente questionei, o texto acima mencionado está assinado, o que é um importante meio de responsabilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2.º Ao contrário dos títulos, o texto da notícia não comete qualquer violação da presunção de inocência, o que me leva a admitir que a jornalista signatária pode estar inocente e que a responsabilidade dos títulos pode caber a outrem. Neste caso, importaria saber quem é responsável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3.º Quer parecer-me que é eticamente exigível que, tal como faz na edição escrita quando nela erra, o PÚBLICO passe a admitir on-line que errou na edição on-line”, &lt;strong&gt;escreve André Matos, um leitor de Lisboa.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solicitei esclarecimentos ao director.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sem poder responder a tudo, meia dúzia de notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A noção constitucional de presunção de inocência sendo formalmente a mesma até ao trânsito em julgado do processo não tem o mesmo valor quando se é arguido (isto é, se é apenas suspeito sob investigação formal), quando se debate em fase de instrução a acusação do Ministério Público, quando se é réu e quando se é condenado em primeira instância. Nessa altura, o processo já passou pelo menos por dois juízes, o de instrução e o do tribunal. É até esta fase que a prova é feita. Na Relação e do Supremo (e no Constitucional, quando é caso disso) analisa-se a adequação da sentença à prova feita em tribunal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Dito isto, e mesmo sabendo que da mesma forma que alguém condenado em primeira instância pode ser inocentado quando o processo chega a tribunal superior (sendo o inverso igualmente verdadeiro...), não contesto que os jornalistas devem permanecer fiéis ao princípio da presunção de inocência até ao fim, não devendo por isso escrever-se títulos tão taxativos como o referido. Fazê-lo é um erro cuja responsabilidade, devido ao período de férias, não consegui ainda apurar. Mas, de igual forma, a ênfase colocada na presunção de inocência, traduzida no registo das notícias e dos títulos, não deve ser a mesma quando se é apenas suspeito ou quando já se foi condenado em primeira instância, pois nessa altura as dúvidas sobre a culpa já passaram, pelo menos, por três crivos: o do Ministério Público, que acusou, o do juiz de instrução, que levou a julgamento, e o tribunal de primeira instância, que condenou o réu. Por exemplo: continuar a escrever ‘presumível homicida’ é melhor do que escrever ‘suspeito de homicídio’ (expressão recomendável na fase em que se é apenas arguido), mas pior do que escrever ‘condenado pelo Tribunal de Santa Comba Dão por homicídio’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Não considero que o facto de o erro ter sido cometido num título (que deve ser obrigatoriamente sintético) seja desculpa, mesmo sabendo que o exercício de fazer títulos rigorosos com poucas palavras é dos desafi os mais difíceis que um jornalista enfrenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ao contrário da edição em papel, a edição on-line está em permanente actualização. Quando um erro é detectado não se mantém notícia com o erro e acrescenta-se um ‘PÚBLICO errou’. Corrige-se é o mais depressa possível o erro. Ainda não encontrámos, e não conheço nenhuma edição on-line que tenha encontrado a solução ideal para assinalar de uma forma tão visível como a do ‘PÚBLICO errou’ um erro numa versão anterior da notícia.&lt;br /&gt;Quando muito, esta refere qualquer coisa do género: ‘Ao contrário do que escrevemos numa versão anterior desta notícia... etc, etc.’ Isto signifi ca que um leitor que contactou com a notícia com um ou mais erros pode não reparar que esse erro foi entretanto corrigido. Trata-se de um problema dos suportes electrónicos de actualização permanente que já vi debatido em diferentes fóruns sem que se chegasse a uma solução ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Sem me alongar, digo apenas que no PÚBLICO há instâncias diárias de avaliação do trabalho produzido e que, mais do que medidas disciplinares tomadas como regra, o rigor é um dos critérios de avaliação dos jornalistas (realizada uma vez por ano e com efeitos na sua remuneração variável) e, por maioria de razão, dos editores e directores, cujos lugares estão, por definição e cultura do jornal, permanentemente à disposição dos seus superiores hierárquicos. Erros sucessivos ou muito graves não são ignorados – o que não quer dizer que possam ser todos evitados e que todos tenham consequências imediatas –, até porque a tal nos obriga o Livro de Estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Se o provedor não servisse para nada, já o teríamos dispensado quando terminou o primeiro ano do seu mandato. Como não foi isso que sucedeu...”, &lt;strong&gt;respondeu José Manuel Fernandes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O director reconhece o erro. O provedor concorda com o director e, logo e por maioria de razão,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;com o leitor.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7467325418762606748?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7467325418762606748' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7467325418762606748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7467325418762606748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/09/tribunal-pblico.html' title='TRIBUNAL PÚBLICO'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7452454482931228031</id><published>2007-09-09T00:41:00.000+01:00</published><updated>2007-09-09T00:45:49.483+01:00</updated><title type='text'>DESCULPEM, ESTOU DE VOLTA...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Nas últimas semanas recebi dezenas de mensagens de leitores que acusam os jornalistas do PÚBLICO de descuidos, despistes, ignorância, preguiça mental e repetições...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1 DESCUIDO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Descuido, despiste ou ignorância?&lt;br /&gt;‘&lt;em&gt;Inexperiência pode ter provocado queda de Dromader&lt;/em&gt; (03.08.2007 - 22h22 - Cláudia Bancaleiro):&lt;br /&gt;‘... &lt;em&gt;oito aviões Dromadair&lt;/em&gt;’;&lt;br /&gt;‘&lt;em&gt;Conhecido pela cor amarelo forte, é um aerotanque que atinge um máximo de 225 quilómetros/hora e tem um alcance de distância de mil quilómetros&lt;/em&gt;’”, &lt;strong&gt;cita José Martins, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos são pertinentes. ‘Dromadair’ é uma formulação incorrecta e o parágrafo reproduzido é, no mínimo, controverso (‘&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;cor amarelo&lt;/em&gt;’, ‘&lt;em&gt;atinge um máximo&lt;/em&gt;’, ‘&lt;em&gt;alcance de distância&lt;/em&gt;’&lt;strong&gt;?, por exemplo).&lt;br /&gt;O texto da jornalista contém mais erros. ‘&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Airtractor&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;’, por exemplo, escreve-se “Air Tractor” (com um espaço no meio), mas isso é um detalhe.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2 DESCUIDOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Penso que um jornal como o PÚBLICO devia ter mais cuidado com os títulos.&lt;br /&gt;Página 5 (31 de Julho de 2007): ‘&lt;em&gt;COM A MORTE DO CINEASTA SUECO UMA ESPÉCIE DE FAMÍLIA PERDEU A SUA ESPÉCIE DE PATRIARCA&lt;/em&gt;’”, &lt;strong&gt;transcreve Augusto Küttner de Magalhães, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi certamente um lapso do editor ou do director de fecho (a quem compete dar ou aprovar os títulos). É a única explicação plausível. Quanto a espécies em vias de extinção, a mais gritante é a dos “revisores” ou “copy-desks”. Fazem o que podem, mas podem pouco porque o seu número é insuficiente (e as novas tecnologias não são panaceia para tudo). Deles também depende a qualidade do jornal e a credibilidade da Imprensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 DESCUIDOS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Gostaria de chamar a atenção para três pontos distintos.&lt;br /&gt;O primeiro é específico e está relacionado com uma peça da jornalista Graça Barbosa Ribeiro no PÚBLICO de hoje (02/08/2007).&lt;br /&gt;A peça, de reportagem, intitulada ‘&lt;em&gt;Fui eu que renasci&lt;/em&gt;’, na página 9, tem, a certa altura, a passagem: ‘&lt;em&gt;A questão é que não há placas a assinalar a zona vigiada&lt;/em&gt; (...)’, um tudo nada mais à frente: ‘&lt;em&gt;a questão é que não há bóias na albufeira&lt;/em&gt; (...)’ e umas palavras mais adiante: ‘&lt;em&gt;A questão é que, oficialmente&lt;/em&gt; (...)’.&lt;br /&gt;Temos, portanto, três vezes a formulação ‘&lt;em&gt;A questão é que&lt;/em&gt;...’.&lt;br /&gt;Pergunto se a jornalista conhecerá outras formas de apresentar os problemas e até se sabe contar, uma vez que dizer três vezes ‘a questão’ implica a existência de três questões, não apenas de uma, singular.&lt;br /&gt;Eis um outro ponto mais genérico: tenho visto cada vez mais frequentemente, em peças diversas, o uso do termo ‘&lt;em&gt;miúdo&lt;/em&gt;’ (ou variações do mesmo) no PÚBLICO. Pessoalmente, sempre considerei a palavra como de uso corrente, essencialmente oral, e pouco ajustada a um jornal, sendo que a palavra ‘criança’ me parece ser a ideal para estes casos. Será que é possível esclarecer esta dúvida?&lt;br /&gt;Último ponto: ontem, 1 de Agosto, o PÚBLICO iniciou a publicação de um conjunto de textos sobre Fátima e o fenómeno de Fátima. Gostaria de saber a motivação editorial para esta opção. Fátima é sem dúvida um símbolo do país mas, sendo o Estado laico, o PÚBLICO um jornal que não se rege por critérios religiosos e sabendo que em 2007 passam 90 anos sobre as ‘aparições’ de Fátima (e não 100, ou 75 ou 50, as datas usualmente mais importantes), pergunto-me o interesse que tem dedicar uma página por dia ao assunto. Especialmente se não passará da transcrição de textos de uma Enciclopédia. Foi esta enciclopédia paga pelo jornal? Porque razão fazê-lo em Agosto e não em Maio ou Outubro, datas mais ligadas à mitologia de Fátima? E porquê terminar a 13 de Agosto quando o dia da ‘aparição’ de Agosto foi 19? Não vejo qualquer lógica para este assunto e pergunto-me se o jornal também dedicará 15 páginas a uma eventual efeméride relacionada, por exemplo, com a expulsão dos judeus de Portugal (acontecimento bem mais marcante para a história do país) ou qualquer outro assunto semelhante. Qual é então o frete que o PÚBLICO tem de pagar?”, &lt;strong&gt;pergunta João Sousa André.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A repetição era perfeitamente desnecessária. Nada a acrescentar.&lt;br /&gt;A dúvida: ‘miúdos’ é sobretudo uma questão de estilo e de sinónimos.&lt;br /&gt;Fátima: é uma questão de critérios editoriais sobre os quais o provedor não pode pronunciar-se.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5 DESCUIDOS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Venho incomodá-lo de novo (e desta vez com algum atraso) pois detectei uma falha na redacção de uma notícia. Com efeito, no suplemento ‘P’ de Sábado, 23 de Junho 07, na pág. 40, secção Desporto, pode ler-se uma notícia, da autoria de Jorge Miguel Matias, com o título ‘Filipe Vieira defende contratação de Cardozo, apesar de ser caro’. Ora, a certa altura, no 6º parágrafo, a partir da 2ª linha, pode ler-se, e cito: ‘SOBRE o que Luís Filipe Vieira não falou foi SOBRE a OPA lançada por Joe Berardo SOBRE a Benfica SAD. Os dois almoçaram ontem no Centro Cultural de Belém mas nenhum comentário foi feito SOBRE a operação.’ E 7 linhas mais à frente: ‘escudou-se nas restrições impostas pela CMVM para não falar SOBRE o tema.’&lt;br /&gt;Ora, apesar de a matemática não ser de facto o meu forte, consegui contar, só neste pequeno excerto, 5 (cinco) vezes a palavra ‘SOBRE’. Portanto: isto cheira-me a preguiça, indigência, ‘silly season’ no seu esplendor. Teria sido mesmo necessário incluir 5 vezes esta palavra? Ou será a língua portuguesa assim tão inflexível que nela não se encontrem alternativas válidas para enriquecer o texto e o tornar numa notícia relevante e interessante de ler, em vez de um ‘exercício’ de preguiça mental?”, &lt;strong&gt;conclui José Oliveira, um leitor da Cruz Quebrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é: provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7452454482931228031?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7452454482931228031' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7452454482931228031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7452454482931228031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/09/desculpem-estou-de-volta.html' title='DESCULPEM, ESTOU DE VOLTA...'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2953577199455607270</id><published>2007-08-05T01:12:00.000+01:00</published><updated>2007-08-05T01:14:41.407+01:00</updated><title type='text'>MENSAGEM DO PROVEDOR</title><content type='html'>O provedor volta a este espaço em Setembro.&lt;br /&gt;Boas férias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2953577199455607270?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2953577199455607270' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2953577199455607270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2953577199455607270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/08/mensagem-do-provedor.html' title='MENSAGEM DO PROVEDOR'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7108747137092387710</id><published>2007-07-29T00:18:00.000+01:00</published><updated>2007-07-29T00:34:01.809+01:00</updated><title type='text'>IGNORÂNCIA E NEGLIGÊNCIA</title><content type='html'>“Imediatamente após ter lido o S/ blogue passei às notícias da Ciência do PÚBLICO ‘on-line’ e leio ‘&lt;strong&gt;Espanha inaugura hoje nas Canárias um dos maiores telescópios do mundo&lt;/strong&gt;’ (13.07.2007 - 18h21 PUBLICO.PT):&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;‘O Grande Telescópio Canárias, com o maior espelho primário do mundo (totalizando uma superfície de 10,4 metros de diâmetro), será inaugurado hoje em La Palma (...)’.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E mais não li...&lt;br /&gt;Uma ‘&lt;strong&gt;superfície de 10,4 metros de diâmetro&lt;/strong&gt;’?!?&lt;br /&gt;Como é possível?&lt;br /&gt;Além da minudência de, quando se escrevem os valores das unidades em algarismos, esta dever ser escrita em símbolo e não por extenso (‘10,4 m’ ou ‘dez metros e quatro décimas’, p. ex.) ou se trata de uma superfície... em metros quadrados, ou de um diâmetro, em metros!&lt;br /&gt;Nunca as duas coisas em simultâneo!!&lt;br /&gt;Com efeito, algo vai mal no reino do PÚBLICO...”, &lt;strong&gt;escreve Emídio Gardé, um leitor de Paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“No Destaque do PÚBLICO de hoje (16 de Julho de 2007), aparece em subtítulo: ‘&lt;strong&gt;O PS ganhou todas freguesias, mas não chegou aos &lt;em&gt;30 por centos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;’.&lt;br /&gt;Quero acreditar que o ‘s’ que aparece na palavra cento se deve a uma arreliadora gralha...&lt;br /&gt;Não me passa pela cabeça que o jornalista o tenha colocado para fazer concordância com 30.&lt;br /&gt;Afinal 30% quer dizer que em cada cento (e não, ‘centos’) se verificam 30 ocorrências. Mesmo com as gralhas é preciso estar atento”, &lt;strong&gt;escreve M. Fernanda Almeida, uma leitora de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Bom Português?&lt;br /&gt;‘&lt;strong&gt;O PS&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ganhou todas freguesias,&lt;/em&gt; mas não chegou aos 30 por centos. Carmona e Roseta foram as outras estrelas de uma noite que, de tão má, &lt;em&gt;Mendes e Portas não vai esquecer&lt;/em&gt; tão depressa&lt;/strong&gt;’.&lt;br /&gt;Não, não copiei este título de nenhum blogue escrito por qualquer adolescente português... é o subtítulo da notícia de hoje no jornal PÚBLICO sobre as eleições intercalares de ontem!”, &lt;strong&gt;escreve Pedro Polónio, um leitor de S. João do Estoril.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O PÚBLICO errou, três vezes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Já não é a primeira vez que lhe escrevo, assinalando falhas que considero mais ou menos graves no PÚBLICO, que para mim, continua a ser, apesar das mesmas, o melhor diário de referência. (...)&lt;br /&gt;Na reportagem realizada por Nuno Amaral no Rio de Janeiro, a qual ocupa as 1ª, 2ª e 3ª páginas do PÚBLICO de sexta-feira, 29 de Junho, há qualquer coisa que não bate certo. É que se morreram 1800 pessoas assassinadas no Rio de Janeiro nos primeiros quatro meses deste ano, até são ‘muito poucas vítimas’, já que se insiste em que o número anual de assassinados é de 40.000 por ano.&lt;br /&gt;Se o número de mortos na terça parte do ano é de 1800, o que julgo credível, o mais natural, multiplicando por 3 esse número, é chegarmos a 5400 no fim do ano, número muito distante dos 40.000 assinalados e repetidos.&lt;br /&gt;Em que é que ficamos? Há ou não falta de rigor? Ou será que os assassinos cariocas se estão a portar muito melhor este ano?”, &lt;strong&gt;escreve Luís Leite, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou. O leitor também é vítima das ‘gralhas’:&lt;/strong&gt; “número anual por ano”&lt;strong&gt;? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O PÚBLICO publicou uma fotografia de pernas para o ar!&lt;br /&gt;No dia 19 de Julho a coluna intitulada ‘No passado’ (P2, página 2) foi ilustrada com uma fotografia da ‘Pedra de Roseta’ (ou Rosetta, como é conhecida no mundo anglo-saxónico e como consta na notícia). Fico espantado porque reparo que a fotografia está invertida na vertical (de pernas para o ar). Os hieróglifos egípcios que se encontram na parte superior na conhecida estela estão localizados inferiormente na fotografia. Para mais, verifica-se que a imagem está invertida na horizontal em relação à peça original (em espelho). Logo não se pode escrever que ‘Só a passagem inicial, em grego arcaico, era compreensível’, pois esta encontra-se na porção mais inferior e final.&lt;br /&gt;Já não menciono o facto de o tenente Pierre Bouchard não estar a ‘deambular’ pela região, mas sim ser o responsável por obras numa fortificação perto da localidade de Rashid (nomeada Rosette pelos franceses) quando se deu a sua descoberta.&lt;br /&gt;Enfim, mais um erro a adicionar a outros tantos que surgem amiúde no PÚBLICO quando se abordam assuntos históricos e científicos”, &lt;strong&gt;escreve José Paulo Andrade, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A fotografia, na página 2 do P2 de 17.07.07, é da Conferência de Ialta de 2 de Fevereiro de 1945, e não de 17 de Julho de 1945, data em que o Presidente Roosevelt já tinha falecido, e era o Presidente Truman o representante dos Estados Unidos. Churchill, que de facto começou a assistir à conferência de Potsdam, foi depois substituído por Attlee, que tinha ganho as eleições”, &lt;strong&gt;escreve Arie Somsen.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A efeméride de hoje (17.7.2007) no caderno P2 é a conferência de Potsdam e lá vem o texto correcto, referindo a presença de Truman. Mas não é Truman que aparece na fotografia muito destacada, mas sim Roosevelt, claro que em Ialta. Já não há um jornalista minimamente culto? Ou um editor que tem por obrigação rever toda a secção?”, &lt;strong&gt;escreve o leitor cibernauta &lt;/strong&gt;&lt;a name="resolved"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;j.vcosta@...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O PÚBLICO errou.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No PÚBLICO de 1 de Julho na página 40, Natália Faria escreve que Humberto Delgado sucumbiu às mãos da PIDE em 1958, o que não corresponde à verdade. Isso sucedeu já em Fevereiro de 1965.&lt;br /&gt;Convenhamos que o jornal precisa de contratar revisores”, &lt;strong&gt;escreve bepiol@...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitei um esclarecimento à jornalista.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Concordo com o reparo, obviamente. No texto em causa, confundi duas datas importantes na vida de Humberto Delgado: por um lado, a da sua candidatura à Presidência da República, em 1958, marcada pela célebre frase ‘Obviamente, demito-o’ &lt;strong&gt;(Salazar, ndp)&lt;/strong&gt; e, por outro, a do seu assassinato em Fevereiro de 1965, às mãos da PIDE, nos arredores de Valença. Era a esta data que me referia quando procurava situar a greve na Efanor. Pelo erro, as minhas desculpas”, respondeu Natália Faria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É necessário acrescentar que Humberto Delgado não foi abatido “nos arredores de Valença”, mas junto à Ribeira de Olivença, em Los Almerines (Espanha). É um detalhe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor regressa a este espaço no início de Setembro.&lt;br /&gt;Boas férias.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O endereço electrónico do provedor é:&lt;/strong&gt; provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7108747137092387710?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7108747137092387710' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7108747137092387710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7108747137092387710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/ignorncia-e-negligncia.html' title='IGNORÂNCIA E NEGLIGÊNCIA'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2262263526312823306</id><published>2007-07-22T00:01:00.000+01:00</published><updated>2007-07-22T01:10:56.839+01:00</updated><title type='text'>MORCELA E MILES DAVIS</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A crónica do provedor publicada na passada semana suscitou um comentário assaz inesperado...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Gostava de fazer aqui uma proposta que me surgiu como uma espécie de ‘Momentary Lapse of Reason’, mas felizmente sem drogas pelo meio, apenas umas tiras de presunto, uma morcela assada em aguardente bagaceira e um jarro de sangria.&lt;br /&gt;Com tanta asneirada que anda pelo jornal em termos de tradução de despachos de agências noticiosas pq não começar a ‘distribuir trabalho’ pelos leitores? Se não há dinheiro para pagar a revisores pq não passar a coisa para os leitores?&lt;br /&gt;Eu e muito boa gente estamos on-line o dia todo. Poderíamos receber a notícia da agência, ou até já a tradução de um jornalista. Parece-me óbvio que o PÚBLICO tem leitores mais do que capazes de analisar e responder rapidamente a erros colocados em papel, pq não fazer uma ‘task force’ preventiva quando eles ainda fermentam na Redacção?&lt;br /&gt;Um leitor diz um conjunto de temas em que se sinta à vontade, enviam-lhe uma determinada notícia para ele traduzir e reduzir e depois ele responde em x tempo indicando as fontes. Sempre era uma forma de muitos leitores (a começar por mim que sou um chato) pararem de carpir pelos ataques à qualidade do jornal.&lt;br /&gt;Teríamos, portanto, o acesso de um jornalista a um conjunto de despachos de agências noticiosas. Depois a verificação dos leitores que estivessem on-line e disponíveis para tratar dela e o envio para eles da dita notícia em bruto. O leitor reduzia-a e analisava um conjunto de fontes do resultado final reduzido que depois seriam entregues ao jornalista-encarregado. Isto tinha a vantagem de acabar com aquela estafada desculpa de que há falta de tempo e que se estava com pouco pessoal para fechar a edição, tão comum que por aí se lê. Desta forma pode-se alargar imenso a Redacção do jornal sem aumentar custos (se bem que um jantarzinho de quando em vez não ficava mal, nem que fosse darem-nos os ingredientes e nós tratávamos de confeccioná-lo) e acabar de vez com a ‘gap’ (fosso) que existe entre os jornalistas profissionais e os pesquisadores que muitos leitores são. É que muitas vezes uma simples busca pelo Google podia prevenir imensos problemas. Caso este ‘fact-check’ resultasse em pequenas notícias podia ser depois alargado às grandes e mais complexas peças de jornalista. E aí já tinham de sortear um BMW M5 entre nós. Mas isto já será se calhar esticar o orçamento...&lt;br /&gt;Mas que sei eu? Que pode saber alguém de 29 anos? Muito pouco. Mas assim como a minha idade não inviabiliza a qualidade desta morcela também não inviabilizará a qualidade da minha ideia. O PÚBLICO garantia uma rede de colaboradores com provas dadas e nós leitores passamos de gente rancorosa a rir (e a rir imenso, ultimamente) de fora do problema para parte da solução.&lt;br /&gt;E com estas palavras a noite caiu em Melgaço. E aí vai um pouco de Miles Davis para o Provedor ouvir”, &lt;strong&gt;escreve Pedro Maia, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitei um comentário ao director.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Suponho que os meus avós, que muitas vezes foram de férias para Melgaço, nunca terão tido a oportunidade de ver a noite cair ao som de Miles Davis, mas sei que, tal como o leitor, sempre foram fiéis leitores de jornais num tempo em que pouco mais havia como fonte de informação. E se retomo a nota final da sua crónica com esta nota entre a nostalgia de um tempo que já passou e a consciência de que vivemos um tempo novo é porque, mesmo sem morcela nem sangria, vejo na sua mensagem tanto a ironia como a oportunidade. Estranho? Talvez não.&lt;br /&gt;A ironia sobre a ‘asneirada’ pode ter, aqui e além, razão, até porque ninguém é perfeito, nem o rio Minho que deve ter no seu horizonte. O que sugere como método de trabalho parte do princípio, errado, de que o trabalho do jornalista é atamancar uns telexes de agências, melhor ou pior traduzidos, e partir para uns copos no bar mais próximo. A primeira parte, se excluirmos o atamancar, tem o seu quê de verdade: nos jornais utilizam-se os despachos das agências como na televisão se utilizam as imagens enviadas de todo o mundo pelas... agências. É assim, e ainda bem, desde que o senhor Havas e o senhor Reuters começaram a proporcionar este tipo de serviço. Há, contudo, peças de agência melhores do que outras, e entre os vários milhares que chegam por dia apenas uma pequena parte é aproveitada. Se os jornalistas fossem dispensáveis, a mesa onde pousa o seu copo e dispõe as suas tiras de presunto estariam cheias de montes de papéis sem ordem aparente, escritos nos quatro cantos do planeta, e levaria o dia inteiro só a escolher o que valia a pena ler. Teria tanto trabalho e consumiria tanto tempo para conseguir desfrutar da informação de que necessita como se tivesse de fazer a sua morcela desde o início, ou ir colher as uvas, pisá-las, deixar o vinho amadurecer e, por fim, juntar-lhe o necessário para um boa sangria. Cada um desses passos deve ser bem feito, como saberá apreciar pelo resultado final, mas regressar à ‘acumulação primitiva’ da informação não é solução para os males de o PÚBLICO por vezes padece, e que nem tentarei explicar.&lt;br /&gt;Mas se esse regresso ao passado seria despropositado e inútil, o que me interessa na sua Melgaço é a maquineta de onde enviou a mensagem. É através dela que me fala, a mim, via Provedor, mas também aos leitores. Não lhe deve servir para fazer o que deve ser o trabalho do jornalista, mas pode servir, era bom que servisse, para fazer o trabalho que o jornalista não pode fazer: fazer de si, porventura abusando da sua disponibilidade, parte dos muitos olhos e ouvidos a que gostaríamos de estar abertos, não apenas para que nos fale de um seu dia de férias (suponho), mas que nos faça chegar realidades que por mais atentos que possamos estar nunca atingiremos. Queremos, e estamos a trabalhar para isso, que os leitores sejam olhos e ouvidos do seu jornal. Não mais jornalistas ou serviçais, mas antenas que um dia nos espetam uma farpa (e a que mais me dói é estar aqui a escrever noite dentro e sem nenhuma morcela para petiscar...) e nos outros nos trazem informações, opiniões, pedaços da realidade invisíveis e que podem, e devem, permitir não só uma interactividade entre a minha pessoa, na cadeira do director, e o seu humor, mas o ponto de encontro de muitas sensibilidades diferentes.&lt;br /&gt;Não lhe respondi? Não respondi ao Provedor? Acho que sim, que respondi: o nosso papel de jornalistas é o de separar a boa da má informação e não asneirar. Falhamos se falharmos nesse papel de distinguir o essencial do acessório de apontar ao leitor onde está a informação mais relevante e os temas mais interessantes. Isto sabendo que os leitores, enviando uma carta ou escrevendo num blogue, sem serem jornalistas, podem ser a nossa ‘rede’. A rede que facilita a circulação das ideias e das informações, não aquela para que se oferece e apenas serve, o que mesmo assim não seria coisa pouca, para amparar o trapezista desastrado”, respondeu José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A resposta parece-me convincente, será do Miles Davis?&lt;br /&gt;O provedor está mesmo a precisar de férias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post-scriptum – No primeiro semestre deste ano um leitor elogiou um(a) jornalista. Pareceu-me importante publicar esse depoimento por uma questão de justiça. E de transparência. Também há excelentes profissionais no PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“No passado dia 1 de Julho, na página 18 do Primeiro Caderno, o PÚBLICO trazia uma notícia intitulada ‘Ministro japonês justifica bomba atómica de 1945’.&lt;br /&gt;Decidi escrever-lhe porque considero que a notícia, apesar de não estar assinada, está redigida de uma forma que considero exemplar e que já não é comum encontrar.&lt;br /&gt;De facto, o texto começa por um parágrafo em que o essencial da posição do ministro é enunciado, segue-se um segundo parágrafo onde é apresentado o essencial da posição dos que discordam do ministro e, finalmente, um último parágrafo onde é resumido o que se passou em 1945 e que está na origem da actual controvérsia, sem comentários e sem tomar partido.&lt;br /&gt;E tudo isto em três pequenos parágrafos, de forma clara, concisa e completa; é uma beleza!”, escreve Eugénio de Sousa, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De acordo com o Livro de Estilo&lt;/strong&gt; “todos os textos são assinados” &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; “os textos baseados em notícias de outros órgãos de comunicação devem mencionar de forma inequívoca a sua origem”, &lt;strong&gt;mas isso nem sempre sucede nas páginas do PÚBLICO. E, aparentemente, nem os bons (as boas) jornalistas respeitam sempre esta regra. É pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é:&lt;/strong&gt; provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2262263526312823306?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2262263526312823306' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2262263526312823306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2262263526312823306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/morcela-e-miles-davis.html' title='MORCELA E MILES DAVIS'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6325523121721372397</id><published>2007-07-15T00:14:00.000+01:00</published><updated>2007-07-15T04:12:38.657+01:00</updated><title type='text'>PARA QUEM É, BACALHAU BASTA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O texto não assinado &lt;/strong&gt;“Bebé mamute encontrado intacto no gelo da Sibéria” (11/07/2007) &lt;strong&gt;não passou despercebido. E entende-se.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É-nos dito que os cientistas vão enviar o cadáver para o Japão para ser retirado ADN e esperma, tendo em vista revivar a espécie.&lt;br /&gt;Nunca na minha curta vida (29 anos) li tanta asneira concentrada em tão poucos caracteres.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar porque a notícia começa logo com ‘&lt;em&gt;&lt;strong&gt;É uma fêmea&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;’ e, portanto, tirar esperma de uma fêmea será tarefa complicada. E depois mesmo que fosse um macho não seria através do esperma que seria possível criar novos mamutes porque o esperma contém apenas metade da informação do animal. Confirma-se a recente tendência do PÚBLICO para, nas notícias curtas, fazer traduções literais de notícias de agências noticiosas dando amplexo à asneira pré-existente. Vou ali comprar o Correio da Manhã e já volto (estou a brincar, obviamente...)”, &lt;strong&gt;escreve Pedro Maia, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Com esta é que o provedor desiste mesmo...”, &lt;strong&gt;escreve João Paulo Menezes no seu blogue “Blogouve-se (postais sobre jornalismo)”.&lt;br /&gt;Rui Oliveira, um leitor do blogue, comenta: &lt;/strong&gt;“De facto, depois de ler a notícia, ri-me imenso. Mas, depois lembrei-me de ir ao sítio da BBC ver como estava escrita a notícia original (http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/6284214.stm). (...)&lt;br /&gt;Resumo da notícia original mal feito (se por dificuldade de tradução, se por falha de compreensão do artigo não sei). (...)”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gabriel, outro leitor do “Blogouve-se” acrescenta:&lt;/strong&gt; “Há coisas fantásticas, não há?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Ciência e a História não podem ser tratadas de forma tão negligente nas páginas do PÚBLICO. É a credibilidade do jornal que está em causa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Errar é humano e compreendo perfeitamente que os erros da mais diversa ordem (factuais, de ortografia, de gramática, de pontuação, de redacção) que se insinuam com maior frequência do que seria desejável nos jornais, mesmo nos mais sérios e cuidadosos, são inevitáveis até certo ponto. Mas não podem deixar de ser notados os mais disparatados, mesmo que talvez não mais graves, como o que me fez rir ao ler uma frase na notícia trágica sobre o flagelo da tuberculose multirresistente. A frase é a seguinte: “&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Se a forma normal da tuberculose, que afecta, na maioria dos casos, os pulmões, é facilmente identificável com um simples telescópio, a tuberculose multirresistente requer investigação e laboratórios mais sofisticados…&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;”. Há trocas de palavras assassinas”, &lt;strong&gt;escreve Júlio Freire de Andrade, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos são pertinentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor do artigo &lt;/strong&gt;“OMS tem plano de dois anos para combater o flagelo da tuberculose multirresistente” &lt;strong&gt;(edição impressa de 23/06/2007) não confunde só “telescópio” com ‘microscópio’. O texto não assinado de 63 linhas não tem praticamente um único número correcto e contém, por outro lado, erros de Português.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1º ERRO&lt;br /&gt;PÚBLICO:&lt;/strong&gt; “Organização Mundial de Saúde (OMS) quer lançar um plano de dois anos para combater o flagelo da tuberculose multirresistente que pode salvar a vida de cerca de 138 mil pessoas.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O número do PÚBLICO é incorrecto.&lt;br /&gt;A OMS indica apenas 134 mil casos (www.who.int/mediacentre/news/releases/2007/pr32/en/index.html).&lt;br /&gt;O provedor sublinha que (ao contrário do que afirma o PÚBLICO) a OMS não &lt;/strong&gt;“quer lançar um plano”. &lt;strong&gt;A organização “lançou” uma operação (em inglês: “launched”). É ligeiramente diferente, mas o rigor é importante.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2º ERRO&lt;br /&gt;PÚBLICO: &lt;/strong&gt;“Este tipo de tuberculose, com casos em 37 países, afecta 450 mil pessoas por ano e traduz-se, essencialmente, por uma resistência a certas terapias com antibióticos.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O número do PÚBLICO é incorrecto. Não são “450 mil pessoas”, são 424 mil.&lt;br /&gt;A OMS refere: “... There are an estimated 424 000 new cases”.&lt;br /&gt;O provedor conclui que o PÚBLICO “reproduziu” o texto do ‘sítio’ da BBC (http://news.bbc.co.uk/2/hi/health/6229406.stm). E como a BBC se enganou...&lt;br /&gt;É importante acrescentar, por outro lado, que (segundo a OMS e ao contrário do que escreve o PÚBLICO) se trata de uma estimativa e não de um facto. A formulação correcta seria, portanto, “poderá afectar”. É mais um detalhe...&lt;br /&gt;O provedor ignora a razão que levou o jornalista do PÚBLICO a optar pelo despacho da BBC apesar de o comunicado de imprensa da OMS (fonte primária da notícia) ter sido divulgado antes no próprio ‘sítio’ da organização. Uma das hipóteses é o “facilitismo” ou, por outras palavras, a “papinha feita”: informação tratada pela BBC...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º ERRO&lt;br /&gt;PÚBLICO:&lt;/strong&gt; “Para Margaret Chan, directora-geral da OMS, esta resistência é uma ameaça séria à segurança e estabilidade da saúde pública mundial.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Margaret Chan e o próprio comunicado de imprensa da OMS referem uma “ameaça” (“threat”). Para o PÚBLICO “ameaça” corresponde a “&lt;/strong&gt;ameaça séria&lt;strong&gt;”. É uma formulação abusiva que deturpa as palavras da directora-geral. É só um detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º ERRO&lt;br /&gt;PÚBLICO:&lt;/strong&gt; “Se a forma normal da tuberculose, que afecta, na maioria dos casos, os pulmões, é facilmente identificável com um simples telescópio...”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O PÚBLICO confundiu ‘microscópio’ com “telescópio”. É mais um pormenor...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5º ERRO&lt;br /&gt;PÚBLICO: &lt;/strong&gt;“... alertou Paul Nunn, coordenador do plano da OMS ao site da BBC.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A formulação “&lt;/strong&gt;alertou... ao&lt;strong&gt;” é inadequada em Português. Falta, por outro lado, uma vírgula a seguir a “OMS”. Futilidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6º ERRO&lt;br /&gt;PÚBLICO:&lt;/strong&gt; “Investigadores alertaram em 2006 para novas estirpes de tuberculose altamente resistente com base no estudo de um grupo de doentes da África do Sul, numa região com grande prevalência também de HIV. Esses doentes não respondiam a qualquer tipo de terapia. Em 53 casos, todos morreram, excepto um.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A OMS dá outra versão da evolução dos acontecimentos, mas isso também é irrelevante, obviamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor considera anormal haver tantos erros e tantas imprecisões nas páginas do PÚBLICO. E partilha as preocupações dos leitores. “Se encontrei estes erros sobre um assunto que conheço, qual a fidedignidade de notícias de assuntos que não domino?”, escrevia José Paulo Andrade, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;“O melhor jornal da paróquia” (segundo o leitor Orlando Simas) devia apostar no rigor e criar mecanismos para evitar o recurso ao “copianço” (com ou sem citação das fontes), pelo menos isso. É a credibilidade do PÚBLICO que, repito, está em causa. E isso não é coisa pouca para um jornal que se considera de referência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é: provedor@publico.pt&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6325523121721372397?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6325523121721372397' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6325523121721372397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6325523121721372397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/pra-quem-bacalhau-basta.html' title='PARA QUEM É, BACALHAU BASTA'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-618761504221278072</id><published>2007-07-09T15:08:00.001+01:00</published><updated>2007-07-09T15:11:11.660+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 46</title><content type='html'>Caro Provedor,&lt;br /&gt;Antes de mais nunca é demais saudar um espaço onde o leitor possa tornar um pouco mais bi-direcccional a relação jornal/leitor.&lt;br /&gt;É esta a razão pela qual escrevo.&lt;br /&gt;Acompanhei com especial interesse a eleição dos "7 horrores de Portugal" e a suposta polémica associada, em relação à qual apesar de ter opinião não é tema deste comentário.&lt;br /&gt;Parece-me que o Público, sem para tal estar obrigado, acaba por cumprir um verdadeiro serviço público ao obrigar-nos a todos a enfrentar a fealdade arquitectónica que por (muitas) vezes nos rodeia.&lt;br /&gt;A minha surpresa reside no facto de, ao contrário do que aconteceu até ao dia da eleição, o Público ter dado um relativo destaque na edição web, com a colocação de um link muito apelativo, por exemplo.&lt;br /&gt;Reparo que hoje, dia 9, fechada que está a eleição este tema está complemente ausente do sitio.&lt;br /&gt;Atrevo-me a ajuizar que será motivado por algum pudor que obriga a alguma descrição associado a uma reacção um pouco exacerbada por parte dos leitores em relação a esta iniciativa?&lt;br /&gt;Os meus melhores cumprimentos à equipa,&lt;br /&gt;Pedro Mata (um leitor desde o inicio)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-618761504221278072?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=618761504221278072' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/618761504221278072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/618761504221278072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/7-horrores-de-portugal-comentrio-46.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 46'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6380539870652062411</id><published>2007-07-08T17:12:00.000+01:00</published><updated>2007-07-08T17:15:29.295+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 45</title><content type='html'>7 DISPARATES:&lt;br /&gt;O conteúdo desta carta não pretende ser uma crítica sumária a este tipo de concursos, que valem o que valem – veja-se o caso das "novas" sete maravilhas do mundo que absurdamente incluem maravilhas do Mundo Antigo (!?) –, mas sim à confusão de conceitos e enganos que provocam, motivados pela superficialidade com que se elaboram, e de que a lista em causa constitui mais um exemplo.&lt;br /&gt;Será a ampliação da Cinemateca portuguesa, por exemplo, obra de reduzida dimensão e impacte que muitas pessoas desconhecem – até por ser completamente invisível da rua –, um dos horrores de Portugal? E a que propósito (para além do puro capricho) o será o Oceanário ou a faixa do Parque Eduardo VII?! Já agora, porque não incluir a "faixa" do Campo Grande, ou outra "faixa" verde qualquer? O que precisamos é betão e asfalto, correcto?&lt;br /&gt;Podem até valer-se (ou refugiar-se) na subjectividade da escolha pessoal de quem elabora a lista, mas toda a iniciativa como foi pensada – se calhar o problema é que nem o foi, o que é grave num jornal de referência – cai por terra, quando facilmente se demonstra a ligeireza e pouco trabalho com que foi feita, para que seja considerada como válida (nem imagens de todos os exemplos tem, e algumas das existentes estão erradas).&lt;br /&gt;Uma das fragilidades que mais chama a atenção, é o facto de a esmagadora maioria das escolhas se centrarem em Lisboa quando se trata de uma votação (mesmo lúdica) que tem a pretensão de ser "de Portugal". Se tivermos em conta que o painel de críticos é ou está todo em Lisboa, é inevitável que se pense que nada fizeram para conhecer ou saber o que se passa em Cedofeita, Rio Tinto, Matosinhos, Cacém, Amadora etc. ou em muitas cidades algarvias (veja-se Quarteira ou Portimão) e sabemos que são nessas cinturas urbanas que se situam os verdadeiros horrores. Ou então, mais grave ainda, o painel de críticos não conhece Portugal e não está minimamente interessado sobre o que se passa no resto do País.&lt;br /&gt;Depois, são os próprios critérios (ou a ausência deles) que subjazem à escolha dos exemplos em causa, onde reina a total gratuitidade. Confunde-se má arquitectura, que deveria pura e simplesmente ser implodida (houvesse coragem) com meras questões de gosto (sempre muito discutíveis). Ainda por cima estas revelam, à saciedade, fraquezas e mal disfarçados ressentimentos entre arquitectos que, pelo contrário, deveriam exercer uma função pedagógica junto do público, o qual em vez de birras pessoais motivadas por projectos perdidos para fulano ou beltrano, era bom que soubesse, antes de mais, o que é boa ou má arquitectura.&lt;br /&gt;É isso que é fundamental em qualquer país civilizado, pois a formação de uma opinião pública esclarecida é o primeiro garante para se evitarem atropelos arquitectónicos e crimes lesa-património que empobrecem as cidades justamente onde ela não existe ou é inoperante.&lt;br /&gt;Por isso, não se compreende como se colocam a par uma Praça do Areeiro (independentemente do gosto – se fosse assim o Palácio da Pena hoje já não existia) e os centros comerciais do Martim Moniz, de Gaia ou do Porto (o que dizer do Shopping Cidade do Porto ou daquele em frente do Soares dos Reis!) que deveriam pura e simplesmente desaparecer, não só pela confrangedora qualidade arquitectónica e construtiva, mas também pelos danos visuais que provocam na envolvente.&lt;br /&gt;Estes sim, são os verdadeiros horrores, as verdadeiras chagas das nossas cidades e não os edifícios do Cristino da Silva, que fazem efectivamente parte do património da cidade (como muitos outros "português suave", modernistas ou Deco) pois independentemente das questões ideológicas ou de gosto envolvidos (que também pertencem à nossa história) raramente foram má arquitectura. Parece que ainda andamos a discutir o Congresso de 48! Isso é passado! Vejam o erro que foi demolir o Monumental, que noutra cidade europeia teria sido impensável – porque poucas tinham cinema como aquele – para depois o substituírem pela "brilhante" arquitectura que hoje lá se vê. Casos como este acontecem todos os dias nas cidades portuguesas, que vão ficando cada vez mais descaracterizadas (como as cidades do terceiro mundo) por deitarem fora, numa voragem autofágica de inaceitável miséria cultural, tudo aquilo que contribuiu para moldar o seu carácter que, necessariamente, devíamos manter.&lt;br /&gt;Ilustra bem esse completo desnorte a inclusão, na dita lista, de edifícios em que se ultrapassa a discussão do gosto para se entrar de rompante na manifesta falta de cultura artística. É o caso da igreja de Santa Luzia em Viana, um dos mais interessantes exemplos neo-medievais do nosso Romantismo, ainda para mais da autoria de Ventura Terra, seguramente um dos nomes que mais contribuíram para a qualificação da arquitectura portuguesa e cuja obra, sobejamente conhecida cá e lá fora, ajudou a disfarçar a pobreza do ensino e das ideias que aqui campeavam (e que pelos vistos não têm emenda).&lt;br /&gt;É como se passasse pela cabeça dos parisienses porem numa lista equivalente o Sacré Coeur. É também isso que nos separa deles – nós criticamos o acessório, eles valorizam o essencial. Não sejamos tão apressados em julgar a arquitectura do passado quando a nossa época é, nesse aspecto, das mais selvagens, bárbaras e culturalmente pobres que há memória.&lt;br /&gt;E assim vai a nossa arquitectura e os supostos teóricos dela...&lt;br /&gt;R. Sousa; A. Xavier; C. Correia S. Morais (grupo de cidadãos consternados)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6380539870652062411?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6380539870652062411' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6380539870652062411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6380539870652062411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/7-horrores-de-portugal-comentrio-45.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 45'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7336861813727660237</id><published>2007-07-08T00:44:00.000+01:00</published><updated>2007-07-08T16:53:35.527+01:00</updated><title type='text'>A LOTARIA DA INFORMAÇÃO (I)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A SORTE GRANDE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Parece-te que este título se justifica?&lt;br /&gt;O comandante português ‘escapou ao atentado’? ou passou a outras horas? ou o atentado era contra os espanhóis?&lt;br /&gt;‘Poderia ter sido’ é notícia?&lt;br /&gt;Dúvidas, causadas talvez pela provecta idade”, &lt;strong&gt;escreve a leitora e jornalista Diana Andringa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a notícia em causa:&lt;/strong&gt; “Líbano: comandante português escapou ao atentado que causou seis mortos ao contingente espanhol (24.06.2007 - 22h02 - Margarida Santos Lopes). O comandante português no Sul do Líbano poderia ter sido uma das vítimas do ataque de hoje (...)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedi um esclarecimento à jornalista.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“As perguntas da leitora são legítimas, e eu vou tentar justificar as minhas opções.&lt;br /&gt;Se o comandante ‘escapou ao atentado ou passou a outras horas’, a resposta pode ser uma, outra e ambas, porque não ficou ainda provado que o atentado visava especificamente a patrulha espanhola e não qualquer dos contingentes, incluindo o português, que integram a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). Se visava qualquer componente da UNIFIL, escolhida como ‘alvo’ segundo confessaram, alegadamente, suspeitos membros da milícia Fatah al-Islam capturados pelas autoridades libanesas, então o comandante português poderia ter sido uma das vítimas porque tinha passado pelo local horas antes.&lt;br /&gt;Quando o próprio comandante me revela que havia passado horas antes pela mesma estrada onde foi morta a patrulha espanhola, eu não poderia ignorar esse facto, e achei relevante dar atenção ao caso português e não apenas ao drama espanhol. Frisando logo nos primeiros parágrafos do texto que o tenente-coronel Rodrigues dos Santos tranquilizou as famílias dos militares portugueses sob as suas ordens, dizendo que estavam todos bem, tentei mostrar, como o próprio oficial também admitiu, que a missão portuguesa não está isenta de riscos. Foi ele próprio que disse durante a conversa telefónica que tivemos: ‘Olhe, eu poderia ter sido um deles [mortos]’.&lt;br /&gt;Os jornais espanhóis forneceram todos os detalhes, por muito insignificantes que fossem, sobre o ataque de que foram vítimas as suas tropas, esforçando-se por dar aos seus leitores todas as peças para entender o que se passa num país à mercê de grupos e governos que o querem desestabilizar, usando a UNIFIL como ‘escudo humano’ ou ‘refém’, segundo o que sublinham vários analistas com quem tenho falado para um artigo mais abrangente que estou a preparar. O meu objectivo foi o mesmo: dar toda a informação de que dispunha, aproveitando o facto de ter sido a única jornalista em Portugal a falar nesse dia com o tenente-coronel Rodrigues dos Santos.&lt;br /&gt;Salientar que o comandante português ‘escapou’ (não é mentira) ao maior ataque à UNIFIL desde que terminou a guerra Israel-Hezbollah no Verão de 2006 não me pareceu exagerado, mas reconheço à leitora o direito de ter uma opinião contrária. Uma bomba foi recentemente desactivada numa praia de Tiro, no Sul do Líbano, que visava os capacetes azuis. Foi notícia em todo o mundo que a bomba ‘poderia ter rebentado’. Foi notícia que ‘poderia ter causado muitas vítimas’. Eu acho que foi notícia que o comandante ‘poderia ter morrido’.&lt;br /&gt;Não foi especulação. Não foi essa a minha intenção. E se foi entendido como tal, peço desculpa por ter dado essa impressão”, respondeu Margarida Santos Lopes.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O provedor discorda.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1- Escreve a jornalista: &lt;/strong&gt;“Se o comandante ‘escapou ao atentado ou passou a outras horas’, a resposta pode ser uma, outra e ambas”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pode ser tudo e mais alguma coisa, portanto. O jornalismo baseia-se em factos, não em suposições.&lt;br /&gt;O militar português não pode ter escapado ao atentado porque não se encontrava no local naquele momento.&lt;br /&gt;2- Escreve a jornalista:&lt;/strong&gt; “... não ficou ainda provado que o atentado visava especificamente a patrulha espanhola e não qualquer dos contingentes, incluindo o português”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como não se provou nada, a jornalista conclui que o contingente português podia ser um alvo. É uma argumentação inaceitável. Facto: a patrulha espanhola foi atacada. O resto é especulação.&lt;br /&gt;3- Escreve a jornalista: &lt;/strong&gt;“Quando o próprio comandante me revela que havia passado horas antes pela mesma estrada onde foi morta a patrulha espanhola, eu não poderia ignorar esse facto, e achei relevante dar atenção ao caso português e não apenas ao drama espanhol”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O militar português escapou, portanto, ao atentado porque passou pela mesma estrada umas horas antes. É uma conclusão que vende papel (?), mas é pouco racional.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4- Escreve a jornalista: &lt;/strong&gt;“...tentei mostrar, como o próprio oficial também admitiu, que a missão portuguesa não está isenta de riscos”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Margarida Santos Lopes optou por “mostrar” que a missão de um militar num cenário de guerra “não está isenta de riscos”. É, no mínimo, um dado inédito e deveras surpreendente...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5- Escreve a jornalista:&lt;/strong&gt; “Os jornais espanhóis forneceram todos os detalhes, por muito insignificantes que fossem, sobre o ataque de que foram vítimas as suas tropas”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As opções editoriais alheias não dizem respeito ao PÚBLICO. E não servem, por outro lado, de justificação para coisa alguma. O problema não é os jornais espanhóis terem fornecido “&lt;/strong&gt;todos os detalhes&lt;strong&gt;”. É o PÚBLICO ter enveredado pelo sensacionalismo (baseado em meras suposições) quando nada aconteceu aos militares portugueses.&lt;br /&gt;As tropas espanholas que Margarida Santos Lopes refere não são &lt;/strong&gt;“as suas tropas” &lt;strong&gt;(por oposição &lt;/strong&gt;“às nossas”). &lt;strong&gt;O recurso ao pronome possessivo é um erro. O jornalismo com bandeira é um perigo...&lt;br /&gt;6- Escreve a jornalista: &lt;/strong&gt;“Salientar que o comandante português ‘escapou’ (não é mentira) ao maior ataque à UNIFIL...”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O comandante não pode ter escapado, repito. No momento do atentado estava a milhas de distância.&lt;br /&gt;7- Escreve a jornalista:&lt;/strong&gt; “O meu objectivo foi o mesmo: dar toda a informação de que dispunha, aproveitando o facto de ter sido a única jornalista em Portugal a falar nesse dia com o tenente-coronel Rodrigues dos Santos.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O objectivo é legítimo, mas é necessário não confundir Informação com Sensacionalismo. O facto de Margarida Santos Lopes “ter sido a única jornalista em Portugal a falar nesse dia com o tenente-coronel Rodrigues dos Santos” só representa isso mesmo: falou com o militar. Isso só por si não é notícia...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;8- Escreve a jornalista: &lt;/strong&gt;“Foi notícia em todo o mundo que a bomba ‘poderia ter rebentado’. Foi notícia que ‘poderia ter causado muitas vítimas’. Eu acho que foi notícia que o comandante ‘poderia ter morrido’”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O provedor desiste.&lt;br /&gt;O sensacionalismo pode ajudar a vender papel durante algum tempo, mas a prazo todos acabamos por perder. A Informação não é uma mercadoria. É um serviço. E os jornalistas regem-se por princípios e um código deontológico. O seu primeiro dever é respeitar a verdade dos factos. E a sua lealdade é para com os leitores, não para com o mercado. É a minha profunda convicção, mas posso estar enganado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é: &lt;/strong&gt;provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7336861813727660237?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7336861813727660237' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7336861813727660237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7336861813727660237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/lotaria-da-informao-i.html' title='A LOTARIA DA INFORMAÇÃO (I)'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8845838599254695498</id><published>2007-07-07T17:35:00.002+01:00</published><updated>2007-07-07T17:40:38.201+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 44</title><content type='html'>Caro Sr. Rui Araújo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito do concurso sobre as novas 7 Maravilhas do Mundo, queria deixar aqui umas notas acerca do trabalho sobre o mesmo que o Público traz hoje no seu destaque.&lt;br /&gt;Primeiro a nota crítica para a inexistência de uma referência sobre quais seriam as 7 Maravilhas do Mundo Antigo.&lt;br /&gt;Na notícia "Brasil e Índia são os mais mobilizados e o Vaticano o mais indignado", a jornalista Alexandra Prado Coelho até diz que «os gregos [fizeram] a lista inicial», quando isso não é exactamente verdade. Foi um poeta grego, não "os gregos", quem primeiro elaborou a lista completa tal como ela hoje é conhecida. A forma como a jornalista refere o assunto dá a impressão de ter existido uma espécie de concurso "à antiga" para a "eleição" desses monumentos.&lt;br /&gt;Já na descrição das "Maravilhas" que é feita nas páginas 4 e 5, se podem encontrar umas incorrecções. Diz-se que o Castelo de Neuschwanstein foi concluído depois de Luís da Baviera ter sido deposto. Isto é incorrecto no sentido em que o castelo nunca chegou a ser conluído. A Muralha da Chine é, pela enésima vez, tomada como «o único [monumento] que será visível do espaço», assim perpetuando um mito falso ou, no mínimo, inconsistente. A Grande Muralha da China será possivelmente visível em órbita da Terra (o que não significa "do espaço"), em condições perfeitas, por astronautas que terão desde logo visão essencialmente perfeita e apenas se souberem onde olhar. Os astronautas que tentaram chegaram à conclusão que haveria muitos outros objectos feitos pelo homem que eram muito mais visíveis.&lt;br /&gt;É possível que existam outros erros, mas não serei eu a pessoa indicada para os apontar. Deixo apenas a chamada de atenção para o erro facilitista no texto que acompanha o Mosteiro da Batalha sobre o concurso das 7 Maravilhas de Portugal. Diz-se que o mosteiro foi construído «ao longo do século XV». Tendo a construção do mosteiro sido iniciada em 1386 e terminada em 1517, dificilmente se pode dizer que foi apenas "ao longo do sec. XV", uma vez que se iniciou no sec. XIV e terminou no sec. XVI. Dizer que todos os monarcas ali deixaram a sua marca, então, é um pedaço de texto de tal forma para encher que mais valeria não estar presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meus melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Sousa André&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8845838599254695498?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8845838599254695498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8845838599254695498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8845838599254695498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/7-horrores-de-portugal-comentrio-44.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 44'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1971963692184938367</id><published>2007-07-06T01:52:00.001+01:00</published><updated>2007-07-06T01:56:23.914+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 43</title><content type='html'>EXMO. SENHOR PROVEDOR,&lt;br /&gt;LAMENTO A ATITUDE DO SEU JORNAL NA INICIATIVA DOS "7 HORRORES".&lt;br /&gt;PELO QUE LI NA PÁGINA DA NET,  SÃO MAIS QUE MUITAS AS CRÍTICAS DOS INFELIZES DE TAL ABERRAÇÃO AO SEU JORNAL, NOMEADAMENTE POR CAUSA DA INCLUSÃO DO ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE NA LISTA.&lt;br /&gt;POR ESTE ANDAR, O SEU JORNAL COM JORNALISTAS DESTES ESTÁ AQUI ESTÁ A FECHAR.&lt;br /&gt;LAMENTO PELO SEU EMPENHO E SERVIÇO COM ESTA TRISTE QUESTÃO.&lt;br /&gt;SUGIRO UM PROVEDOR DO TRABALHO TEMPORÁRIO PARA O AJUDAR NAS RESPOSTAS AOS LEITORES.&lt;br /&gt;AGRADECIMENTOS,&lt;br /&gt;JOSÉ LUÍS P.SOBRAL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1971963692184938367?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1971963692184938367' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1971963692184938367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1971963692184938367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/7-horrores-de-portugal-comentrio-43.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 43'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7874885769802086863</id><published>2007-07-03T21:45:00.000+01:00</published><updated>2007-07-03T21:47:38.929+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 42</title><content type='html'>7 HORRORES DE PORTUGAL&lt;br /&gt;Pasmado!!!&lt;br /&gt;Estou simplesmente pasmado!Acho que nem forças me restam para estar outras coisas... indignado, enfurecido, nada...&lt;br /&gt;Pasmo pelo conteúdo da lista.&lt;br /&gt;Ainda que os conceitos de belo e horrível sejam discutíveis - correm rios de filosófica tinta sobre o assunto - creio que se possa sempre tomar como referência um cânone geral de bom senso, que mais não seja na interpretação do objectivo da eleição de um "horror".&lt;br /&gt;Eu esperaria encontrar uma lista bem mais longa de imóveis ilegais, urbanizações feitas sem critério, crescimento urbanístico selvagem sem preocupações ambientais e patrimoniais e - porque não - dos vários resultados de compadrios e até de "favores" político-partidários! (não escondam a cabeça...). Vejo que o bom senso escasseou. O que temo é que isso seja índice do que aconteceu à inteligência!...&lt;br /&gt;Mas mais pasmo pela avalanche de manifestações de indignação por, nessa lista, estar incluído o Estádio José de Alvalade!!!...&lt;br /&gt;Raras são as mensagens em que se questiona a presença de MONUMENTOS NACIONAIS, de símbolos da Fé cristã e de outras obras arquitecturais.&lt;br /&gt;O que preocupa os portugueses - e rassalvo mais uma vez as honrosas excepções - é o Estádio do Sporting!!! E o ataque que isso possa significar à 'instituição' e aos adeptos.&lt;br /&gt;Será possível que os nossos maiores problemas sejam o futebol e o estádio de Alvalade?!!!...&lt;br /&gt;Temo, mais uma vez, que o que aconteceu à inteligência de O Público seja só a demonstração estatística do que está a acontecer à inteligência dos portugueses...&lt;br /&gt;Lamento! Profundamente...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;psx.man@&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7874885769802086863?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7874885769802086863' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7874885769802086863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7874885769802086863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/7-horrores-de-portugal-comentrio-42.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 42'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-146006527328227893</id><published>2007-07-03T00:22:00.000+01:00</published><updated>2007-07-03T01:02:37.224+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 41</title><content type='html'>Caríssimo Provedor&lt;br /&gt;Cá estou eu outra vez. Ontem, vinha do Parque das Nações e não sendo a primeira vez que me acontece, olhei para o meu lado esquerdo, ontem lembrei-me dos vossos 7 HORRORES. Pois é, quem vem do Parque das Nações para o Aeroporto da Portela, ao subir essa avenida e olhando para o lado esquerdo, aí sim vê-se o edifício mais horroroso que já vi em toda a minha vida, já andei por África, Angola e ex: Zaire e juro vi coisas que na altura julgava horrorosas, mas que com o passar do tempo tornou-se insignificante, e o que vocês tem no vosso passatempo ou lá o que lhe quiserem chamar, comparado aquele edifício, o que tem lá são tudo maravilhas. Façam o favor de ir ver essa maravilha para os vossos horrores. Quando passo por lá me idealizo em Luanda, na actual deve estar um horror.&lt;br /&gt;Agradeço a vossa atenção, mas não contem com a minha votação em coisas de menor importância.&lt;br /&gt;Almerinda Amaral - Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-146006527328227893?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=146006527328227893' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/146006527328227893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/146006527328227893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/7-horrores-de-portugal-comentrio-41.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 41'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6820374609570037832</id><published>2007-07-02T21:21:00.000+01:00</published><updated>2007-07-02T21:22:16.495+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 40</title><content type='html'>Ainda sobre os Horrores de Portugal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou fora de Portugal há alguns meses mas muito deve ter mudado no meu país. Se, neste momento, os nossos horrores arquitecturais são o Cristo Rei, Santa Luzia, o Sameiro, a Capela dos Ossos, o Oceanário, etc., o país deve estar tão incrivelmente bonito que quando sair do avião vou ter de me descalçar em respeito àquele que deve ser o pedaço de terra mais brilhante do planeta. De outra forma serei levado a concluir que em vez de uma lista com os principais horrores da nossa arquitectura o Público está a dar-nos uma lista que reflecte as invejas entre arquitectos e outros problemas, talvez mais profundos, dos intelectuais que fizeram esta extraordinária selecção. Talvez não fosse má ideia retirar esta lista antes que o país a descubra e perceba o quão ofensiva ela é para a arte e para o bom senso.&lt;br /&gt;Melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;Sebastião Silva, Reino Unido&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6820374609570037832?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6820374609570037832' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6820374609570037832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6820374609570037832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/7-horrores-de-portugal-comentrio-40.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 40'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7661281239372329085</id><published>2007-07-01T00:11:00.000+01:00</published><updated>2007-07-01T00:25:01.123+01:00</updated><title type='text'>“O PÚBLICO VOLTOU A ERRAR”</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A nota “O PÚBLICO errou”, publicada na edição de 21 de Junho, não passou despercebida.&lt;br /&gt;Eis o texto em causa:&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;No artigo intitulado ‘A Rainha Coleccionadora’, publicado ontem no P2, referia-se erradamente que D. Catarina de Bragança era mulher de D. João III. Na verdade, a mulher de D. João III chamava-se D. Leonor de Áustria (irmã de Carlos V).&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Esta ‘correcção’ suscitou alguns protestos, obviamente.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"’O PÚBLICO errou’ de 21/6, e continua a errar. A mulher de D. João III é D. Catarina de Áustria (não de Bragança). Esta é filha de D. João IV, rainha de Inglaterra”, &lt;strong&gt;escreve Joaquim Lagoeiro, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Venho sugerir uma nova entrada: ‘O PÚBLICO voltou a errar’.&lt;br /&gt;No ‘PÚBLICO’ de hoje (21/06/2007) afirma-se que a mulher de D. João III se chamava D. Leonor de Áustria e não D. Catarina de Bragança, como tinha sido referido no dia anterior. Na verdade D. João III casou em 1525 com D. Catarina de Áustria, filha de Filipe o Belo, arquiduque de Áustria e de Joana a Louca. Catarina de Áustria era irmã de Carlos V e de D. Leonor de Áustria, terceira mulher de D. Manuel I (embora prometida a D. João III).&lt;br /&gt;Nota – D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, casou com Carlos II de Inglaterra.&lt;br /&gt;Teria sido fácil uma consulta, por exemplo, a um Dicionário de História de Portugal ou à Internet !”, &lt;strong&gt;escreve Maria Cândida Araújo, uma leitora do Porto.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O PÚBLICO, jornal que se pretende de referência, no artigo intitulado ‘A arte da primeira globalização em Washington’ e não ‘A Rainha Coleccionadora’ (P2, em 20/06/07), escreve: ‘D. Catarina de Bragança, mulher de D. João III, foi uma das mais importantes coleccionadoras europeias e ainda uma atenta e generosa doadora – na Sackler estarão algumas das suas ofertas a outras monarquias europeias.’&lt;br /&gt;Na Secção ‘O PÚBLICO errou’ (em 21/06/07) corrige da seguinte forma:&lt;br /&gt;‘... referia-se erradamente que D. Catarina de Bragança era mulher de D. João III. Na verdade, a mulher de D. João III chamava-se D. Leonor de Áustria (irmã de Carlos V).’&lt;br /&gt;Afinal, segundo o PÚBLICO, ‘quem era a rainha coleccionadora’?&lt;br /&gt;Lendo o artigo e a correcção fica-se sem saber se era:&lt;br /&gt;a) D. Catarina de Bragança (século XVII; rainha de Inglaterra)&lt;br /&gt;b) D. Leonor de Áustria (século XVI; terceira mulher de D. Manuel I, erradamente dada como mulher de D. João III)&lt;br /&gt;Desfazendo as confusões:&lt;br /&gt;Na realidade a ‘rainha coleccionadora’ era D. Catarina de Áustria, mulher de D. João III e depois regente durante a menoridade de D. Sebastião. (Irmã de D. Leonor e de Carlos V).&lt;br /&gt;Ver: Nuno Vassallo e Silva – &lt;&lt;preciosidades&gt;&gt;, in: EXOTICA, Os Descobrimentos Portugueses e as Câmaras de Maravilhas do Renascimento, catálogo de exposição, Lisboa (Museu Calouste Gulbenkian), 2002.&lt;br /&gt;Na página 31 pode ler-se: ‘D. Catarina de Áustria, a primeira grande coleccionadora de objectos raros e preciosos do Oriente, cuja importância no coleccionismo da casa de Habsburgo tem sido bem comprovada por Annemarie Jordan, ...’&lt;br /&gt;Como leitor habitual da coluna do provedor, espero que mais uma vez com a sua pedagogia se esforce, mesmo que com pouco sucesso até agora, para convencer os responsáveis de que um ‘jornal de referência’ não pode ser feito com tanta ignorância e displicência”, &lt;strong&gt;escreve Neiva Correia, uma leitora de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os leitores têm razão.&lt;br /&gt;A mulher de D. João III era Catarina de Áustria.&lt;br /&gt;O PÚBLICOU errou (no artigo de Rita Siza) e voltou a errar (na ‘correcção’ apresentada).&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Mais uma vez ao ler uma notícia no P2 do dia 18 de Junho constatei a existência de várias incorrecções que retiram rigor histórico e credibilidade ao PÚBLICO.&lt;br /&gt;Na pequena coluna ‘Napoleão foi derrotado em Waterloo’ encontrei os seguintes erros:&lt;br /&gt;a) O aliado prussiano é Blücher e não Bluchner, como consta no texto. Não era um simples general como é referido, mas sim um marechal de campo e com o título nobre de Príncipe de Wahlstatt. Os reforços prussianos (49000 homens não aparecem subitamente num campo de batalha no início do século XIX) não foram uma verdadeira ‘surpresa’.&lt;br /&gt;b)A referência a uma canção dos Abba é totalmente descabida e inapropriada. Ainda para mais, Napoleão Bonaparte não se rendeu em Waterloo como está referido no texto e na canção (!). Foi derrotado nessa batalha o que é totalmente diferente.&lt;br /&gt;c) O imperador Napoleão Bonaparte regressou a Paris a 21 de Junho e não a 22 do mesmo mês tendo abdicado a 23 de Junho.&lt;br /&gt;d) Se a ilha de Santa Helena é definida como ‘remota’, como pode estar ‘próximo da costa de África’? Está aproximadamente a 1900 km dessa costa e foi precisamente escolhida para o exílio por estar longe de qualquer continente.&lt;br /&gt;A minha preocupação é a seguinte: se encontrei estes erros sobre um assunto que conheço qual a fidedignidade de notícias de assuntos que não domino?”, escreve José Paulo Andrade, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os reparos são parcialmente pertinentes.&lt;br /&gt;1- O leitor tem razão. O nome correcto é Gebhard Leberecht von Blücher (e não Bluchner).&lt;br /&gt;2- O leitor tem razão. Napoleão foi derrotado em Waterloo.&lt;br /&gt;3- O leitor tem razão: Napoleão não regressou a Paris no dia 22 de Junho de 1815 (como menciona o jornalista), mas &lt;/strong&gt;“entre as 6 e as 8 horas” &lt;strong&gt;de 21 de Junho. Tentou&lt;/strong&gt; “envenenar-se (as lavagens de estômago praticadas pelo farmacêutico Charles-Louis de Gassicout, filho natural de Luís XV, salvaram-no)“.&lt;strong&gt;E abdicou (pela segunda vez) no dia 22 (e não 23, como refere o leitor)&lt;/strong&gt; “antes das 12h00”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis as fontes consultadas (e parcialmente reproduzidas mais acima): Dicionário Quid:&lt;/strong&gt; www.quid.fr/2007/Histoire_De_France/Ier_Empire_Restaure_Les_Cent_Jours_1815/1&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;– e governo francês:&lt;/strong&gt; www.diplomatie.gouv.fr/archives/dossiers/160ministres/RevConsEmpire/ConsulatEmpire/&lt;br /&gt;chrono.html&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O provedor considera, por outro lado, a referência aos Abba uma opção editorial deveras inovadora, mas inapropriada.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O endereço electrónico do provedor é:&lt;/strong&gt; provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7661281239372329085?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7661281239372329085' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7661281239372329085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7661281239372329085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/o-pblico-voltou-errar.html' title='“O PÚBLICO VOLTOU A ERRAR”'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2471834099499883398</id><published>2007-07-01T00:04:00.000+01:00</published><updated>2007-07-01T00:07:55.456+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 39</title><content type='html'>Venho por este meio, manifestar a minha indignação pelo facto de o estádio de Alvalade estar incluí&amp;shy;do na lista de candidatos aos 7 horrores de Portugal. Não acredito que os motivos desta presença sejam arquitectónicos. Não vejo em que é que os outros estádios serão melhores ou diferentes (excepção feita ao estádio do Sp. Braga) para que este estádio seja o único presente.&lt;br /&gt;Paulo Diogo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2471834099499883398?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2471834099499883398' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2471834099499883398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2471834099499883398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/07/7-horrores-de-portugal-comentrio-39.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 39'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1031602937529393851</id><published>2007-06-29T12:39:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T16:03:25.319+01:00</updated><title type='text'>ESCLARECIMENTO DA DIRECÇÃO DO PÚBLICO</title><content type='html'>Caro Provedor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resposta às várias críticas que nos chegaram relativamente ao passatempo "Os 7 horrores de Portugal" esclareço, antes de mais, com o texto que publicámos na Net e que serve de epígrafe ao dito passatempo, intitulado "A selecção possível":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A lista de 58 candidatos a horrores arquitectónicos que o PÚBLICO aqui apresenta foi realizada graças aos contributos de sete especialistas contactados pelo jornal. Esses especialistas foram Ana Vaz Milheiro, crítica de arquitectura do PÚBLICO; Jorge Figueira, crítico de arquitectura do PÚBLICO; Ricardo Carvalho, crítico de arquitectura do PÚBLICO; Manuel Graça Dias, arquitecto e professor universitário; Alexandre Alves Costa, arquitecto e professor universitário; José Sarmento Matos, historiador da arte e olissipógrafo; e Walter Rossa, arquitecto e historiador de arquitectura. Pediu-se a cada um deles que nos enviasse propostas de edifícios a incluir nesta votação, com vista à elaboração de uma lista comum, que pudesse representar o sentimento (idealmente) de todos os especialistas ou, pelo menos, da maioria deles. Aconteceu, porém, que não foi possível construir uma lista consensual nem de escolha maioritária – o que demonstra a paixão dos sentimentos que questões deste tipo suscitam.Perante essa impossibilidade, o PÚBLICO decidiu reunir numa lista todos os edifícios indicados por cada um dos especialistas contactados – sem excepção. Pelas razões indicadas acima, é claro que esta lista não pode ser considerada nem uma escolha do grupo de críticos, nem uma escolha de nenhum deles em particular. Há aqui edifícios que foram indicados como candidatos por apenas uma pessoa, outros por mais. Mas sublinha-se que nenhum dos críticos contactados se revê nesta selecção. Apesar disso, o PÚBLICO decidiu avançar para a votação, deixando a última palavra aos leitores. Não existem nesta lista quaisquer edifícios escolhidos pelos jornalistas do PÚBLICO.É evidente que esta escolha não pretende ter um cariz científico nem representar a escolha da população portuguesa – todos sabemos como funcionam as votações na Internet, que estão sujeitas a manipulações por parte de grupos empenhados. Esta votação tem um carácter lúdico e não visa senão suscitar uma discussão sobre a arquitectura e a qualidade da paisagem urbana e da vida nas nossas cidades."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A isto gostaria de acrescentar o seguinte: não foi pedido a nenhum dos especialistas contactados que seguisse nenhum critério em particular, nem foi pedido a nenhum que explicasse qual o seu critério, pois é sabido que neste tipo de escolha interferem elementos de gosto de difícil justificação. A lista, repete-se, não pode ser atribuída nem ao conjunto de especialistas nem a nenhum deles porque não é obra nem do grupo nem de um elemento do grupo: é um misto das duas coisas e, por essa razão, não pode ser atribuída a um autor. É um "cadáver esquisito", para usar uma expressão que vai certamente enriquecer o debate e um "cadáver esquisito" que não foi assumido como obra colectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PÚBLICO decidiu, apesar disso, assumir ele próprio esta escolha, porque nos pareceu que o método seguido era virtuoso. A responsabilidade de publicação desta lista é, pois, apenas nossa, do PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à vaga de indignação causada pelo inclusão de um dado estádio, apenas posso dizer (sem grande esperança de ser ouvido) que essa escolha não obedeceu, como é fácil a uma pessoa desapaixonadamente verificar, a qualquer razão que tenha a ver com o clube, mas com o edifício em si. A escolha é criticável? Sem dúvida. Merece indignação? Discordância talvez, indignação não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente, por outro lado, que a paixão que o caso suscitou, também nos rivais do dito clube, deu origem a uma votação em massa que retira qualquer sentido ao número de votos deste edifício em particular. Mas, como se dizia acima, esta iniciativa é um passatempo e nada mais do que isso. Não é representativo de nada, mas apenas uma maneira, esperávamos nós, de passar o tempo e de alimentar uma discussão que supúnhamos poder ser interessante, sobre a qualidade arquitectónica em Portugal. Enganámo-nos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Vítor Malheiros - Director Executivo - PÚBLICO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1031602937529393851?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1031602937529393851' title='21 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1031602937529393851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1031602937529393851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/esclarecimento-da-direco-do-pblico.html' title='ESCLARECIMENTO DA DIRECÇÃO DO PÚBLICO'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>21</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-5337572076995650201</id><published>2007-06-29T00:34:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T00:44:16.499+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 38</title><content type='html'>Exmo. Sr.&lt;br /&gt;Eu tenho uma amiga minha que é lindíssima. Isto não é apenas a minha opinião, mas pelo menos a de todas as pessoas com quem já partilhei juízos de valor sobre a beleza desta minha amiga. A unanimidade no atributo é geral, entre homens e mulheres, comunistas ou fascistas, velhos e novos.&lt;br /&gt;O facto de não haver ninguém que a considere feia, ou até medianamente bonita, ou ainda absolutamente normal, levou-me a acreditar que, de cada vez que partilhava um momento e um espaço com ela, eu estava perante uma manifestação de um valor absoluto, i.e., a minha amiga era o próprio conceito de beleza.&lt;br /&gt;Porém, após ter chegado a esta conclusão extremamente empírica, fui levado a reflectir sobre a fealdade absoluta. Se existe a personificação de beleza, existirá também concerteza a personificação de fealdade, seja ela aplicada a uma pessoa, a um animal, a uma planta ou a uma manifestação urbanística, plástica, sonora, artística em geral. É neste ponto que surge o vosso concurso "7 Horrores de Portugal".&lt;br /&gt;Tive a oportunidade de ler, com boa disposição, os comentários existentes no seu blog relativos ao concurso referido. Nessa leitura diagonal saltou-me à vista a indignação com que os adeptos sportinguistas reagiram à simples presença do Estádio Alvalade XXI na lista dos possíveis "7 Horrores de Portugal". À primeira reacção, ainda a frio, pensei "quem ama o feio, bonito lhe parece", contudo, ao constatar que no caso da minha amiga o inverso não se verifica, ou seja, pessoas que a odeiam não a acham horrível, ou pessoas que não têm uma simpatia particular por ela, também não a acham absolutamente normal, tentei perceber o porquê de tanta indignação.&lt;br /&gt;Neste ponto, imaginei-me em plena hora de ponta, preso no viaduto do campo grande, no sentido Aeroporto - Torres de Lisboa, com o sol a subir lentamente para se prestar a Sul, iluminando de bandeja aquela.... manifestação.&lt;br /&gt;É horrível! Dizer que é feio é simpático, o estádio é um excelente candidato a encabeçar os "7 Horrores de Portugal". Aliás, se me abstrair um pouco e recuar ao final de 2003, quando o estádio foi inaugurado, posso concluir que a simples construção deste monstro foi (e ainda é) responsável pela crise em que o nosso país mergulhou.&lt;br /&gt;Se não, reparem: Em Lisboa, área metropolitana entenda-se, vivem e trabalham cerca de 2 milhões de pessoas, talvez um pouco mais. Desses 2 milhões de pessoas, uma fasquia considerável foi já sujeita ao cenário de horror que descrevi num parágrafo acima, i.e., estar preso no viaduto do Campo Grande e invariavelmente o cérebro levar-nos a visão até à ilustração maquiavélica, dantesca, qual Hagar, o viking horrível, que o estádio Alvalade XXI proporciona democraticamente a todos que por lá passam. Retirando os alguns adeptos sportinguistas, que eu acredito mesmo que sofram de uma distorção do belo proporcionada por uma experiência extremamente dolorosa (a visão do estádio) em simbiose com a manifestação de afectos à instituição (daí o "quem ama o feio bonito lhe parece"), e como tal são incapazes de estabelecer um juízo estético imparcial, todos os restantes e infelizes sujeitos sofrem com a experiência. A simples exposição à fealdade extrema do edifício provoca, no comum dos mortais, manifestações violentíssimas que vão da simples enxaqueca ao acidente vascular cerebral. Esta indisposição provoca, na população activa, um período de convalescença que, por sua vez, implica um déficit de produtividade nesses indivíduos que involuntariamente se sujeitam a esta exposição traumática.&lt;br /&gt;De facto, desde que o estádio foi inaugurado, tivemos um primeiro ministro que pediu asilo político em Bruxelas, seguido de um entertainer catastrófico, que por sua vez deu lugar à cortisona da política, que tal como a droga, sabe mal, dói, resolve um problema mas provoca uma infinidade de novos problemas.&lt;br /&gt;Parece-me claro então, o silogismo:O estádio Alvalade XXI é horrível. A exposição ao horror provoca alterações produtivas. Logo o estádio Alvalade XXI provoca o déficit de produtividade no nosso país.Contudo, não podemos generalizar o estádio Alvalade XXI como o conceito de feio. De facto, se a minha amiga é a beleza, a realidade é que há pessoas que não consideram o estádio Alvalade XXI horrível. A esse nível eu colocaria o antigo jogador do Beira-Mar, Lobão, ou ainda o ex-candidato a primeiro ministro de Portugal, Ferro Rodrigues, em competição feroz pela primeira posição com o Mariano Gago. Quanto a estes três indivíduos, posso aferir que na sala onde me encontro, existe total unanimidade em considerável não feios, mas simplesmente horríveis (o que não é difícil, visto encontrar-me sozinho).&lt;br /&gt;É, no entanto, e de acordo com o raciocínio postulado, responsável (o Alvalade XXI) por uma parte dos fracos rendimentos que a generalidade da população aufere. E o problema é que não é o único, se não vejamos a brutalidade bárbara da politica de urbanização das freguesias do Cacém, Massamá, ou na generalidade dos concelhos da Amadora, Vila Franca de Xira, Odivelas, Loures, ou Almada. Parece de facto impossível entrar em Lisboa bem disposto.&lt;br /&gt;Mesmo assim, para quem entrar em Lisboa distraído, tem sempre a oportunidade fantástica de entrar no espírito do país, bastando para isso ligar o rádio ou ler o jornal, empanturrando-se de más notícias.&lt;br /&gt;Serve tudo isto para dizer apenas, que a minha amiga é lindíssima, como estou certo que concordaria caso tivesse a oportunidade de apreciar a figura em causa, e uma vez que não pago nada por partilhar a minha opinião consigo, envio-lhe este texto, com a maior consideração.&lt;br /&gt;Despeço-me com amizade / Aquele abraço (Riscar o que não interessa)&lt;br /&gt;A. Carvalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-5337572076995650201?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=5337572076995650201' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5337572076995650201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5337572076995650201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-37_29.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 38'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-4910848976880065191</id><published>2007-06-28T15:44:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T12:35:15.402+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 37</title><content type='html'>Ex.mo senhor Provedor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mais quero referir que, como engenheiro civil, fiquei bastante impressionado pelo facto de o Público ter tido esta iniciativa, o que demonstra por si só, coragem em colocar a discussão um assunto que, a muitos de nós portugueses, é motivo de vergonha e embaraço. Falo naturalmente do parque urbanístico que prolifera no nosso País. No entanto, se quanto à forma não tenho dúvidas já o mesmo não posso afirmar quanto ao conteúdo, no qual discordo totalmente quanto ao critério utilizado para a elaboração desta famigerada lista!&lt;br /&gt;Aqueles que elaboraram a lista não o fizeram de certeza em consciência. E isto porque, conhecendo eu o trabalho de algumas dessas pessoas, não acredito que pudessem em consciência eleger trabalhos de outros colegas sem ter, no mínimo, como referência o seu próprio trabalho. Acredite sr. Provedor que se fosse possível colocar neste sítio fotografias das obras de alguns deste senhores (por ex. Manuel Graça Dias e Alexandre Alves Costa) de certeza que até os próprios votariam nelas. Identificar como "horror" um monumento representativo da história e da identidade do nosso país não augura de certeza boas perspectivas no que toca ao desenvolvimento sustentado do urbanismo em Portugal, ainda para mais quando, e infelizmente, cabe a estas mesmas pessoas a aplicação prática dos conceitos de estética que neste caso tentam adulterar.&lt;br /&gt;É de facto uma pena que não seja possível fazer-se um debate sério e HONESTO acerca destas questões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Jorge L.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-4910848976880065191?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=4910848976880065191' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4910848976880065191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4910848976880065191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-37.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 37'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2774761011202068889</id><published>2007-06-28T15:33:00.000+01:00</published><updated>2007-06-29T12:32:52.562+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 36</title><content type='html'>Carissimo Provedor,&lt;br /&gt;Quando olhei nem queria acreditar no que os meus olhos tinham pela frente.&lt;br /&gt;Não concebo, como um jornal de renome como o vosso se preste a brincadeira de tão mal gosto.&lt;br /&gt;OS 7 HORRORES. Com que direito, com que lógica abandalham o nome de MONUMENTOS NACIONAIS como o Bom Jesus de Braga?o qual tiveram o bom senso de retirarem da lista. O ESTÁDIO DE ALVALADE ?(ALVALADE XXI) entre outros, é indigno não só para o clube como para os adeptos e não adeptos, tal como o meu caso, embora seja simpatizante do SCP e apreciadora da forma imaginativa e fora do vulgar como foi concebido esse estádio.&lt;br /&gt;Penso que estão a mexer numa mina muito poderosa e que estará prestes a rebentar,então o Santuário do Sameiro, Braga também é um horror? uma das maiores belezas de Portugal, leva-me a crer que quem fez este trabalhinho só conhece Portugal através de postais ilustrados e mesmo assim devem ser dos de pior qualidade. Peço-vos que retirem imediatamente essa invenção de tamanha falta de gosto, para publicitarem vosso jornal que como muitos outros, está condenado a desaparecer do mercado e assim estão a acelerar tal acontecimento.&lt;br /&gt;Gostaria de saber quem foi a inteligência que teve tal rasgo para programar estes HORRORES?Por acaso não vos passou pela cabeça o que esta vossa brincadeira poderá provocar pois não?Vou tentar de tratar de que tudo isto acabe antes de começar e preparem-se que vosso jornal já há muito tem os dias contados, só agora ficaram bem mais curtos,podem crer.&lt;br /&gt;Isto não passa de uma previsão minha, mas com esta machadada, foi o golpe de misericórdia. NUNCA SERIA LEITORA DESSE VOSSO JORNAL.&lt;br /&gt;Almerinda Amaral - Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS- Deveriam inserir vossas instalações, as quais eu desconheço, porque aí sim eu iria votar.Tristes ideias este nosso povo tem, em vez de tentarem elevar o que de menos bom temos no nosso país, não senhor, toca a menosprezar.&lt;br /&gt;Não encontraram nada de melhor para fazer lembrar aos leitores, que o vosso jornal ainda existe?Reconheço que existem no nosso país muitos horrores, mamarrachos, melhor dizendo, mas vocês abusaram.&lt;br /&gt;Mas o Bom Jesus de Braga, o Sameiro, Braga, Santa Luzia, Viana do Castelo, Faixa central do parque Eduardo VII, Lisboa, para cúmulo dos cúmulos o Estádio José de Alvalade(ALVALADE XXI).&lt;br /&gt;Como podem chamá-los de horrores? Reconheço que a beleza dele está mesmo por ser fora do vulgar, para mim o mais belo estádio é o de Braga.&lt;br /&gt;Acredito que quem programou esta brincadeira de mau gosto, nunca correu mundo, eu já conheço alguma coisa, embora nada comparado com tudo quanto gostaria de conhecer, há muito monumento aqui que nada tem de mamarracho quanto mais de horror.&lt;br /&gt;Peço e agradeço que façam uma revisão e reconsiderem porque pelo que me foi dado ver já retiraram o Bom Jesus de Braga.&lt;br /&gt;Ao manterem o Estádio José de Alvalade, cuidado entraram em sua casa sem pedir licença, isso é uma afronta a qualquer adepto/cidadão. Aqui fica mais um alerta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2774761011202068889?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2774761011202068889' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2774761011202068889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2774761011202068889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-36.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 36'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-4633601532668924488</id><published>2007-06-28T15:19:00.000+01:00</published><updated>2007-06-28T16:00:25.215+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 35</title><content type='html'>Acho muito mau o facto de terem escolhido o estádio josé alvalade para um dos 7 horrores arquitectónicos...&lt;br /&gt;Estamos a falar de um estádio de futebol, não é uma ópera!&lt;br /&gt;Os vossos especialistas deixam um pouco a desejar. Aliás essa vossa selecção foi feita de forma quase arbitrária. Ainda p'ra mais esqueceram-se de edifícios construidos sem autorização como em viana do castelo junto ao rio lima (uma torre no meio de edifícios de 4 andares...), esses é que são horrores.&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;Pedro Pêgo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-4633601532668924488?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=4633601532668924488' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4633601532668924488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4633601532668924488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-35.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 35'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2979095204899376845</id><published>2007-06-28T15:04:00.001+01:00</published><updated>2007-06-28T15:17:50.082+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 34</title><content type='html'>Caro provedor,&lt;br /&gt;Bom dia.&lt;br /&gt;Antes de mais, peco deculpa pela falta de acentos ou cedilhas, mas este teclado nao as utiliza claramente.&lt;br /&gt;Nao resisti. Tentei, mas nao resisti a comentar todos os comentarios indignados quanto a iniciativa "horrores de Portugal" e sobretudo ao estadio Jose Alvalade XXI.&lt;br /&gt;Nao achando a iniciativa particularmente feliz, porque negativa ja e a situacao economica e o tempo... devia-se tentar incentivar consideracoes positivas, acho extrememente interessante todas as pessoas que estao indignadas ao ponto de o expressar nao porque o estadio enquanto obra arquitectonica esta a ser criticado, mas sim porque, por extensao, consideram que o Sporting Clube de Portugal esta para votacao como um dos horrores de Portugal.&lt;br /&gt;E um aspecto importantissimo das capacidades interpretativas da nossa populacao, da forma como as intencoes do projecto e os objectos do mesmo foram interpretados por (ate agora 30) portugueses. e pensar que 30 deram a cara. Uma maior quantidade estara no silencio.Nao tomarei mais do seu tempo.&lt;br /&gt;A bem dizer... so me apetecia partilhar isto com alguem.&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;Maria Cardoso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2979095204899376845?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2979095204899376845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2979095204899376845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2979095204899376845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-34.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 34'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8738731530456400995</id><published>2007-06-28T15:01:00.000+01:00</published><updated>2007-06-28T15:03:58.704+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 33</title><content type='html'>A propósito da iniciativa do Público de eleger os 7 Horrores de Portugal, tendo incluído na lista o Estádio José Alvalade, devo dizer que considero este tipo de "jornalismo" uma completa idiotice do mais baixo nível que até hoje testemunhei.&lt;br /&gt;Não  haverá em Portugal assuntos mais importantes para os cidadãos para serem tratados nas páginas do Público? Há tanta miséria neste país e o Público não é capaz de fazer mais do que denegrir uma importante instituição desportiva de Portugal e insultar os seus associados.&lt;br /&gt;Esta palhaçada faz deste jornal um dos 7 Horrores de Portugal.&lt;br /&gt;Tenham alguma vergonha.&lt;br /&gt;Luís Teves&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8738731530456400995?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8738731530456400995' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8738731530456400995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8738731530456400995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-33.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 33'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8521884569134747500</id><published>2007-06-28T01:36:00.000+01:00</published><updated>2007-06-28T01:49:11.437+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 32</title><content type='html'>Considero de extremo mau gosto colocarem o estadio do Sporting como um dos 7 horrores de Portugal, é muito insensível para um jornal ter estas críticas e insultos a estádios que representam um clube, seja do que for.&lt;br /&gt;Com tantos monumentos que se podem encaixar nos 7 horrores de Portugal tinham que ir fazer crítica a um estádio, principalmente o do Sporting. Considero muito baixo para um jornal, e exijo a remoção do estádio desta insignificante voltação ridícula que so rebaixa Portugal. E desde quando o Cristo Rei é um horror de Portugal? É um símbolo de Lisboa e que nos faz relembrar o descobrimento do Brasil e a oferenda de uma réplica do nosso ao Brasil, que é muito popular por lá.&lt;br /&gt;É de extremo mau gosto e espero que façam o que é certo.&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;T. S.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8521884569134747500?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8521884569134747500' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8521884569134747500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8521884569134747500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-32.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 32'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8954976260734094670</id><published>2007-06-28T01:33:00.000+01:00</published><updated>2007-06-28T01:34:34.356+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 31</title><content type='html'>Exmo. Sr. Rui Araújo,&lt;br /&gt;Venho, por este meio, protestar contra a iniciativa promovida pelo jornal O Público intitulada "7 Horrores de Portugal".&lt;br /&gt;Sou leitor d'O Público há muitos anos e habituei-me a encarar este jornal como um produto de excelência, isento e honesto. Habituei-me sobretudo a encarar O Público como um veículo propiciador de novas ideias. Mas enfim, claramente vai já longe o tempo de Vicente Jorge Silva.&lt;br /&gt;Espanta-me que, no lugar de promover novas ideias e discussões, O Público opte antes por ir a reboque de um evento organizado por outros e, mais grave ainda, o faça pela negativa.&lt;br /&gt;Pasma-me, finalmente, a tacanhez que preside à escolha dos pretensos "horrores" que constituem o centro deste folhetim desprezível, e que culminam com a escolha do estádio José de Alvalade. Porquê? O vermelho é mais bonito que o verde? O betão armado é preferível aos azulejos? O Sporting Clube de Portugal é uma instituição centenária, com estatuto de utilidade pública, e que congrega o apoio e a simpatia de alguns milhões de pessoas neste país. A nossa indignação não será abafada!Impõe-se o fim desta grande palhaçada que O Público encenou, e um pedido de desculpas pela terrível falta de bom senso que aqui se manifesta.  Se nada disto acontecer O Público perderá um leitor fiel e, concerteza, muitos outros que não poderão deixar de se revoltar contra esta manobra incompreensível.&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;Vasco David - Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8954976260734094670?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8954976260734094670' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8954976260734094670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8954976260734094670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-31.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 31'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-4875247959871032024</id><published>2007-06-28T01:28:00.000+01:00</published><updated>2007-06-28T01:30:21.583+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 30</title><content type='html'>Boa noite Sr Provedor.&lt;br /&gt;Acho uma tremenda falta de respeito, e um acto tao baixo de um jornal conceituado como o Publico, aceitar o estádio Jose Alvalade XXI como um "horror" nacional para votação. Mesmo que não estejam directamente ligados ao assunto, acabam por ser culpados, por permitirem que o estádio lá esteja, nem sequer para votação deveria de lá estar. Tantas alegrias nos deu a Portugal aquele estádio, tais como o EURO 2004 e uma final europeia, um estádio onde actuaram Rolling Stones, U2, etc, e qual não é o meu espanto de ler esta tremenda falta de senso e respeito para com esta instituição.&lt;br /&gt;Era vosso leitor assiduo, e como trabalho no estrangeiro, fazia os impossiveis para comprar o vosso jornal, a partir de hoje terão menos um leitor.&lt;br /&gt;Fausto G.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-4875247959871032024?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=4875247959871032024' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4875247959871032024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4875247959871032024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-30.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 30'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8999091981785940027</id><published>2007-06-27T23:51:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:56:09.860+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 29</title><content type='html'>Exmo Rui Araújo,&lt;br /&gt;Venho, por este meio, expressar o meu repugno e a minha cólera em relação ao jornal Público, no que diz respeito a um evento ou votação, ou outro nome que aquilo possa ter, relativo a 7 horrores em Portugal. Em primeiro lugar considero que estar a erguer tal lista é claramente estar a fazer pouco com as pessoas responsáveis pelos empreendimentos em questão, sejam eles quais forem. Mas o que motiva a minha raiva está relacionado com o magnífico Estádio do Sporting Clube de Portugal. É de muito baixo nível incluírem um recinto como aquele numa votação como esta. O Sporting Clube de Portugal é uma instituição de utilidade pública, com mais de cem anos de história, com provas dadas, com reputação e prestígio; e que não merece de todo ser envergonhado desta maneira.Nenhum Sportinguista pode ficar, nem ficará calado com esta situação, que visa claramente sujar o bom nome do Sporting Clube de Portugal. Como já disse anteriormente a votação já é de si muito duvidosa, mas para ter um mínimo de imparcialidade devia incluir pelo menos os recintos do "muito amado" Sport Lisboa e Benfica e do Futebol Clube do Porto (não refiro outros porque estes são, naturalmente, os três grandes). Mas o Sporting Clube de Portugal é mal amado por muita gente, incomoda muita gente, e há muita gente que se dá ao luxo de gozar com o seu nome. E isto não pode ser admitido!! Como tal, só posso condenar esta escolha feita por parte dos responsáveis deste jornal, e irei fazer tudo o que está ao meu alcance para que os responsáveis do Sporting Clube de Portugal fiquem ao corrente desta situação e possam inclusive tomar medidas drásticas, sendo que o mínimo que eu considero aceitável é tão simplesmente a proibição de entrada no Estádio de Alvalade aos jornalistas do Público, bem como uma acção em tribunal.&lt;br /&gt;M. Marques&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8999091981785940027?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8999091981785940027' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8999091981785940027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8999091981785940027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-29.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 29'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-712437377710809569</id><published>2007-06-27T23:50:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:54:06.175+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 28</title><content type='html'>Venho, por este meio, demonstrar o meu ultraje pela vossa lista dos 7 horrores de Portugal, nomeadamente a inclusão do Templo de Sta. Luzia em Viana do Castelo. Qualquer pessoa com dois dedos de testa e que realmente tenha visualizado ao vivo o Templo, poderá facilmente concluir que não merecia tal insulto. Apesar de ser completamente aceitável as mais diversas opiniões, penso que seria de bom tom, escolher com mais cuidado os itens dessa lista. Sei que nenhum elemento do Público foi usado para escolha dos itens e que foram usados críticos mas, meus Senhores tudo tem limites e esta situação é para além dos limites do Razoável. Por favor peço que façam uma revisão da lista, pois merece devido à reputação que o Público tem perante os seus leitores. E como Vianense, convido qualquer pessoa do Público a visitar pessoalmente o Templo e avaliar que realmente não se pode considerar um horror de Portugal.&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Rui Silva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-712437377710809569?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=712437377710809569' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/712437377710809569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/712437377710809569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-28.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 28'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-5500686757821099531</id><published>2007-06-27T23:49:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:50:33.605+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 27</title><content type='html'>Sr. Provedor Rui Araújo,&lt;br /&gt;Sinto-me revoltado e indignado com a corrente votação que decorre sobre "Os 7 horrores de Portugal". Para além de ser uma ofensa a património português, é também um desrespeito a algumas facções nomeadamente aos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal que se vêem representados pelo seu Estádio José Alvalade. Este estádio foi palco de uma final de uma competição europeia de clubes, situação única nos novos estádios portugueses. Este estádio recebeu recentemente os conceituados Rolling Stones, banda venerada por milhões. Este estádio é uma bandeira de um clube que não merece o desrespeito que tem vindo a sofrer ao longo destes últimos anos por parte da imprensa nacional.&lt;br /&gt;Desta forma venho solicitar que esta votação seja imediatamente suspensa e/ou retirem o nosso estádio dessa mesma desrespeitosa votação.&lt;br /&gt;Sem mais assunto.&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos ,&lt;br /&gt;Bruno Amaral, sócio do Sporting Clube de Portugal&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-5500686757821099531?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=5500686757821099531' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5500686757821099531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5500686757821099531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-27.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 27'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2119640654565754414</id><published>2007-06-27T23:48:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:49:38.264+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 26</title><content type='html'>Gostaria que me esclarecesse qual o critério que presidiu à lista dos 7 Horrores.&lt;br /&gt;Bem sei que existe um diferendo entre o Público e o Sporting Clube de Portugal, o que me leva a pensar que o Estádio de Alvalade ali se encontra devido a esse qui pro quo. Não que esteja em desacordo com o facto da escolha, já que cada um pode pensar como quiser. O que me surpreende é não constar ali o estádio da Luz que, do meu ponto de vista, não tem ponta por onde se lhe pegue em matéria de estética e arquitectura. Será que até nisto há clubite ? Ou a tal decisão judicial deixou tanta raiva que o jornal perdeu a objectividade ? Sendo eu um leitor do jornal on-line gostaria de saber se as minhas opções não estão a ser erradas e estou a perder tempo com quem não tem isenção.&lt;br /&gt;Manuel Frazão&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2119640654565754414?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2119640654565754414' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2119640654565754414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2119640654565754414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-26.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 26'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8783587621777460607</id><published>2007-06-27T23:45:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:48:27.639+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 25</title><content type='html'>No vosso site é um crime por na lista o edifício do Cassiano, Cristo-Rei,Estádio Alvalade XXI, Sede da CGD, Amoreiras e muitos outros.&lt;br /&gt;Os maiores atentados são mais ao nível do urbanismo e de infraestruturas do que edifícios em si.&lt;br /&gt;Quanto a isso os seus autores são nada mais nada menos do que: tcharam!!!!Sim, isso mesmo, vê como até é inteligente e adivinhou: patos bravos e presidentes de Câmaras.&lt;br /&gt;Para os míopes aqui vai uma ajuda:&lt;br /&gt;1 - Praça do Martim Moniz + centro comercial mouraria, sim concordo;&lt;br /&gt;2 - basicamente o algarve... quase todo (assim como assim qualquer dia o marfaz o seu trabalho de varrer aquilo);&lt;br /&gt;3 - basicamente Amadora (bomba atómica);&lt;br /&gt;4 - basicamente Cacém (outra bomba atómica);&lt;br /&gt;5 - basicamente Queluz (ainda mais outra bomba atómica);&lt;br /&gt;6 - basicemente os caixotes na vila de Sesimbra (Napalm em cima);&lt;br /&gt;7 - basicamente os viadutos e viadutos e viadutos e viadutos, asauto-estradas as auto-estradas, pontes e pontes e pontes... que são um sinalde pseudo-desenvolvimento tecnológico deste país (quanto a isto nem combombas atómicas, só um autêntico tsunami).&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Sr. José Batista - Algarve&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8783587621777460607?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8783587621777460607' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8783587621777460607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8783587621777460607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-25.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 25'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7555486888552978454</id><published>2007-06-27T23:43:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:45:51.766+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 24</title><content type='html'>Caro provedor, aqui vai a minha queixa sobre a nova votação do site PÚBLICO.PT.&lt;br /&gt;Quando a ignorância é fomentada pelos Media...&lt;br /&gt;Chocava-me ouvir na rua "o Estádio Alvalade XXI é uma casa de banho" e pensava para mim:"isto tem a ver com preferência clubística e cada um tem o direito de dizer o que lhe apetece". Não vou pedir ao Zé Povinho que saiba o que é Pós-modernismo, nem vou dizer às pessoas na rua para não criticarem alguém a quem só conhecem as aventuras sexuais (aposto que desconhecem que o arquitecto do Alvalade XXI é formado pelo MIT). Mas quando arquitectos credenciados, conhecedores da realidade da arquitectura portuguesa, fazem escolhas destas é vergonhoso. Podia até dissertar sobre dor de cotovelo mas não vale a pena. Enfim não passa de uma brincadeira que dá pelo nome de 7 horrores de Portugal, mas é o meu querido PÚBLICO que está envolvido nisto, e por isso, não me posso calar. Choca-me  que o PUBLICO.PT  que diz no seu livro de estilo que se inscreve:" numa tradição europeia de jornalismo exigente e de qualidade, recusando o sensacionalismo e a exploração mercantil da matéria informativa e visando uma informação eficaz, atractiva e imaginativa", ceda a este tipo de joguinhos que só acabam por fomentar a desinformação, a informação superficial e acima de tudo faz com que os leitores façam leituras ignorantes de obras de arte. Nos sete horrores do mau gosto esta votação teria lugar.&lt;br /&gt;Espero que o PÚBLICO.PT aceite a crítica (...).&lt;br /&gt;Rui Antunes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7555486888552978454?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7555486888552978454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7555486888552978454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7555486888552978454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-24.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 24'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2754503032941495210</id><published>2007-06-27T23:40:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:43:08.117+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 23</title><content type='html'>Boa tarde, Sr. Provedor,&lt;br /&gt;Como leitor diário, do Público on-line, e esporádico da versão em papel, foi com espanto que percorri a lista dos "nomeados" para a votação dos 7 horrores da arquitectura em Portugal. Ao ver a lista, confimei a máxima que o povo diz:"Se um crítico diz que é bom, é porque é mau. Se um crítico diz que é mau, é porque é bom".&lt;br /&gt;Penso que para o Público, teria sido mais proveitoso, não fazer nada, do que tomar a iniciativa de promover este "concurso". Não havendo nenhum critério, como explicam, seria prefirível não fazer nada!&lt;br /&gt;Como é possível terem sido selecionados o "Oceanário" ou o "Santuário de S. Luzia"? Como escolheram a ponte Europa em Coimbra, não deveriam também ter escolhido a Ponte Vasco da Gama? Se fosse possível teriam escolhido todos os centros comercias existentes?&lt;br /&gt;A escolha dos críticos de arquitectura também parece-me ferida por juizos de valor, pois penso que seja incompreensível o facto de terem sido escolhidos 10 (aproxidamente 1/5 do total) espaços de culto religioso em 58 obras. Qual dos críticos é que é maçon?&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;Nuno Henriques&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2754503032941495210?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2754503032941495210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2754503032941495210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2754503032941495210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-23.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 23'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6300142274046169550</id><published>2007-06-27T23:37:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:40:42.757+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 22</title><content type='html'>Exm. Sr. Rui Araújo,&lt;br /&gt;Qual não foi o meu espanto, quando fui informado que o Estádio José Alvalade se encontrava na votação para os "7 Horrores de Portugal".&lt;br /&gt;Claro está que vós, cientes de que iriam ouvir reclamações, descartam-se logo com desculpas dizendo que foi uma escolha individual dos "especialistas", eu não sei qual a sua responsabilidade no assunto, mas por impossibilidade de me dirigir a esses "especialistas", que peço-lhe que por mim os mande em bom português para a "p... que os pariu", se ficarem muito ofendidos e bom, para sentirem o mesmo que eu senti quando vi o nome do estádio do meu clube envolvido em tal votação.&lt;br /&gt;Presumo que o vosso jornal tenha incluído o estádio na votação por causa da dor de "corno" que sentiram quando perderam  em tribunal a disputa que tinham com o SPORTING por notícias falsas por voces publicadas como mais tarde ficou provado.&lt;br /&gt;Se se sentiram ofendidos com o teor da carta ainda bem, porque era esse o objectivo, pois também eu me senti ofendido quando vi o estádio do meu clube do coração em tão asquerosa e estúpida votação.&lt;br /&gt;Parabéns, ganharam um inimigo para o resto da vida, nunca mais comprarei o vosso jornal e incentivarei todas as pessoas a fazer o mesmo que eu.&lt;br /&gt;Nuno Marques&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6300142274046169550?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6300142274046169550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6300142274046169550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6300142274046169550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-22.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 22'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2897942026383332927</id><published>2007-06-27T23:33:00.000+01:00</published><updated>2007-06-28T15:19:11.031+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 21</title><content type='html'>Exmº Senhor director e Provedor,&lt;br /&gt;Sou leitor do jornal Público que considero uma referência na vida quotidiana portuguesa.&lt;br /&gt;Fiquei deveras surpreendido com a falta de rigor da votação que submeteram "os horrores de Portugal" aos leitores.&lt;br /&gt;A escolha dos candidatos deveria ser feita só e apenas por especialistas e nao por vocês, apesar de se baserem em escolhas de especialistas. Continuem a fazer o vosso trabalho que o fazem na minha opinião muito bem, e não entrem noutros campos como, por exemplo, meterem-se a escolher horrores arquitectónicos quando não o sabem fazer.&lt;br /&gt;A escolha que aqui aparece é completamente disparatada, sem nexo, sem critério, sem conhecimento da realidade, muitos mamarachos foram esquecidos etc etc. Pois, mas isto é subjectivo e temos de respeitar a vossa escolha e eu não sou também especialista da área.&lt;br /&gt;A verdade é que este trabalho não tem rigor nenhum e não é digno do vosso jornal, ao ponto de na lista estar repetido o mesmo edifício sem você se terem apercebido, ou seja, fazem-no sem conhecimento rigorosamente nenhum, sem critério, jogando apenas nomes para cima da mesa ou porque lhes mostraram meia dúzia de fotografias e vocês, com base nelas, escolheram sem sequer se aperceberem que votaram ou escolheram duas vezes o mesmo edifício.&lt;br /&gt;Chega-me este facto para pedir que retirem a votação do "ar" porque não têm competência na área e estão a julgar trabalhos de outras pessoas.&lt;br /&gt;Obrigado pela atenção.&lt;br /&gt;Os melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;António Ferraz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2897942026383332927?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2897942026383332927' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2897942026383332927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2897942026383332927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-21.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 21'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-9179608632816690335</id><published>2007-06-27T23:28:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:33:08.904+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 20</title><content type='html'>Caro Provedor,&lt;br /&gt;Humildemente agradeço-lhes a rapidez do vosso feedback. Confesso que não esperava um retorno com tal celeridade.&lt;br /&gt;Infelizmente, o conteúdo do mesmo não me satisfez.&lt;br /&gt;Realmente o director editorial José Manuel Fernandes elucidou-me acerca do critério da escolha dos candidatos a horrores, e justificou a ausência dessa informação no site do concurso devido a uma falha demontagem do site. Faltou, no entanto, indicar uma medida correctiva.&lt;br /&gt;Para além disso, o próprio texto sobre os critérios não me convenceu.&lt;br /&gt;Pois refere que «...esta lista não pode ser considerada nem umaescolha do grupo de críticos, nem uma escolha de nenhum deles emparticular» e que «nenhum dos críticos contactados se revê nestaselecção», mas falta referir que se esta selecção é uma compilação feita pelo Público (após consulta a diversos especialistas), logo este deveria subscrevê-la como sua. A não ser que por recorrer a terceiros, fique desresponsabilizado pelo que pública ou promove.&lt;br /&gt;Para terminar, agora refererindo a resposta do director, não compreendo a preocupação final de garantir que as escolhas não tiveram motivações clubísticas. É que não me lembro de em algum momento queixar-me sobre a inclusão do estádio do Sporting ou o do Leiria, e a exclusão dos estádios dos clubes rivais.&lt;br /&gt;Se calhar é mais ferir a susceptibilidade de um católico afectado pela inclusão de 10 obras de inspiração cristã em detrimento de outras deorigem não católica, do que de um sportinguista ou leiriense.&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;Armando Miguel Moreira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA DO PROVEDOR - &lt;/strong&gt;Inúmeros leitores questionam a "opção" Estádio do Sporting. A resposta do Director era dirigida a todos o leitores.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-9179608632816690335?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=9179608632816690335' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/9179608632816690335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/9179608632816690335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-20.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 20'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1451334649819219631</id><published>2007-06-27T23:25:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:57:37.367+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - RESPOSTA DA DIRECÇÃO DO PÚBLICO</title><content type='html'>O PÚBLICO não é directamente responsável pela escolha dos 58 locais/edifícios/espaços públicos que foram colocados à votação. Apenas somos responsáveis por ter pedido a um conjunto de arquitectos, historiadores de arte e críticos de arquitectura, cujos nomes deviam ter sido indicados no boletim destinado à votação dos “7 horrores” desde o início, mas uma falha na montagem do site impediu que isso acontecesse.&lt;br /&gt;Esse texto é o seguinte:&lt;br /&gt;- - -&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A selecção possível&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;A lista de 58 candidatos a horrores arquitectónicos que o PÚBLICO aqui apresenta foi realizada graças aos contributos de sete especialistas contactados pelo jornal. Esses especialistas foram Ana Vaz Milheiro, crítica de arquitectura do PÚBLICO; Jorge Figueira, crítico de arquitectura do PÚBLICO; Ricardo Carvalho, crítico de arquitectura do PÚBLICO; Manuel Graça Dias, arquitecto e professor universitário; Alexandre Alves Costa, arquitecto e professor universitário; José Sarmento Matos, historiador da arte e olissipógrafo; e Walter Rossa, arquitecto e historiador de arquitectura.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pediu-se a cada um deles que nos enviasse propostas de edifícios a incluir nesta votação, com vista à elaboração de uma lista comum, que pudesse representar o sentimento (idealmente) de todos os especialistas ou, pelo menos, da maioria deles.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aconteceu, porém, que não foi possível construir uma lista consensual nem de escolha maioritária – o que demonstra a paixão dos sentimentos que questões deste tipo suscitam.&lt;br /&gt;Perante essa impossibilidade, o PÚBLICO decidiu reunir numa lista todos os edifícios indicados por cada um dos especialistas contactados – sem excepção. Pelas razões indicadas acima, é claro que esta lista não pode ser considerada nem uma escolha do grupo de críticos, nem uma escolha de nenhum deles em particular. Há aqui edifícios que foram indicados como candidatos por apenas uma pessoa, outros por mais. Mas sublinha-se que nenhum dos críticos contactados se revê nesta selecção. Apesar disso, o PÚBLICO decidiu avançar para a votação, deixando a última palavra aos leitores. Não existem nesta lista quaisquer edifícios escolhidos pelos jornalistas do PÚBLICO.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É evidente que esta escolha não pretende ter um cariz científico nem representar a escolha da população portuguesa – todos sabemos como funcionam as votações na Internet, que estão sujeitas a manipulações por parte de grupos empenhados. Esta votação tem um carácter lúdico e não visa senão suscitar uma discussão sobre a arquitectura e a qualidade da paisagem urbana e da vida nas nossas cidades.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;José Vítor Malheiros&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- - -&lt;br /&gt;Penso que este texto responde ao essencial das dúvidas e objecções que coloca. Gostaria contudo de sublinhar que o lado heterodoxo da escolha, tão heterodoxo que os especialistas contactados não se puseram de acordo. Se uns colocariam lá todas as obras do Taveira, outros as do Siza, outros vetariam qualquer projecto do Siza.&lt;br /&gt;Não houve, está bem de ver, qualquer consideração do PÚBLICO sobre preferências clubísticas. Nem sei, com toda a franqueza, de que clube são adeptos os especialistas que convidámos, mas acredito que isso não os terá motivado. Como não me motivaria a mim: sou adepto do Benfica (discreto), mas entendo que o Estádio mais bonito é o FC Porto e que o de Braga é uma obra de arte se bem que pouco funcional. Dos outros não gosto de nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Manuel Fernandes&lt;br /&gt;Director Editorial&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1451334649819219631?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1451334649819219631' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1451334649819219631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1451334649819219631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-resposta-da.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - RESPOSTA DA DIRECÇÃO DO PÚBLICO'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7719994578614631057</id><published>2007-06-27T23:24:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:25:52.100+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 19</title><content type='html'>Caro Provedor,&lt;br /&gt;Venho, por este meio, manifestar a minha indignação pelo facto de o estádio Alvalade XXI ter sido colocado pelo jornal onde V. Exa trabalha numa lista dos 7 horrores de Portugal.&lt;br /&gt;Para além de demonstrar uma falta de isenção que não deveria existir no jornalismo, está a prestar um mau serviço publico, e como sportinguista, penso que o vosso jornal deveria retratar-se publicamente deste acto reprovável.Aguardo ansiosamente um comunicado com um pedido de desculpas.&lt;br /&gt;Trata-se apenas um aviso em relação a um acto que considerei reprovável e de muito mau gosto.&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;João Faria&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7719994578614631057?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7719994578614631057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7719994578614631057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7719994578614631057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-19.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 19'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7098276521360576334</id><published>2007-06-27T23:19:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:24:00.487+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 18</title><content type='html'>Excelentíssimo Rui Araújo, Provedor do Leitor do jornal "O Público",&lt;br /&gt;Venho por este meio mostrar o meu descontentamento com a vossa iniciativa em eleger os "7 Horrores de Portugal".&lt;br /&gt;Não é a ideia em si que condeno, mas o modo privado (pouco claro) com que seleccionaram os 58 candidatos a constarem nessa lista dehorrores.&lt;br /&gt;Na página que promove a iniciativa(&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/7horroresDePt/default.asp"&gt;http://www.publico.clix.pt/7horroresDePt/default.asp&lt;/a&gt;), apenas consta o seguinte texto:«A 7 de Julho vão ser anunciados, em simultâneo, as novas 7 Maravilhas do Mundo e as 7 Maravilhas de Portugal. Mas Portugal não tem sómaravilhas. Também tem horrores. Propomos assim que os nossos leitores votem e escolham os 7 Horrores de Portugal.» Em conjunto com a lista dos 58 pré-seleccionados.&lt;br /&gt;Faltou incluir nessa página:&lt;br /&gt;- o critério usado na escolha dos pré-seleccionados;&lt;br /&gt;- o porquê de serem 58 (nem é um número redondo, será que é número de trabalhadores do jornal, onde cada um dos quais contribuiu com uma sugestão?);&lt;br /&gt;- o critério do modo como essa lista de pré-seleccionados está ordenada.&lt;br /&gt;Parece-me, portanto, que a vossa iniciativa não é assim tão pública quanto o nome do vosso jornal. Convidam os leitores a votarem, mas limitam-os às vossas pré-escolhas.&lt;br /&gt;Mesmo assim, felicito-vos pela originalidade da iniciativa. Creio que só o TalQual e a Frize se lembrariam de fazer algo semelhante.&lt;br /&gt;Armando Miguel Moreira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7098276521360576334?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7098276521360576334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7098276521360576334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7098276521360576334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-18.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 18'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8853561972689323739</id><published>2007-06-27T23:17:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:19:18.942+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 17</title><content type='html'>Ao ler no site do Público o teor de uma iniciativa deste jornal, fiquei perplexo ao constatar o baixo nível, mau gosto e idiotice de uma tal de votação chamada "Os 7 horrores de Portugal".&lt;br /&gt;Sempre tomei o Público como jornal de referência, isento e rigoroso na abordagem dos conteúdos que fornece ao leitor. No entanto, não posso deixar de demonstrar o meu desagrado quando confrontado com tal iniciativa, ao nível do mais reles pasquim sensacionalista.&lt;br /&gt;É que se trata de uma iniciativa, que além de idiota e inutil, carece de uma base solida e rigorosa na escolha e selecção dos locais a votar. De tão discutíveis que são certos locais, só se percebe que estejam em votação, por razões que a própria razão desconhece.&lt;br /&gt;E neste particular, como Sportinguista e Eborense, sinto-me indignado ao ver o Estádio José de Alvalade XXI no meio desta trampa a que chamam votação. Sinto que a inclusão deste estádio (e porque não o "belo" estádio da Luz, ou outro qualquer??!!) é uma provocação clara e rasteira ao Sporting Clube de Portugal e seus adeptos, tendo bem fresca na minha mente (e provavelmente na mente dos senhores que permitiram uma votação destas) a recente condenação do Público por um tribunal, num processo contra o SCP. Julgava este jornal com padrões de qualidade e isenção mais elevados.&lt;br /&gt;Por último, não posso deixar de contestar a inclusão da Capela dos Ossos nesta votação, pois a avaliar pela fotografia que aparece na votação, o senhor que fez esta escolha conhecerá tanto essa capela como nada, pois a foto refere-se à Igreja de S. Francisco, da qual a dita Capela dos Ossos é anexa do lado direito. Ainda para mais esta escolha não deixa de ser muitíssimo discutível.Em suma, parece-me que o Público deu um enorme tiro no pé ao criar esta iniciativa, pois a mesma carece de rigor, imparcialidade e tem critérios de estética e bom gosto muito discutíveis. Nunca pensei ver este jornal de referência ligado a tão ridícula iniciativa.&lt;br /&gt;Fariam melhor figura se de entre os "7 horrores" estivessem a corrupção, a justiça portuguesa, a politica para o ensino superior, o "Apito Dourado", o (des)ordenamento costeiro, o caso "Portucale", etc, etc... haveria muito por onde escolher!! E aí sim esta seria uma iniciativa original e inteligente.&lt;br /&gt;Um bem haja!&lt;br /&gt;R.M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8853561972689323739?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8853561972689323739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8853561972689323739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8853561972689323739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-17.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 17'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1445424677306782086</id><published>2007-06-27T23:16:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:17:44.776+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 16</title><content type='html'>Bom dia,&lt;br /&gt;Gostaria que me esclarecessem porque está na lista dos horrores de Portugal, um estádio que a UEFA classificou com 5 estrelas?&lt;br /&gt;É de facto uma afronta do Jornal Público para com os sócios e simpatizantes do Sporting Clube de Portugal.&lt;br /&gt;Rui Melo - Sócio SCP&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1445424677306782086?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1445424677306782086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1445424677306782086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1445424677306782086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-16.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 16'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8594531595337636336</id><published>2007-06-27T23:14:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:16:54.982+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 15</title><content type='html'>Acho que acabaram de dar um grande tiro no pé ao colocarem o Estádio José Alvalade entre os horrores de Portugal, misturando clubismo e eventuais disputas que possam ter com o Sporting com esta brincadeira.&lt;br /&gt;Por mim, fiel leitor de há muito tempo do vosso jornal, lamento mas ficaram riscados, ou pedem desculpas na 1ª página ou "Público" nunca mais.&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;A. Dias&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8594531595337636336?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8594531595337636336' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8594531595337636336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8594531595337636336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-15.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 15'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-3140448728948422849</id><published>2007-06-27T23:12:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:14:24.363+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 14</title><content type='html'>Olá Sr. Provedor do Leitor do Público,&lt;br /&gt;Estou a escrever-lhe para fazer notar a minha profunda indignação devido à colocação do "Estádio José de Alvalade" como opção na votação dos "7 Horrores de Portugal" patrocinada ou dirigida pelo vosso jornal.&lt;br /&gt;O Estádio José de Alvalade pertence a uma instituição de utilidade pública chamada "SPORTING CLUBE DE PORTUGAL", instituição essa alvo dos mais variados prémios e honras de estado.&lt;br /&gt;O SCP é o 2º clube com mais títulos no mundo inteiro, dignificando assim o nosso país.O Estádio de Alvalade é considerado como um estádio de Elite para a UEFA, fazendo parte do número restrito de estádios na Europa inteira que pode receber finais europeias (como já aconteceu).&lt;br /&gt;É absolutamente lamentável a colocação do estádio na referida votação, sentindo eu essa colocação como a maior falta de respeito por mim, por todos os sportinguistas e pelo clube que amamos.&lt;br /&gt;Da minha parte e a não ser que exista um pedido de desculpa público e formal da parte do vosso jornal a nós sportinguistas e ao nosso clube, prometo-lhe desde já que hoje foi a última vez que comprei o vosso jornal e que tudo farei com que esta minha indignação chegue ao maior número de sportinguistas para que eles também conheçam o vosso acto lamentável e que também deixem de comprar o vosso jornal.&lt;br /&gt;Não somos 6 milhões, mas se calhar somos os suficientes para provocar mossa nas vossas contas.&lt;br /&gt;Com a mais profunda indignação,&lt;br /&gt;David Almeida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-3140448728948422849?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=3140448728948422849' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3140448728948422849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3140448728948422849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-14.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 14'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-5012060567697739176</id><published>2007-06-27T23:10:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:12:53.288+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 13</title><content type='html'>Exmos Srs.,&lt;br /&gt;Perderam a cabeça de vez?!Como é que podem fazer uma votação dos "7 Horrores de Portugal" onde metem o Oceanário, o Santuário do Sameiro e o Centro Comercial da Mouraria e o Feira Nova de Chelas no mesmo saco?!Desculpem, mas esta ideia só pode sair de uma cabeça demente!Quais os critérios de escolha destes supostos "horrores" ?E já agora se põem o Estádio de Alvalade e o Municipal de Leiria aqui, porque motivo não está o da Luz ou o Bessa? Francamente, nã percebo que jornalismo é este...mudem o nome pra "24 horas!" ou melhor ainda, para o "Fantástico".&lt;br /&gt;Ricardo Vaquinhas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-5012060567697739176?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=5012060567697739176' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5012060567697739176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5012060567697739176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-13.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 13'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6811676078775549041</id><published>2007-06-27T23:09:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:10:32.527+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 12</title><content type='html'>Que falta de imparcialidade, ao colocar o Estádio Alvalade XXI na lista dos 7 horrores!O estádio é lindíssimo, e eu nem sequer sou sportinguista. Considero essa escolha, o reflexo da decisão de um qualquer benfiquista frustrado.&lt;br /&gt;Eu, apesar de ser adepto do Vitória Sport Clube, considero que deveria ser óbvio para qualquer editor, redactor ou provedor, o mau gosto que essa escolha representa. Cada vez mais O Público se cola à imprensa cor-de-rosa, que sobrevive com o sensacionalismo e a venda fácil. Que falta de inteligência! Quando quiserem ir trabalhar ao Estádio Alvalade XXI - esse horror! - talvez lhes fechem a porta! Talvez fosse justo!&lt;br /&gt;João R.T.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6811676078775549041?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6811676078775549041' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6811676078775549041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6811676078775549041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-12.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 12'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-5646517607460051670</id><published>2007-06-27T23:06:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:09:39.613+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 11</title><content type='html'>É absolutamente inconcebível o atentado ao bom nome e dignidade de um clube que só tem de ser respeitado neste país, pelo muito que já fez pelo desporto. Estou a falar como é óbvio das tal votação para a escolha dos 7 horrores, onde se encontra incluído o estádio do SPORTING CLUBE DE PORTUGAL, clube que já fez mais pelo desporto neste país em alguns anos que este jornal para a informação(?) ao público durante toda a sua vida. É claro que quem não anda distraído com estas coisas da informação e desinformação, já entendeu que à inclusão do Estádio de Alvalade no dito lote de construções a serem votadas pelo público como «os sete horrores de Portugal», não é alheio o recente processo em que este jornal foi condenado a pagar uma indemnização ao Sporting, processo este que  pelos vistos ainda não foi bem digerido pelos responsáveis desse pasquim. É curioso como no Fascismo, eram as instituições que amordaçavam e dominavam os órgãos de comunicação social e actualmente são estes que usam e abusam da liberdade que a democracia lhes concede para exercerem estes actos de revanchismo bacoco, infantil e abusivo. Nem sequer a desculpa esfarrapada de que aquela lista obedece a um determinado critério convence quem quer que seja, pois basta passar para o outro lado da 2ª circular e andar algumas centenas de metros no sentido de Sintra, para nos apercebermos aí sim, de um verdadeiro mamarracho de cimento que nem sequer pintado por fora está e que mais faz lembrar uma cesta de pão.&lt;br /&gt;Quem carece de bom senso, não sente preocupação em ferir susceptibilidades alheias e insiste em ganhar nem que seja à traulitada e à cachaporra aquilo que as leis deste país já decidiram, não merece usufruir das liberdades, direitos e garantias de que todos nós fomos credores desde o 25 de Abril e só pode ser tratado como marginal que é, porque foi esse o caminho que escolheu.&lt;br /&gt;A partir deste momento, não se admirem das reacções que o SPORTING e a sua massa adepta venham a tomar face a esta afronta e falta de respeito. Quem só conhece a linguagem da violência e não consegue comunicar por outros meios, merece o mesmo tipo de resposta.&lt;br /&gt;Francisco Armando&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-5646517607460051670?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=5646517607460051670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5646517607460051670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5646517607460051670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-11.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 11'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7441856346016070253</id><published>2007-06-27T23:05:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:06:12.603+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 10</title><content type='html'>Foi com muito desagrado, que ao entrar no site do Público me deparei com uma vergonhosa votação para os horrores de Portugal.&lt;br /&gt;De entre varias obras injustamente seleccionadas está o estádio José Alvalade, que foi seleccionado numa tentativa clara e imoral de provocação.&lt;br /&gt;O Sporting Clube de Portugal é uma instituição que merece respeito, já deu e continua a dar muitas alegrias e prestígio ao país!&lt;br /&gt;O que é que passou pela cabeça das pessoas que decidiram fazer esta idiotice?&lt;br /&gt;Se essa votação for em frente, têm aqui menos um comprador do vosso jornal (já há muita gente a pensar o mesmo) que vai fazer tudo para divulgar esta vergonha entre os sportinguistas para que estes fiquem a saber que tipo de pessoas é que trabalham no jornal!&lt;br /&gt;Espero que os dirigentes do Sporting analisem a situação e avançem para tribunal com mais um processo contra o Público.&lt;br /&gt;Edgar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7441856346016070253?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7441856346016070253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7441856346016070253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7441856346016070253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-10.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 10'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-4503776443447823061</id><published>2007-06-27T23:02:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:05:04.718+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 9</title><content type='html'>Exmo. Sr. Provedor Rui Araújo,&lt;br /&gt;Venho por este meio expressar que me sinto ofendido pelo jornal Público, no que diz respeito a  votação, ou outro nome que aquilo possa ter, relativo a "7 Horrores de Portugal".&lt;br /&gt;Sinto-me ofendido porque o magnífico Estádio do Sporting Clube de Portugal não merece estar ali. É amoral incluírem Alvalade nesta votação, já que os seus principais rivais não têm lá o seu estádio incluido.&lt;br /&gt;É preciso ter sensibilidade e que se perceba que o futebol mexe com reacções muito mais primárias que a simples estética, qualquer adepto de outro clube até pode achar outras das hipoteses levadas a votação mais merecedora que o Alvalade XXI, mas apenas no sentido de achincalhar irá votar no estádio do SCP lógicamente.&lt;br /&gt;O Sporting Clube de Portugal tem mais de cem anos de história, deu a este pequeno país atraves dos seus atletas algumas das maiores alegrias e  maiores feitos que o desporto nacional já viu,penso que não devia ser enxovalhado desta forma.&lt;br /&gt;Como sportinguista só posso deduzir que esta inclusão do estádio do SCP nos "7 Horrores de Portugal", são ainda resquicios de alguma azia devido à acção em tribunal que o jornal perdeu contra o clube, devido mais uma vez à sua animosidade contra o Sporting, por ter noticiado algo que não correspondia à realidade, aquilo a que nos dias que correm se chama uma "inverdade".&lt;br /&gt;Para além deste mail que lhe envio a si, que representa ou deve representar o bastião moral desta publicação, enviei ainda um mail à direcção do clube, no sentido de que os mesmos tomem providências para proibir os jornalistas do Público de entrar num dos nomeados para os "7 Horrores de Portugal" e mais alguma acção que os mesmos achem apropriada.&lt;br /&gt;Grato pela atenção dispensada,&lt;br /&gt;Artur Lélis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-4503776443447823061?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=4503776443447823061' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4503776443447823061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4503776443447823061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-9.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 9'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-238204990358628778</id><published>2007-06-27T23:00:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:02:55.038+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 8</title><content type='html'>Estádio José Alvalade.... um dos nomiados para os 7 horrores de Portuga!!!&lt;br /&gt;Isto só pode ser uma brincadeira ou náo, senhor provedor?&lt;br /&gt;Em que argumentos é que o jornal PÚBLICO se baseia para as suas nomeações?&lt;br /&gt;As 7 maravilhas foram eleitas numa pré-eliminatoria pelos portugueses, agora as 7 horrores foi por quem? Pela Redação maioritáriamente "vermelha" não? Pois, porque o Estádio situado no outro lado da 2ª circular é muito mais atraente! Então aqueles acabamentos em cimento são a última moda da arquitetura paisagística.&lt;br /&gt;É obvio que o Estádio do meu clube vai ficar em primeiro nessa lista, atendendo ao fanatismo clubístico que se vive em Portugal, sem grandes surpresas tanto para mim como para o próprio jornal já que desconfio que foi essa a sua intenção.&lt;br /&gt;Espero que levem a minha crítica em consederação, e espero que o meu clube tome uma posição em relação a esta matéria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. : Não era o SPORTING, aqui há uns tempos atrás que tinha um processo em tribunal contra este mesmo jornal!!??&lt;br /&gt;Desculpe-me dizer isto: mas que jornalismo de baixo nível!&lt;br /&gt;Obrigado,&lt;br /&gt;Gustavo Jorge M.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-238204990358628778?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=238204990358628778' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/238204990358628778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/238204990358628778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-8.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 8'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1157133797397459694</id><published>2007-06-27T22:59:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T23:00:48.859+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 7</title><content type='html'>Exmo Rui Araújo,&lt;br /&gt;Venho por este meio expressar o meu repugno e a minha cólera em relação ao jornal Público, no que diz respeito a um evento ou votação, ou outro nome que aquilo possa ter, relativo a 7 horrores em Portugal.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar considero que estar a erguer tal lista é claramente estar a fazer pouco com as pessoas responsáveis pelos empreendimentos em questão, sejam eles quais forem. Mas o que motiva a minha raiva está relacionado com o magnífico Estádio do Sporting Clube de Portugal. É de muito baixo nível incluírem um recinto como aquele numa votação como esta. O Sporting Clube de Portugal é uma instituição de utilidade pública, com mais de cem anos de história, com provas dadas, com reputação e prestígio; e que não merece de todo ser envergonhado desta maneira.Nenhum Sportinguista pode ficar, nem ficará calado com esta situação, que visa claramente sujar o bom nome do Sporting Clube de Portugal.&lt;br /&gt;Como já disse anteriormente a votação já é de si muito duvidosa, mas para ter um mínimo de imparcialidade devia incluir pelo menos os recintos do "muito amado" Sport Lisboa e Benfica e do Futebol Clube do Porto (não refiro outros porque estes são, naturalmente, os três grandes). Mas o Sporting Clube de Portugal é mal amado por muita gente, incomoda muita gente, e há muita gente que se dá ao luxo de gozar com o seu nome. E isto não pode ser admitido!! Como tal, só posso condenar esta escolha feita por parte dos responsáveis deste jornal, e irei fazer tudo o que está ao meu alcance para que os responsáveis do Sporting Clube de Portugal fiquem ao corrente desta situação e possam inclusive tomar medidas drásticas, sendo que o mínimo que eu considero aceitável é tão simplesmente a proibição de entrada no Estádio de Alvalade aos jornalistas do Público, bem como uma acção em tribunal.&lt;br /&gt;Luís Pinto,Um Sportinguista com orgulho do Estádio do seu Clube!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1157133797397459694?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1157133797397459694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1157133797397459694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1157133797397459694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-7.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 7'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-5227790979352088036</id><published>2007-06-27T22:58:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T22:59:35.098+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 6</title><content type='html'>Boas!&lt;br /&gt;Acho que é vergonhoso o que vocês estão a fazer. Mas vocês têm algum ódio ao Sporting?&lt;br /&gt;Isso chama-se dor de cotovelo. O Sporting como instituição pública merece respeito por o muito que já deu a este país de ignorantes.&lt;br /&gt;Como é possivel porem o Estádio José de Alvalade como uma possibilidade para os 7 horrores do mundo??????&lt;br /&gt;Deixem se de ódios e sejam profissionais.&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;Bruno Guerreiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-5227790979352088036?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=5227790979352088036' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5227790979352088036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5227790979352088036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-6.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 6'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6092155505702824105</id><published>2007-06-27T22:56:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T22:58:40.656+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 5</title><content type='html'>Caro Rui Araújo,&lt;br /&gt;Venho por este meio manifestar a minha indignação pela presença do estádio José  Alavalade, na eleição promovida pelo Publico, dos "7 Horrores de Portugal".&lt;br /&gt;Gostava de saber quais os critérios que levaram o Público a considerar o estádio José  Alvalade para tal eleição quando, por exemplo, em Lisboa existe um estádio chamado da Luz que nem pintura exterior tem apresentando o frio do cimento como um qualquer viaduto.&lt;br /&gt;Em que se baseou a pessoa(s) que fizeram tal lista para escolher o Estádio José  Alvalade  e chamar-lhe horror, com a quantidade de mamarrachos que por aí há plantados, incluíndo na 2ª circular?Isto cheira a tentativa de vingança mesquinha à conta da condenação de jornalistas do Público há uns tempos por terem divulgado notícias falsa e imcompletas lesando o bom nome do Sporting Clube de Portugal.&lt;br /&gt;Será que foram esses jornalistas que elaboraram a lista?&lt;br /&gt;É certo que o Público tem o direito de escolher os horrores de Portugal que quiser sabendo sempre que irá ferir susceptibilidades, mas envolver o Estádio mais bonito de Portugal nisto, cheira a boca largada na tasca enquanto se empurra o coirato com o  tintol.&lt;br /&gt;Perderam um leitor,&lt;br /&gt;Saudações Leoninas,&lt;br /&gt;João Sardinha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6092155505702824105?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6092155505702824105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6092155505702824105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6092155505702824105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-5.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 5'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-4221955979159278287</id><published>2007-06-27T22:54:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T22:56:48.325+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 4</title><content type='html'>O Horror de Portugal&lt;br /&gt;Foi com grande surpresa que constatei esta tarde a existência de uma novidade no Publico.pt que, pelo destaque atribuído, prometia ser notável e inovadora: a votação dos 7 horrores de Portugal.&lt;br /&gt;A surpresa e expectativa rapidamente desapareceu, dando lugar a um desconforto e desilusão.&lt;br /&gt;Descrevo neste texto o que fui sentido, à medida que constatava o maior horror de todos: o estado a que chegou o Público. Mas lá chegaremos.&lt;br /&gt;Ao aceder à infeliz “feature” o leitor dá de caras com uma página pobre, mal preparada, na qual a maioria das fotos não é visível, sendo convidado a escolher os 7 horrores de Portugal. Escolher? Não é bem assim. O que ao leitor é permitido fazer é, desde logo, eleger as suas opções, entre uma selecção previamente preparada. Ora aqui começa a desgraça. Quem escolheu a lista? Ficamos sem saber,  sem qualquer informação. Ao leitor cabe imaginar que poderá ter existido algum “método”. Será esta escolha resultado de uma eleição interna previamente realizada, com seriedade, entre a redacção? Cabe ao leitor supor, já que a informação não é prestada, provavelmente devido às limitações físicas que o comum dos mortais sabe existir numa página html.&lt;br /&gt;1º Erro - O leitor não sabe quem escolheu. E que critérios terão presidido a escolha? Que razões para esta ou aquela selecção? Não é possível facultar. Mais uma vez cabe-nos imaginar. Sonhar. Terá sido à sorte? Será por embirração? A coisa torna-se ainda mais perigosa quando se percebe que a escolha mexe com temas que podem fazer perigar a ambição de um resultado final valorizável e credível, ao entrar pelo "mundo da bola" e colocando sozinho um estádio dos 3 grandes, quando existem mais estádios, mesmo entre os clubes mais representativos, merecedores de igual destaque. Tudo isto é subjectivo? Talvez. Mas omisso e pouco sério é de certeza.&lt;br /&gt;2º Erro - O leitor não sabe o motivo das escolhas.Posto isto, o melhor é clicar nos locais e investigar. Talvez surja um “pop-in” milagroso, que permita encontrar informação que prove que os jornalistas do Público ainda são uma excepção no jornalismo português. Uma ficha do local? Uma sinopse? Comentários? Alguma coisa? NADA. Total ausência de informação que apoie o leitor na sua votação e na sua compreensão do fenómeno jornalístico que acaba de encontrar.&lt;br /&gt;Conclusão?Uma ideia interessante executada por incompetentes. Aquilo que poderia ser uma alavanca de discussão, de debate, de controvérsia fundamentada termina num exercício de mau gosto, de pobreza de execução, indiciando uma falta de seriedade que até agora só encontrávamos em meios de comunicação social não verdadeiramente dignos desse nome.Livro de Estilo?&lt;br /&gt;Está na hora de reflectir num Livro de Competência e Seriedade. Que vos começa a fugir por entre os dedos.&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;Costa Gomes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-4221955979159278287?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=4221955979159278287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4221955979159278287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4221955979159278287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-4.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 4'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7151941077384473552</id><published>2007-06-27T22:53:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T22:54:39.531+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 3</title><content type='html'>Ex.mo senhor provedor,&lt;br /&gt;Venho por este meio mostrar o meu desagrado com a iniciativa “Os 7 horrores de Portugal” que a edição on-line do Público publica em grande destaque na sua homepage.&lt;br /&gt;Apesar de supor que a iniciativa partiu do “Inimigo Público”, não posso deixar de considerar que é de uma tremenda falta de respeito para com os arquitectos que projectaram os edifícios em causa. Se alguns desses provavelmente até acharão a sua piada à iniciativa (Taveira, Cutileiro, entre outros), existirão certamente alguns que verão o seu trabalho desrespeitado.&lt;br /&gt;Numa nota mais pessoal, e que constitui a principal motivação para este meu contacto, não posso deixar de considerar o critério de escolha das nomeações como triste e ao mesmo tempo, hilariante:&lt;br /&gt;- Por um lado, a presença do Estádio José Alvalade na lista, leva-me a crer que o painel que nomeou os edifícios tem uma “costela” um tanto ou quanto facciosa, de outro modo não se compreende como é que o Estádio da Luz (que nunca foi pintado de fora e é um autêntico monumento ao betão) ou o Estádio Municipal de Aveiro (Cujas cores são bem mais aguerridas do que em Alvalade), não estejam presentes na lista.&lt;br /&gt;Do mesmo modo, e graças ao clubismo que se sente em Portugal, estou certo que será um dos eleitos finais, o que deixará uma redacção a rir-se e um povo inteiro incrédulo, porém ciente dos valores seguidos naquela mesma redacção.&lt;br /&gt;uiçá poderei denotar uma certa “azia” perante o desfecho do caso que envolveu o jornal Público e o Sporting Clube de Portugal no passado recente…&lt;br /&gt;- Por outro lado, as nomeações do Edifício Marconi, da sede da CGD ou das Torres de Lisboa, levam-me a crer que, das duas uma, ou existe pouco sentido de apreciação estética no painel seleccionado ou existe simplesmente desconhecimento do que os rodeia. Imagino que para esse painel de pessoas, o colorido bairro das Olaias seja lindíssimo, ou o Centro Comercial de Loures (aquele que tem um sol e uma lua com dimensões capazes de fazer inveja a um mamute), seja uma obra de arquitectura brilhante.&lt;br /&gt;Duvido que este meu e-mail venha mudar qualquer coisa, no entanto que fique registado que existe pelo menos um cidadão português (e potencial cliente do Público) que considera esta iniciativa como lastimável e o critério de escolha como ridículo.&lt;br /&gt;Os melhores cumprimentos.&lt;br /&gt;Filipe d’Aguiar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7151941077384473552?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7151941077384473552' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7151941077384473552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7151941077384473552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-3.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 3'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1558537309205546297</id><published>2007-06-27T22:51:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T22:53:01.447+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 2</title><content type='html'>A colocação do Estádio de Alvalade entre as possiveis opções para os "7 Horrores de Portugal" de muito mau gosto, aliás demonstra uma parcialidade insustentável num jornal nacional.&lt;br /&gt;Espero que retirem o Estádio em questão da lista e que o Sporting Clube de Portugal não deixe passar este episódio infeliz em branco. E acabam de perder mais um leitor (aliás acho que a partir de agora acho que só os 6 milhões de benfiquistas comprarão o vosso jornal, mas penso que seria esse o objecto, vi com esta brincadeira).&lt;br /&gt;Milton Filipe&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1558537309205546297?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1558537309205546297' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1558537309205546297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1558537309205546297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-2.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 2'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6717415864833858404</id><published>2007-06-27T22:48:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T22:51:40.843+01:00</updated><title type='text'>"7 HORRORES DE PORTUGAL" - COMENTÁRIO 1</title><content type='html'>7 horrores de Portugal&lt;br /&gt;Como Jornal conceituado em Portugal, deviam ter vergonha de publicar o Estádio José de Alvalade como "Horror" entre outros.&lt;br /&gt;Mas neste momento falo como indignado Adepto Leonino.&lt;br /&gt;Não vos chegou o processo que tiveram .. querem outro?&lt;br /&gt;Não vão perder pela demora!Sem mais para dizer,&lt;br /&gt;Patrick Silva, Alemanha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6717415864833858404?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6717415864833858404' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6717415864833858404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6717415864833858404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/7-horrores-de-portugal-comentrio-1.html' title='&quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot; - COMENTÁRIO 1'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8919904868210724027</id><published>2007-06-27T22:43:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T22:48:54.538+01:00</updated><title type='text'>NOTA DO PROVEDOR - "7 HORRORES DE PORTUGAL"</title><content type='html'>A iniciativa do PÚBLICO (denominada "7 Horrores de Portugal") motivou inúmeras reacções.&lt;br /&gt;Trata-se de um "concurso".&lt;br /&gt;O provedor não tem competência para se pronunciar sobre concursos.&lt;br /&gt;Transmito todas as críticas à Direcção e ao responsável do PÚBLICO on-line.&lt;br /&gt;Por uma questão de transparência, publico, aqui, todos os comentários, sem excepção.&lt;br /&gt;Solicitei, por outro lado, um esclarecimento à Direcção.&lt;br /&gt;Rui Araújo&lt;br /&gt;Provedor do Leitor do PÚBLICO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8919904868210724027?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8919904868210724027' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8919904868210724027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8919904868210724027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/nota-do-provedor-7-horrores-de-portugal.html' title='NOTA DO PROVEDOR - &quot;7 HORRORES DE PORTUGAL&quot;'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7182183807672040523</id><published>2007-06-26T15:51:00.000+01:00</published><updated>2007-06-26T17:43:21.858+01:00</updated><title type='text'>BIBLIOTECA DE ARÕES - CARTA AO PROVEDOR</title><content type='html'>A Biblioteca de Arões, instalada no Edifício da Sede de Junta da Freguesia de Arões S. Romão, deu os primeiros passos há dois meses atrás.&lt;br /&gt;Trata-se de um espaço nobre, que gostaríamos de tornar atraente para a população e um pólo de leitura fundamental, num concelho e numa terra que se debate com graves índices de iliteracia, como é o concelho de Fafe.&lt;br /&gt;Criámos recentemente um blogue (http://bibliotecadearoes.blogspot.com) e esperamos com ele divulgar nova literatura e novos autores.&lt;br /&gt;Nesse sentido, procuramos junto das editoras, associações locais, jornais e entidades promotoras de publicações a cedência de alguns livros, para que possamos criar um acervo bibliográfico, e a breve prazo proceder ao empréstimo de livros aos utilizadores deste espaço.&lt;br /&gt;Sabemos das dificuldades sentidas por todas as editoras na venda de livros e na manutenção das respectivas estruturas editorais.&lt;br /&gt;Ainda assim, e motivados pelo projecto que queremos estender à população, desafiamo-las a ceder-nos alguns exemplares das vossas publicações, os quais publicitaremos e sobre os quais faremos recensões e sugestões de leitura.&lt;br /&gt;Se tal for possível, e admitindo a melhor atenção para este nosso pedido, poderão responder-nos para o endereço electrónico bibliotecadearoes@gmail.com, ou para Junta de Freguesia de Arões S. Romão, Biblioteca de Arões, Avenida da Torre, 395, 4820 - 758 Arões S. Romão.&lt;br /&gt;Os nossos melhores cumprimentos.&lt;br /&gt;João Ricardo Lopes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7182183807672040523?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7182183807672040523' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7182183807672040523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7182183807672040523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/biblioteca-de-ares-carta-ao-provedor.html' title='BIBLIOTECA DE ARÕES - CARTA AO PROVEDOR'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8460558254816567111</id><published>2007-06-24T01:52:00.000+01:00</published><updated>2007-06-24T02:02:04.249+01:00</updated><title type='text'>ACUSAÇÕES E CASTIGOS MEDIÁTICOS (I)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;CONDENAÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As notícias sobre o julgamento de um militar da Guarda Nacional Republicana motivaram alguns protestos legítimos e pertinentes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Às 17:43 de dia 4 de Junho de 2007, o PÚBLICO on-line publicou a seguinte notícia:&lt;br /&gt;‘&lt;strong&gt;Início da primeira audiência - Serial killer de Santa Comba Dão declara-se inocente em julgamento&lt;/strong&gt;’ (04.06.2007 – 17h43 PUBLICO.PT).&lt;br /&gt;Dispenso-me de invocar normas constitucionais e legais para demonstrar que no direito português vigora o princípio segundo o qual todos são considerados inocentes até que transite em julgado uma decisão judicial condenatória.&lt;br /&gt;A notícia do PÚBLICO viola claramente este princípio ao designar o arguido como ‘&lt;strong&gt;serial killer&lt;/strong&gt;’, na medida em que esta expressão pressupõe estar demonstrada a culpabilidade da pessoa em causa.&lt;br /&gt;Trata-se, portanto, de uma notícia difamatória, que poderá eventualmente consistir em ilícito criminal do jornalista que a escreveu e gerar a sua responsabilidade civil perante a pessoa difamada. Isto para já não falar da responsabilização do próprio jornal, que certamente seria efectivada em países onde a liberdade de imprensa, por ser mais seriamente vista como um direito fundamental, também é seriamente castigada quando é mal usada para violar os direitos fundamentais dos outros.&lt;br /&gt;Mais tarde, praticamente em simultâneo com a publicação de um comentário do leitor A. Pires, de Lisboa, o título da notícia foi alterado, passando a ser o seguinte:&lt;br /&gt;‘&lt;strong&gt;Acusado de assassino em série de Santa Comba Dão declara-se inocente em julgamento&lt;/strong&gt;’.&lt;br /&gt;A hora da notícia, contudo, continuou a ser a mesma (17:43), como se fosse esse o seu teor original. Mais: nenhuma menção se fez à alteração efectuada. O PÚBLICO não admitiu o erro. Pretendeu escudar-se na volatilidade da informação on-line para fazer parecer que nada se tinha passado. Talvez ainda pior: ao alterar o título e simultaneamente publicar o comentário que esteve na origem dessa alteração sem fazer mais comentários, o PÚBLICO podia até fazer parecer que o leitor/comentador que alertou para o erro tinha lido mal a notícia e estava a fazer uma acusação infundada ou mesmo eventualmente mal intencionada.&lt;br /&gt;Simplesmente, o PÚBLICO esqueceu-se de alterar o resto da notícia. Assim, o primeiro parágrafo desta continuou a chamar ‘&lt;strong&gt;serial killer&lt;/strong&gt;’ ao acusado. À hora a que escrevo continua no site, aliás acessível a partir de um ’link’ na página da notícia a que me refiro acima, uma outra cujo título continua a ser ‘&lt;strong&gt;Assassino em série de Santa Comba Dão: ex-cabo da GNR nega crimes e diz que foi coagido pela PJ a confessar&lt;/strong&gt;’.&lt;br /&gt;São agora 20:56 de dia 4 de Junho de 2007. Ignoro se o PÚBLICO on-line continuará a alterar sub-repticiamente os textos das notícias. Quando este e-mail for lido pelo Senhor Provedor não sei mesmo se restará ainda algum vestígio desta espantosa sucessão de atropelos jornalísticos aos direitos fundamentais das pessoas e à inteligência dos leitores. Mas não poderia deixar de transmitir-lhe este desabafo de leitor que, desiludido com a sucessão de coisas deste estilo, passou da versão em papel do PÚBLICO para a versão on-line e que se prepara para renunciar mesmo a essa”, &lt;strong&gt;escreve André Matos, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;’Serial killer de Santa Comba Dão declara-se inocente em julgamento&lt;/strong&gt;’ &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; PÚBLICO, edição online, 4 Junho 2007.&lt;br /&gt;‘&lt;strong&gt;Princípios e normas de conduta profissional:&lt;br /&gt;5 - (...) A necessidade de qualificar acontecimentos, organizações ou pessoas não deve ser confundida com juízos de valor&lt;/strong&gt;’, &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Livro de Estilo (PÚBLICO) Edição de Fevereiro de 1998.&lt;br /&gt;Isto dispensa comentários”, &lt;strong&gt;escreve João Marques, um leitor da Região Administrativa Especial de Macau.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis o comentário (apresentado no PÚBLICO on-line) do leitor A. Pires, de Lisboa:&lt;/strong&gt; “Será jurídica e deontologicamente correcto chamar a alguém ‘serial killer’ antes de essa pessoa ser condenada por sentença transitada em julgado? Não acredito que o autor desta notícia não saiba o que é a presunção de inocência. A incompetência jornalística tem limites e no PÚBLICO estão a ser ultrapassados diariamente. A menos que seja um esforço intencional para se converter num jornal populista de extrema-direita.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As dúvidas e as críticas são acertadas.&lt;br /&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento a António Granado, editor do PÚBLICO on-line.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“O PÚBLICO corrige os seus erros e não insiste neles quando percebe que errou. Essa é a atitude correcta que devia ser sempre seguida por qualquer órgão de comunicação social. Acontece que, ao contrário dos jornais, os meios electrónicos podem fazer essa correcção de imediato. Foi exactamente o que fizemos neste caso, depois da chamada de atenção do leitor. É o que faz a rádio e a televisão todos os dias. Sem necessidade de assinalar a correcção de um noticiário para o outro, corrigindo apenas. No caso do PÚBLICO.PT, não precisamos de escrever outra notícia, até porque, se o fizermos, estamos a deixar na base de dados do jornal uma notícia certa e uma errada o que, dentro de anos, e mesmo actualmente, é extremamente perigoso, pois ficamos sem perceber o que está certo e o que está errado.&lt;br /&gt;Quanto ao comentário do leitor, ele foi erradamente publicado. Aliás, a prática correcta está descrita nos Critérios para Publicação de Comentários, disponíveis em http://www.publico.clix.pt/homepage/site/contactos/criterios/Comentariosartigos.asp : ‘Por regra devem ser publicados os comentários que criticam a nossa abordagem noticiosa. São excepção os casos em que essa crítica se refere a um aspecto que pode e deve ser corrigido (ex.: um erro ortográfico ou em matéria de facto.) Não teria sentido manter o erro na notícia após a sua detecção e não teria sentido publicar o comentário uma vez a correcção realizada.’&lt;br /&gt;Como é evidente do que acabo de dizer, foi um erro chamar ‘serial killer’ ou ‘assassino em série’ ao alegado homicida de Santa Comba e foi um erro não efectuar todas as alterações sugeridas pelo leitor”, &lt;strong&gt;respondeu António Granado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explicações estão dadas: O PÚBLICO errou e reconheceu o erro, mas é importante recordar algumas regras do Livro de Estilo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1- “O direito ao bom-nome e a presunção de inocência até condenação em tribunal são escrupulosamente garantidos nas páginas do PÚBLICO” (Livro de Estilo, página 26).&lt;br /&gt;2- “O PÚBLICO recusa participar em campanhas de descrédito e contra-informação, lesivas dos direitos da defesa ou que tenham como objectivo perturbar a investigação e influenciar quem acusa ou quem julga.” (ibidem, página 26)&lt;br /&gt;3- “As pessoas sob acusação criminal não provada são sempre tratadas como ‘acusadas’ ou ‘suspeitas’ (nenhuma referência deve confundir ‘suspeita’ com ‘culpa’).” (ibidem, página 89).&lt;br /&gt;4- “A função do PÚBLICO não é julgar.” (ibidem, página 26).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Existem, por outro lado,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;“normas constitucionais e legais para demonstrar que no direito português vigora o princípio segundo o qual todos são considerados inocentes até que transite em julgado uma decisão judicial condenatória.”&lt;br /&gt;Os jornalistas não são juízes e muito menos justiceiros. E os factos são sagrados...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O endereço electrónico do provedor é:&lt;/strong&gt; provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8460558254816567111?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8460558254816567111' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8460558254816567111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8460558254816567111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/acusaes-e-castigos-mediticos-i.html' title='ACUSAÇÕES E CASTIGOS MEDIÁTICOS (I)'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1883446914810242394</id><published>2007-06-17T01:31:00.001+01:00</published><updated>2007-06-17T01:45:37.003+01:00</updated><title type='text'>LUGARES COMUNS E OUTRAS BIZANTINICES</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Há problemas muito mais importantes no plano do jornalismo (com repercussões mais graves), mas os pormenores são o tema da crónica desta semana porque a quantidade de erros parece excessiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CHINA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Não lhe tomarei muito tempo, mas não posso deixar de lamentar que o jornal PÚBLICO transforme ignorância em informação pelo dedo de um senhor não identificado que opta por não se centrar na notícia e resolve mostrar a sua ‘coltura’ geográfica-política. Na página 42 da sua edição de Domingo (27 de Maio) o tal senhor escreve na notícia ‘Investimento China aposta no capital de risco’ (linha 8) referindo-se à China como ‘O Império do Sol Nascente’. Eu já sei que ‘os asiáticos são todos iguais’ e que ‘é um ‘lapso’ absolutamente desculpável’ e que ainda ‘isso não tem importância nenhuma’. É claro que confundir a China (o Império do Meio) com o Japão (o tal que é o Império do Sol Nascente) e alguém achar isso uma demonstração de ignorância é ‘fazer uma tempestade num copo de água’ (já agora numa próxima notícia não se esqueça de aconselhar o senhor que escreve a notícia a encaixar em qualquer sítio que ’eles até ficaram de olhos em bico’ e ficará o ramalhete completo), mas num país em que a cultura geral já só se limita ao que se passa nos morangos ou na Floribela, um jornal com a responsabilidade do PÚBLICO deveria e podia fazer mais, não estampando nas suas páginas a ignorância dos seus funcionários, que assim assume como sua também.&lt;br /&gt;Já não me basta ver agentes da autoridade trazer erros ortográficos escritos na farda e nos carros que os transportam (‘POLICIA’ em vez de ‘POLÍCIA’) tenho também de me deparar com um jornal de referência que se faz eco da mediocridade cultural em que este país mergulhou os seus cidadãos. Eu sei que posso deixar de comprar o seu jornal e assim privar-me de ler estas coisas, mas preferia que fossem os senhores a mudar. E eu já podia ler o jornal sossegado”, &lt;strong&gt;escreve Mário Silva, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O artigo suscitou mais uma crítica.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Quando um jornal da suposta qualidade do PÚBLICO já deixa passar erros em expressões que costumavam ser lugares comuns, isto está pior do que eu pensava. Então o ‘Império do Sol Nascente’ é a China?(...)”, &lt;strong&gt;escreve Ferreira Grande, um leitor de Sintra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos e as perguntas são pertinentes.&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;É desnecessário epilogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ITÁLIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Leitor diário do jornal de referência absoluta em Portugal, foram já, seguramente, várias as vezes com que me deparei com incorrecções relativamente à forma como a região italiana da Toscana é referida. Tal aconteceu, uma vez mais, na página 14 do suplemento ‘Fugas’ do passado Sábado (9/6/2007), onde, apesar de ali ter feito uma viagem ‘única e inesquecível’, um leitor convidado a referiu como ‘Toscânia’. Será que um editor com um mínimo de conhecimentos de geografia (e, porque não, de História?) não poderia ter detectado esta absolutamente inadmissível falha?”, &lt;strong&gt;escreve João Chambers, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;/strong&gt;Toscânia&lt;strong&gt;” ou “&lt;/strong&gt;Toscana&lt;strong&gt;”?&lt;br /&gt;A introdução do artigo (elaborada pelo PÚBLICO) confunde ainda mais os leitores:&lt;/strong&gt; “O leitor Nuno Abreu escreve sobre a bela Florença, deixa algumas sugestões e explica por que razão uma visita à capital da Toscânica perdura para sempre na memória”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afinal em que ficamos?&lt;/strong&gt; “Toscânia” &lt;strong&gt;(como escreve o autor do artigo),&lt;/strong&gt; “Toscânica” &lt;strong&gt;(como escreve o PÚBLICO na introdução)&lt;/strong&gt; ou “Toscana” &lt;strong&gt;(como escreve o leitor João Chambers)?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Toscânia” &lt;strong&gt;é a formulação adoptada pelas Nações Unidas (ex. UNICEF), Comissão das Comunidades Europeias, ministérios portugueses (ex. ministério da Cultura, ministério da Agricultura), Governos Regionais (ex. Açores), câmaras municipais (ex. Horta), universidades (ex. Universidade Técnica de Lisboa, Universidade da Madeira), empresas, alguma imprensa (ex. PÚBLICO, Expresso, Diário de Notícias, Jornal de Notícias), etc.), mas isso não significa nada.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Toscânica” &lt;strong&gt;poderá ser&lt;/strong&gt; “Tošćanica”, &lt;strong&gt;na Federação da Bósnia e Herzegovina.&lt;br /&gt;Os principais dicionários portugueses apenas mencionam a existência de &lt;/strong&gt;“Toscana”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O “Prontuário Ortográfico e Guia da Língua Portuguesa” (de Magnus Bergstrom e Neves Reis, Editorial Notícias, 12ª edição) só cita &lt;/strong&gt;“Toscana”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Livro de Estilo do PÚBLICO refere centenas de topónimos estrangeiros, mas omite o da região italiana.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Toscana” &lt;strong&gt;é a formulação correcta.&lt;br /&gt;Os reparos do leitor João Chambers são, portanto, pertinentes.&lt;br /&gt;É um pormenor, mas o provedor não entende como é possível atribuir no mesmo artigo dois nomes&lt;/strong&gt; (“Toscânica” &lt;strong&gt;e&lt;/strong&gt; “Toscânia”) &lt;strong&gt;a uma única região.&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PORTUGAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“É perfeitamente lamentável que o PÚBLICO defina a localidade do Pomarão como uma localidade do ‘nordeste algarvio’. Antes de se tecerem tais afirmações convém ter ‘o trabalho de casa’ em dia. Pede-se mais rigor científico e profissional por favor”, &lt;strong&gt;escreve Tânia Fortuna.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis o texto em causa (edição impressa de 6/5/2007):&lt;/strong&gt; “’Basta pegar num barco e atravessar o rio, em Alcoutim ou no Pomarão [povoações do nordeste algarvio], para entrar livremente em Espanha’, disse.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O reparo é pertinente.&lt;br /&gt;Pomarão pertence ao Distrito de Beja, Concelho de Mértola e Freguesia de Santana de Cambas.&lt;br /&gt;O texto é da agência noticiosa LUSA, mas o PÚBLICO reproduziu o erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAIS PORTUGAL&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Caro amigo provedor (permita-me tratá-lo assim, pois um provedor só pode ser um amigo do leitor e um amigo do jornal, por consequência): Tenho notado que quando se referem ao ‘Desportivo das Aves’ lhe atribuem a denominação de ‘minhoto’.&lt;br /&gt;Vila das Aves é uma freguesia do concelho de Santo Tirso (distrito do Porto). Encontra-se (para quem ainda se lembra da Geografia de Portugal) na chamada região do Douro Litoral, composta apenas por este mesmo distrito do Porto.&lt;br /&gt;O clube faz parte da Associação de Futebol do Porto e não das associações minhotas de futebol (Braga e Viana do Castelo).&lt;br /&gt;Seria bom que um jornal de referência tivesse mais cuidado e fosse mais rigoroso quando se refere à zona onde se situam os clubes”, &lt;strong&gt;escreve Miguel Ângelo Almeida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos são pertinentes.&lt;br /&gt;O PÚBLICO on-line, por exemplo, reproduziu os seguintes despachos da agência LUSA:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;1- “Ao contrário do que foi noticiado na semana passada, a direcção do clube minhoto...” &lt;strong&gt;(17/2/2007 – 19h31)&lt;/strong&gt;;&lt;br /&gt;2- “O presidente do Desportivo das Aves, Joaquim Pereira, está optimista para a deslocação da equipa minhota ao estádio do... (...)&lt;br /&gt;O presidente do Aves vê boas hipóteses de permanência dos minhotos no principal escalão...” &lt;strong&gt;(16/5/2007 – 21h28)&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vila das Aves pertence, hoje, ao concelho de Santo Tirso, distrito do Porto.&lt;br /&gt;A LUSA errou e o PÚBLICO on-line não corrigiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;O rigor e a exactidão são essenciais, mas alguns editores e jornalistas do PÚBLICO parecem esquecê-lo. É a única explicação plausível para tantos erros crassos, mas que não passam de pormenores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NOTA 1&lt;br /&gt;A última crónica do provedor (“O melhor jornal da Paróquia”) sobre a proliferação de anglicismos nas páginas do PÚBLICO suscitou duas reacções.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Nem de propósito: na mesma edição em que o Provedor publica uma crónica sobre o uso exagerado de estrangeirismos, eis que o ‘P’ utiliza mais um, desta vez como chamada na primeira página.&lt;br /&gt;Só que... está mal escrito!&lt;br /&gt;Se abusar dos estrangeirismos já é mau, então escrevê-los de forma errada...&lt;br /&gt;(Ver chamada de 10/06/07: ‘Gato Fedorento - Hoje à noite há despedida com streep-tease’ [sic])”, &lt;strong&gt;escreve o leitor Albano Assunção.&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O provedor diria&lt;/strong&gt; “strip tease”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os estrangeirismos proliferam. E, por vezes, não correspondem a nada.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NOTA 2&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“A propósito da carta enviada ao Provedor do Leitor pelo leitor Orlando Simas sobre ‘a abusiva utilização de estrangeirismos’, gostaria de esclarecer que no texto que enviei para o PÚBLICO a expressão ‘contervailling powers’ estava entre aspas embora no texto publicado, no dia 7 de Junho, estas tenham desaparecido”, &lt;strong&gt;escreve Constança Cunha e Sá, autora de um dos textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ausência das aspas é um detalhe. A expressão&lt;/strong&gt; “‘contervailling powers’ &lt;strong&gt;(tal como escreve Constança Cunha e Sá) é incorrecta. O termo correcto é:&lt;/strong&gt; “countervailing powers”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O endereço electrónico do provedor é:&lt;/strong&gt; provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1883446914810242394?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1883446914810242394' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1883446914810242394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1883446914810242394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/lugares-comuns-e-outras-bizantinices.html' title='LUGARES COMUNS E OUTRAS BIZANTINICES'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1703341194849307593</id><published>2007-06-10T01:17:00.000+01:00</published><updated>2007-06-10T01:20:56.118+01:00</updated><title type='text'>“O MELHOR JORNAL DA PARÓQUIA”</title><content type='html'>“Os leitores do PÚBLICO dirigem-se frequentemente a V. Exª. criticando (com razão) a excessiva e abusiva utilização de estrangeirismos, nomeadamente anglicismos, nas páginas do jornal. Insisto no mesmo assunto, embora sem bater mais no ceguinho (jornalistas do PÚBLICO). Prefiro tomar como alvo doutos opinadores. No seu bis sobre a imprensa militante (matéria em que deve ser especialista), o Doutor Vital Moreira perora sobre ‘checks and balances’ e ‘veto powers’, talvez arrastado pelo entusiasmo que actualmente desperta entre nós a língua de Tony (e de George, não esqueçamos). Mas o distinto Professor de Direito mostrava claramente a sua inexperiência nas línguas estrangeira ocidentais quando escreveu, na sua primeira arremetida contra a Imprensa Militante, ‘contervailing powers’. Embora o primeiro vocábulo (contervailing) não exista, já fez escola. Em resposta ao Catedrático Coimbrão, a Dra. Constança Cunha e Sá faz uso do mesmo vocábulo, sem aspas nem comentários. A menos que se trate de arreliadora gralha do PÚBLICO digital (5 de Junho de 2007), apetece dizer que se não conseguem resistir à utilização de anglicismos, ao menos usem-nos correctamente.&lt;br /&gt;Em jeito de despedida, cumpre dizer que, apesar de alguns disparates, continua a ser o melhor jornal da ‘paróquia’”,&lt;strong&gt; escreve Orlando Simas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os reparos são pertinentes.&lt;br /&gt;É provável que “contervailing” (em vez de “countervailing”) seja apenas o resultado de uma arreliadora gralha, mas as aspas eram necessárias.&lt;br /&gt;O termo “Countervailing Power” (à semelhança de "affluent society," ou de "conventional wisdom", por exemplo) é atribuído ao diplomata e economista iconoclasta John Kenneth Galbraith (falecido em 2006).&lt;br /&gt;Seja como for, há estrangeirismos a mais nas páginas do PÚBLICO.&lt;br /&gt;E os erros de Português sucedem-se...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Vezes sem conta tenho anotado, bem como alunos meus, incorrecções graves na escrita do português, em notícias do jornal ‘PÚBLICO’, e porque começo a recear que o erro ortográfico se esteja a institucionalizar, fruto de uma nova pedagogia da educação, alerto para o anúncio de ‘Ípsilon, sexta-feira, 25’, na última página da edição de domingo, 20 de Maio, em que se escreve, e transcrevo, ‘Já estivémos todos em África – escritores, realizadores, documentaristas portugueses falam da sua relação com África’. Obviamente que o erro está na acentuação do primeiro verbo. Lendo um jornal com sucessivos erros ortográficos, agora que os media intervêm, ultrapassando os textos literários, na sala de aula e em manuais, os alunos criarão em si a incerteza sobre quem tem razão: o professor ou o jornalista? E desta situação eu tenho experiência, porque já fui questionada sobre uma palavra que corrigira (estás e não ‘tás’, como o aluno supunha escrever-se, porque também a vira assim escrita num anúncio publicitário). Que se lembrem as palavras de Bernardo Soares: ‘A ortografia também é gente’, porque é balsâmica e muito formativa a convivência com o texto literário”, &lt;strong&gt;escreve Maria do Carmo Vieira, professora na Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reparo é pertinente, obviamente. É lamentável o erro não ter sido detectado por ninguém. O anúncio é uma iniciativa do próprio PÚBLICO e teve honras de última página...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“O erro está na acentuação do verbo estar, sim. A forma verbal ‘estivemos’ é a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo, que não é acentuada. A regra geral é a seguinte: as palavras graves não levam acento gráfico. As palavras graves acentuadas são excepções: e há-as por diversos motivos, mas não é o caso.&lt;br /&gt;A colocação incorrecta do acento aconteceu certamente por analogia com a primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo dos verbos regulares da primeira conjugação, ou seja, dos verbos terminados em –ar no infinitivo (falámos, convidámos, apanhámos, colocámos, etc.), que leva acento, distinguindo-se, assim, da primeira pessoa do plural do presente do indicativo (falamos, convidamos, apanhamos, colocamos). Ora o verbo ‘estar’ é irregular e, nele, o acento não é necessário, pois as formas do presente e do pretérito são diferentes: ‘nós estamos’, ‘nós estivemos’”, &lt;strong&gt;esclareceu Maria Regina Rocha, professora de Português e consultora do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A edição electrónica de hoje, 15 de Maio, publica um texto de Jorge Heitor com o título ‘Soldados mortos no fim de reunião destinada a travar combates entre forças paquistanesas e afegãs’.&lt;br /&gt;Achei interessante procurar perceber porque é que era notícia um caso em que ‘o cão mordeu o homem’, uma vez que se a reunião se destinava a ‘travar combates’, nada mais natural do que haver ‘soldados mortos’.&lt;br /&gt;Só percebi ao ler a notícia que o jornalista usava a expressão para dizer o oposto do seu significado habitual, isto é, combater.&lt;br /&gt;É que, se a palavra ‘travar’ isolada significa, de facto, ‘fazer abrandar’ ou ‘refrear’, a expressão ‘travar combate’ significa ‘iniciar ou começar um combate’.&lt;br /&gt;Com o mesmo sentido, usa-se em ‘travar amizade’ ou ‘travar conhecimento’.&lt;br /&gt;Mais um exemplo da degradação do português (?) utilizado nos jornais ‘de referência’(?!)”, &lt;strong&gt;escreve António Dias.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O reparo do leitor de Lisboa é pertinente, mas é importante explicitar o seguinte:&lt;br /&gt;1- A notícia não contém a expressão “travar combates”.&lt;br /&gt;2- Os títulos são elaborados e/ou escolhidos pelos editores ou o director de fecho.&lt;br /&gt;3- Jorge Heitor não é o responsável por este erro.&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“O verbo travar assume diversos significados. É muito vulgar a sua utilização com o significado de ‘diminuir ou fazer cessar um movimento’, ‘prender com um travão’, mas também tem, entre outros, o significado de ‘principiar, encetar, entabular, começar’ (travar conversa, amizade, conhecimento com).&lt;br /&gt;E utiliza-se especificamente nas expressões ‘travar o combate’, ‘travar a batalha’, ‘travar uma contenda’, “travar a luta”, construindo, nestas expressões, o sentido de combater, pelejar. Aliás, o próprio termo ’travar’ isolado também tem o significado de lutar, combater, de que são exemplo as seguintes abonações (Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira): ‘ … os israelitas aqui com os romanos se travaram, e, de tal maneira, que de mui longe se ouvia o encontro das armas’, Samuel Usque, Tribulações de Israel, II, pág. 20; ‘Reclamando então as espadas… saíram para o horto e travaram-se valentemente’, Coelho Neto, Apólogos, pág. 209”,&lt;strong&gt; esclareceu a professora Maria Regina Rocha, do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DANIEL SAMPAIO E O “BULLYING”&lt;br /&gt;O psiquiatra e escritor Daniel Sampaio contesta uma opinião do provedor.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“(...) O leitor Manuel Costa protesta com o uso do termo ‘bullying’, afirmando que ‘o recurso a estrangeirismos é justificável quando não existe uma expressão equivalente em Português’.&lt;br /&gt;Ora o problema é mesmo esse: não existe termo português com significado sobreponível, pelo que a sua conclusão de que o ‘reparo é pertinente’ não está correcta.&lt;br /&gt;Com pena verifico que não leu a minha crónica na ‘Pública’ sobre o assunto. Lá também lamento que não se use um termo português, mas chego à conclusão que este não existe. As traduções de ‘intimidação’ (como propõe Manuel da Costa), provocação ou de vitimização não são válidas, porque o que caracteriza o bullying é a humilhação sistemática, organizada e territorial, de uma pessoa ou grupo de pessoas (os agressores) para com uma pessoa ou grupo de pessoas (as vítimas), perante outros que nada fazem (as testemunhas, para não utilizar outro anglicanismo, os ‘bystanders’). Bullying significa sempre terror, controlo territorial e humilhação sistemáticos, feito por um mais forte em relação a um mais fraco (por ser menos musculado, de outra etnia ou de diferente orientação sexual). Eu posso ‘intimidar’ e não fazer bullying: quando digo uma piada sobre um colega, este pode ficar intimidado; mas eu posso dar conta disso, pedir desculpa e não voltar ao mesmo, aceitando que o colega, logo a seguir, me faça também alvo do seu gozo. Este comportamento só passa a ser bullying se eu não tiver o sentido do dano que provoquei no outro e, sem arrependimento, continuar a humilhá-lo.&lt;br /&gt;Penso que estes exemplos mostram bem que o bullying é um conceito sobre um comportamento, e não apenas uma palavra a traduzir. À falta de melhor, temos de continuar com o estrangeirismo”, &lt;strong&gt;escreve Daniel Sampaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor considera que uma notícia deve ser rigorosa, completa e clara.&lt;br /&gt;Muitos leitores desconhecem o significado da palavra “bullying”.&lt;br /&gt;Assim sendo, o jornalista, ao optar pelo recurso ao anglicismo, devia ter explicado o respectivo conceito (em nome da clareza), mas não o fez&lt;br /&gt;Para o “The New Lexicon - Webster’s Dictionary” da língua inglesa, “bully” quer dizer “someone who enjoys oppressing others weaker than himself” (“alguém que aprecia oprimir os mais fracos”, tradução do provedor). De acordo com a mesma obra de referência, “Bullying” é um tempo verbal.&lt;br /&gt;Em Portugal, o vocábulo “bullying” é pouco menos que uma nebulosa.&lt;br /&gt;O reparo do leitor Manuel da Costa continua, portanto, a ser pertinente, porque a generalidade dos leitores do PÚBLICO não tem sobre a matéria a bagagem científica que se reconhece ao Professor Daniel Sampaio. E, por outro lado, nem toda a gente domina a língua de Shakespeare (e do prosaico Bush)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endereço electrónico do provedor é:&lt;/strong&gt; provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1703341194849307593?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1703341194849307593' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1703341194849307593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1703341194849307593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/o-melhor-jornal-da-parquia.html' title='“O MELHOR JORNAL DA PARÓQUIA”'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-814673989911912650</id><published>2007-06-03T01:36:00.000+01:00</published><updated>2007-06-03T01:38:30.009+01:00</updated><title type='text'>MODAS &amp; IGNORÂNCIA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O Livro de Estilo do PÚBLICO é peremptório&lt;/strong&gt; (“anglicismos – deve-se evitá-los quando há o termo equivalente em Português: antecedentes ou enquadramento, em vez de background; finta, em vez de dribbling; meios de comunicação social, em vez de mass media...”), &lt;strong&gt;mas a língua de William Shakespeare (e do prosaico George W. Bush) está a invadir as páginas do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FEEDBAK&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Alguns portugueses queriam ser americanos, mas o Tio Sam ainda não pôs mais uma estrela na sua bandeira. Limitam-se a imitá-los. Até o PÚBLICO tem uma secção chamada ‘feedback’.&lt;br /&gt;Não basta o Zé dos Santos com o seu ‘NEW YORK’. É triste que uma língua tão rica seja ultrapassada. É a minha convicção”, &lt;strong&gt;escreve o leitor cibernauta zevintem@...fr.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O reparo é pertinente.&lt;br /&gt;A denominação&lt;/strong&gt; (“feedback”) &lt;strong&gt;adoptada pelo PÚBLICO on-line (http://ww2.publico.clix.pt/ – secção “COMUNIDADE”, na parte inferior da coluna dos “CANAIS”) é infeliz. Existem alternativas em Português: “reacções” é uma delas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BULLYING&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Acho lamentável que na notícia com o título ‘DREN propõe mandar professores a casa de criança de Rio Tinto vítima de bullying’, publicada no vosso serviço ‘Última hora’ (e na edição impressa de 24 de Maio, Caderno P2, página 8, nota do provedor), tenham tido a necessidade de recorrer ao estrangeirismo ‘bullying’. O recurso a estrangeirismos é justificável quando não existe uma expressão equivalente em Português, embora nesse caso sugira que seja explicado esse estrangeirismo em Português. Mas neste caso em particular não me parece ser esse caso, acho que se poderá falar em ‘vítima de intimidação’”, &lt;strong&gt;escreve Manuel Costa, um leitor da Damaia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reparo é pertinente.&lt;br /&gt;O provedor considera a opção do PÚBLICO infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BILLIONS&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“No PÚBLICO de 22 de Maio de 2007 surgiu uma notícia denominada ‘Biliões de cigarras vão voltar a atacar nos EUA’. Encontrei na Internet uma notícia da Associated Press (http://news.yahoo.com/s/ap/20070520/ap_on_re_us/cicada_invasion) que me elucidou melhor sobre este assunto. O que me chamou a atenção foram os ‘biliões’ presentes no título e na notícia do jornal, traduzido directamente do ‘billion’ americano como pude comprovar.&lt;br /&gt;Mais uma vez existe falta de rigor por parte do PÚBLICO: um milhar de milhões é muito diferente do milhão de milhões.&lt;br /&gt;Eis o que diz o Livro de Estilo do PÚBLICO sobre este assunto: “bilião — Um milhão de milhões, em português. N.B. — Atenção que nos EUA, Brasil e outros países americanos um bilião são mil milhões e ao que na Europa ocidental é bilião chamam eles ‘trilião’. Na Europa, pôs-se fim à anarquia que reinou durante décadas, com ‘bilião’ a significar indistintamente mil milhões ou um milhão de milhões, na 9ª Conferência Internacional de Pesos e Medidas, em 1948. Nas línguas francesa, inglesa, italiana, alemã e neerlandesa, pelo menos, existe mesmo um vocábulo que designa os milhares de milhões (‘milliard’, fr. e ing.; ‘miliardo’, it.; ‘milliarde’, al.; ‘miljard’, neerl.). Cf. números.’”, &lt;strong&gt;escreve José Paulo Andrade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reparo do leitor do Porto é pertinente.&lt;br /&gt;O despacho da agência noticiosa norte-americana Associated Press foi mal traduzido.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“O que o leitor escreveu, citando o Livro de Estilo do ‘PÚBLICO’, está certíssimo. O ‘billion’ nos EUA (como no Brasil) não tem o mesmo valor que em Portugal (bilião = um milhão de milhões)”, &lt;strong&gt;confirmou Maria Regina Rocha, professora de Português e consultora do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;Há, por outro lado, jornalistas que revelam uma notória falta de cultura.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BRITTANY&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Na edição em papel de 5 de Maio de 2007 do jornal do qual V. Exa. é Provedor, na página 17 em caixa relativa à candidata à presidência da República Francesa Ségolène Royal refere-se a uma afirmação desta efectuada na região (presume-se francesa) de Brittany (noroeste).&lt;br /&gt;Brittany (ou French Brittany) é o nome (e a grafia) da região francesa da Bretanha (em francês Bretagne). Ou seja, o jornal PÚBLICO referiu-se num texto em português a uma região francesa usando uma grafia inglesa.&lt;br /&gt;Assim, só posso concluir que:&lt;br /&gt;1. foi utilizado um texto original de agência escrito em inglês, não tendo sido traduzido para português o nome de uma região francesa.&lt;br /&gt;2. que quem escreveu o texto em caixa em questão não sabe quais são as regiões de França, qual o seu nome em português, nomeadamente uma das regiões mais históricas, como é o caso da Bretanha.&lt;br /&gt;3. que quem escreveu o texto em caixa em questão acha normal que uma região francesa tenha a mesma grafia em inglês, francês e português (o que não é o caso da Bretanha).&lt;br /&gt;4. que quem escreveu o texto em caixa em questão possui um nível muito fraco de conhecimento de língua e cultura francesa, bem como um nível muito fraco de conhecimento de geografia internacional em língua portuguesa.&lt;br /&gt;5. que para um jornal de referência como o de V. Exa. é estranho que alguém com tais deficiências culturais escreva o texto de um artigo com a importância do mencionado.&lt;br /&gt;6. que ninguém efectuou um mínimo trabalho de edição do artigo em questão (ou que então possui as mesmas deficiências culturais do autor do artigo).&lt;br /&gt;Creio que se tratou apenas de um infeliz lapso. Mas este tipo de lapsos permite conclusões como as anteriores que um jornal com o de V. Exa. (o qual leio desde o primeiro número) não se pode permitir”, &lt;strong&gt;escreve Nelson Manuel Ferreira Fernandes Rosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos do leitor são pertinentes.&lt;br /&gt;Eis o artigo em causa:&lt;/strong&gt; “’Escolher Nicolas Sarkozy será uma escolha perigosa’, afirmou Royal à rádio RTL. ‘É minha responsabilidade hoje alertar as pessoas para o risco desta candidatura e relação à violência e brutalidade que cairá sobre o país’ se Nicolas Sarkozy vencer as presidenciais. Royal fez esta afirmação na última visita de campanha à região de Brittany (noroeste)”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Brittany” corresponde a “Bretanha”.&lt;br /&gt;A notícia de 12 linhas contém ainda uma gralha:&lt;/strong&gt; “(...) alertar as pessoas para o risco desta candidatura e relação”... &lt;strong&gt;A formulação correcta era “em relação”, obviamente.&lt;br /&gt;É desnecessário questionar o resto da prosa (sem assinatura)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O endereço electrónico do provedor é o seguinte:&lt;/strong&gt; provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-814673989911912650?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=814673989911912650' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/814673989911912650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/814673989911912650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/06/modas-ignorncia.html' title='MODAS &amp; IGNORÂNCIA'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-3531230260827822454</id><published>2007-05-27T01:27:00.000+01:00</published><updated>2007-05-27T01:29:06.825+01:00</updated><title type='text'>P COMO PUBLICIDADE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um anúncio “especial” suscitou alguns protestos.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O que se passa com o PÚBLICO? Para além dos erros de ortografia, sintaxe e imprecisões nas notícias (que ocorrem com demasiada frequência) conseguiram sobrepor publicidade às notícias: colaram um 'post-it' de publicidade a uma empresa em pleno texto de uma notícia na 1ª página (5 de Maio)”, &lt;strong&gt;escreve Maria Amélia Figueiredo Dias.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Quando adquiri o PÚBLICO no meu fornecedor habitual, verifiquei que na página frontal havia um papel branco colado. Admiti que tal era devido à incúria do dono do quiosque. Interrogado este, mostrou-me que todos os exemplares do PÚBLICO estavam nas mesmas condições.&lt;br /&gt;Procurei retirá-lo com todo o cuidado para não prejudicar a integridade do texto por baixo. Não fui bem sucedido.&lt;br /&gt;Protesto energicamente contra esta manifestação de arranjar receita por qualquer preço, neste caso, a expensas dos leitores que tendo pago o jornal para poderem ler TUDO O QUE LÁ ESTÁ se vêem impedidos, parcialmente, devido a esta iniciativa.&lt;br /&gt;Onde anda a ética do PÚBLICO? Qual a sua razão moral para fazer as denúncias que tem trazido ao conhecimento dos leitores ultimamente?”, &lt;strong&gt;escreve Manuel Joaquim Poças.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Foi com espanto que hoje, chegado a casa, tirei de um saco de plástico o ‘PÚBLICO’ e vejo colado na primeira página um papel branco 7x7 com os dizeres ‘Consulting by Deloitte’ e depois, com letras mais pequenas, ‘Deloitte Consultores, S.A.’.&lt;br /&gt;O famigerado papel branco estava (está, porque não consigo tirá-lo sem rasgar o jornal) a meio caminho entre o título principal do jornal e a fotografia que ilustra as eleições francesas.&lt;br /&gt;Não sou contra a publicidade nos jornais – ajuda à sua imprescindível sustentabilidade – mas, com franqueza, há publicidade e há publicidade.&lt;br /&gt;Não me parece que um jornal da estirpe do ‘PÚBLICO’ seja o melhor receptáculo para este tipo estúpido de publicidade, invasor dos mais elementares direitos do leitor e que, neste caso, se resumem, muito simplesmente, à básica leitura da primeira página do jornal. Para isso, desembolsei 1,25 € (mais 3,90 €, porque também comprei o disco).&lt;br /&gt;Só tive pena de ter verificado esta ofensa horas depois de ter adquirido o jornal. A alternativa seria então a sua devolução imediata e a compra de um outro”, &lt;strong&gt;escreve Luís Pinheiro de Almeida.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Parece inverosímel mas é verdade: a edição do jornal ‘PÚBLICO’, trazia na 1ª página um auto-colante de publicidade ‘Consulting by Deloitte’, colado exactamente sobre a notícia ‘Operação Furacão apanha Licínio Bastos’.&lt;br /&gt;Já é mau pormos um auto-colante na 1ª página do jornal, mas em cima de uma notícia é péssimo. Efectivamente não encontraram outro espaço. Poderiam ter colado sobre o logotipo do jornal, p. exemplo, afectava menos os leitores.&lt;br /&gt;Eu compreendo a necessidade de gerar receitas mas não a qualquer preço, isto é, com prejuízo dos leitores de um jornal que eles pagam”, &lt;strong&gt;escreve António Sales.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Essa de colar um papel com publicidade a uma tal ‘Deloitte’ (que certamente pagou bem) é ideia peregrina e que julgava incompatível com um jornal como o PÚBLICO, pelo menos nos termos em que foi feita.&lt;br /&gt;O dito papel, colado sobre grande parte do texto de uma das notícias de 1ª página (‘Financiava PS...’), sem a elegância de um ‘post it’ (que descola suavemente, sem deixar marcas e sem rasgar o papel do jornal), impossibilitou-me de ler o referido texto.&lt;br /&gt;É certamente uma insignificância. Apesar disso, questiono-me se para o PÚBLICO é mais importante a notícia que publica e a efectiva leitura da mesma pelas pessoas que regularmente adquirem o jornal ou se tem maior importância a publicidade bacoca que colam sobre esse texto e de forma tal que não dá sequer para descolar...”, &lt;strong&gt;escreve Joaquim Pinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento ao director.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O Livro de Estilo do PÚBLICO dispõe, no seu ponto 118, que ‘a primeira e última páginas do 1º caderno só poderão incluir manchas publicitárias de canto ou rodapé, salvo circunstâncias ou contratos especiais’.&lt;br /&gt;Apesar de escrito antes da remodelação gráfica, esta não só respeitou como reforçou estas limitações, designadamente ao passar o anúncio colocado por cima do logótipo para a parte inferior da capa do jornal.&lt;br /&gt;Desde a remodelação gráfica esta foi a primeira vez que a direcção comercial propôs à direcção editorial um ‘contrato especial’ para um só dia.&lt;br /&gt;Porquê? Porque, como nos explicou a direcção comercial, ‘este tipo de publicidade representa uma tendência enquadrada em formato inovadores de grande impacto que tem sido seguida pela generalidade dos jornais a nível internacional’, o que corresponde à verdade como eu mesmo tenho verificado enquanto leitor da imprensa internacional de referência (posso citar dezenas de exemplos). Mesmo assim esse exemplo internacional não seria suficiente se entendêssemos que constituía uma violação grosseira dos nossos princípios. Mesmo sendo o mercado publicitário cada vez mais competitivo e intrusivo, cabia saber se se enquadrava no ponto 112 do Livro de Estilo: ‘o PÚBLICO considera os seus anúncios como parte do conjunto de informações que os leitores procuram todos os dias nas suas páginas, mas não subordina o interesse jornalístico ao interesse publicitário de anunciantes ou afins’.&lt;br /&gt;Neste caso isto foi feito com especial cuidado pois é a segunda vez que um anunciante utiliza a forma de autocolante para ganhar relevo na primeira página. Nessa primeira vez constatámos que a cola utilizada era muito forte e, em muitos casos, rasgava a capa do jornal. Por isso uma das condições que a direcção editorial colocou foi a utilização de uma cola mais fraca, semelhante à que noutros jornais não lhes rasga o papel. Uma segunda condição foi que a data de saída do anúncio fosse combinada para que, tendo o jornal de fechar mais cedo a edição, isso não prejudicasse o seu conteúdo informativo. Finalmente ficou combinado que, no próprio dia, com a primeira página já desenhada, se escolheria o melhor local para colocar o autocolante por forma a prejudicar o menos possível uma leitura global da capa. O director responsável pelo fecho recomendou então que fosse colocado em parte sobre o texto da manchete, em parte sobre a fotografia, localização que permitia a leitura de todos os títulos e comprometia menos a mancha gráfica, não havendo também qualquer possibilidade de confusão sobre tratar-se de um anúncio, algo que podia suceder se fosse colocado sobre o logótipo, conforme sugeriram alguns leitores.&lt;br /&gt;Verificou-se que a cola, na maior parte dos exemplares, voltava a ser demasiado forte, facto de que pedimos desculpa aos leitores e pelo qual se penitenciaram as direcções comercial e de produção quando, mesmo antes de serem recebidos quaisquer protestos, as alertei para o que acontecera ao jornal que eu mesmo comprara. Fui informado que o próprio anunciante não tinha essa intenção, mas que o autocolante se soltasse facilmente.&lt;br /&gt;A inclusão de publicidade como esta, ou noutras fórmulas com grande presença, na primeira página é, como recomenda o Livro de Estilo e como já foi por mais de uma vez debatido em Conselho de Redacção, uma excepção. Assim continuará a ser. Desta vez a cola utilizada em boa parte da edição era demasiado forte, motivo pelo qual só me resta pedir desculpa, em nome do jornal, a todos os leitores prejudicados”, &lt;strong&gt;respondeu José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explicações estão dadas. Ocultar parcialmente a informação (‘manchetes’ e fotos) com anúncios é, portanto, uma opção que o PÚBLICO considera legítima e aceitável.&lt;br /&gt;Nada mais a acrescentar.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-3531230260827822454?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=3531230260827822454' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3531230260827822454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3531230260827822454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/05/p-como-publicidade.html' title='P COMO PUBLICIDADE'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1696703458916067633</id><published>2007-05-20T00:48:00.000+01:00</published><updated>2007-05-20T02:18:31.744+01:00</updated><title type='text'>HORA DE FECHO...</title><content type='html'>“Não sei a quem dirigir este e-mail. No entanto, tenho de escrever estas palavras de maior desencanto. Já remeti vários e-mails para o endereço ipsilon@publico.pt, mas não obtive qualquer resposta. O caso que seguidamente irei relatar não é inédito comigo. Os outros casos deixei passar em branco por falta de tempo ou por não ter deles conhecimento atempadamente.&lt;br /&gt;No passado dia 11 de Maio de 2007, e como é habitual, comprei um exemplar do PÚBLICO, porque aprecio alguns artigos e redactores – alguns são meus amigos. Quando ainda na rua folheava, por acaso, o Ípsilon fico surpreendido com uma fotografia inserida na página 19, ilustrando um artigo de fundo com o título ‘O cantautor infame’ da autoria de Joana Amaral Cardoso.&lt;br /&gt;Essa fotografia é-me muito familiar porque sou eu o autor dessa imagem. A fotografia que me refiro é do cantor Nuno Guerreiro. Chego a casa. Ligo o computador e entro na net. No ‘Google’ escrevo o link ‘NUNO GUERREIRO À CONVERSA COM JOAQUIM CARDOSO DIAS’ e imediatamente aparece a fotografia e a entrevista que realizei há alguns anos ao Nuno Guerreiro e que foi publicada no ‘Ensino Magazine’. A fotografia estava diferente, mas mesmo assim a reconheci. Fiquei magoado, ofendido, surpreendido... Nem sei exactamente explicar como me senti e como me sinto ao escrever este testemunho.&lt;br /&gt;É lamentável e profundamente desonesto que um jornal como o PÚBLICO faça semelhante atentado aos direitos de autor de alguém que escreve, fotografa e publica livros como eu – mesmo que eu fosse alguém anónimo merecia o mesmo respeito e consideração. Mas se o furto em si mesmo dessa fotografia é grave – mais grave é ainda essa fotografia ter sido manipulada como que para disfarçar o roubo; para camuflar a apropriação, o furto, roubo de algo que não lhes pertence. Isso é verdadeiramente infame. Agiram com má fé. Comportaram-se com verdadeiros impostores. Apelidaram, no artigo, o George Michael de infame. Resta-me dizer que infames são os autores deste roubo – autora do texto e chefes de Redacção e sei lá mais quem. Já falei com amigos jornalistas e fotógrafos que me aconselharam a fazer um escândalo. Mas sou ponderado. Não gosto de ondas. Tento sempre procurar dias de mar calmo para navegar e fugir às tempestades que outros têm prazer em provocar.&lt;br /&gt;Para concluir, acrescento que este lamentável acontecimento (devo confessar) me entristeceu e revoltou imenso. Nunca imaginei que o jornal PÚBLICO fosse capaz de tamanha safadeza.&lt;br /&gt;Informo que se não tiver uma resposta pública e um pedido de desculpas formal que me satisfaça irei tomar providências judiciais. Não pensem, no entanto, que quero apenas uma nota de roda pé no fundo de uma qualquer página do jornal. Quem me conhece, sabe que sou um ser humano simples e alérgico a fogos de artifício. Mas semelhante roubo merece e exige outro tipo de tratamento para evitar ataques deste nível ao trabalho dos outros. Se não sabem a conduta que um jornalista deve ter, eu posso dar-lhes lições sobre esse tema. Ou então vão plantar batatas. Talvez seja esse o nível a que muitos jornalistas estão. Vivemos numa tempo assim. E infelizmente outros profissionais competentes estão no desemprego ou a plantar as batatas que vocês não estão a plantar. Enfim. Quem tiver ouvidos que oiça”, &lt;strong&gt;escreve Joaquim Cardoso Dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos são pertinentes.&lt;br /&gt;Solicitei um esclarecimento ao editor do suplemento Ípsilon.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Em hora de aperto, no fecho da edição, num motor de busca na Internet surgiu como solução rápida para uma última fotografia necessária. No caso, uma imagem de Nuno Guerreiro para ilustrar um texto secundário, uma ‘caixa’ (com o título ‘Nuno Guerreiro, fã devoto’) de um trabalho sobre o cantor George Michael. Sem ser essa a nossa intenção, acabámos por ferir os direitos do autor da foto, Joaquim Cardoso Dias. O Ípsilon errou (o que já reconhecemos na edição de sexta-feira, na secção ‘O PÚBLICO errou’).&lt;br /&gt;Como só o texto da entrevista de Joaquim Cardoso Dias no site da ‘Ensino Magazine’ é assinado, e não tendo a certeza da autoria da foto, erradamente partimos do princípio de que se tratava de uma foto de promoção do cantor. Tínhamos obrigação de ser mais diligentes.&lt;br /&gt;Quanto ao recorte da fotografia: o recorte das imagens faz parte do novo modelo gráfico, que pressupõe que fotos secundárias possam e devam ser recortadas – como se pode ver ao longo do suplemento (e do jornal) isto é uma regra. Não houve, por isso, nenhuma intenção de disfarçar a autoria da foto. O que não quer dizer que o autor não tenha razão ao sentir-se lesado nos seus direitos.&lt;br /&gt;Já pedimos desculpas directamente a Joaquim Cardoso Dias pelo erro, afirmando que estamos disponíveis para pagar a utilização da referida imagem”, &lt;strong&gt;respondeu Vasco Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor considera as explicações do editor inaceitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- O editor justifica a ‘piratice’ com a “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;hora de aperto&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;” do “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;fecho da edição&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;” e a procura de uma “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;solução rápida&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;” para “ilustrar um texto secundário”.&lt;br /&gt;O Ípsilon é um suplemento semanal. Era, portanto, desnecessário recorrer a ‘soluções rápidas’ (já que a foto era considerada, como reconhece o próprio editor, “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;necessária&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;”) que, por vezes, acabam por se revelar problemáticas.&lt;br /&gt;A escassez de tempo não pode, por outro lado, servir de justificação para o ‘copianço’ de imagens na internet.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2- O editor afirma que não queria “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;ferir os direitos do autor da foto&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;”, mas optou por feri-los ao copiar e publicar ilegitimamente a foto.&lt;br /&gt;O provedor considera que o jornal devia ter contactado ‘Ensino Magazine’. Os números de telefone e de fax da revista podiam ser obtidos precisamente no site (http://www.rvj.pt/ensino/home.html) onde foi “copiada” a foto.&lt;br /&gt;Em última análise teria sido mais correcto publicar o “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;texto secundário&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;” sem imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- O editor diz, por outro lado, que “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;como só o texto da entrevista de Joaquim Cardoso Dias no site da ‘Ensino Magazine’ é assinado, e não tendo a certeza da autoria da foto, erradamente partimos do princípio de que se tratava de uma foto de promoção do cantor&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;”&lt;br /&gt;O PÚBLICO decidiu copiar e publicar uma imagem que lhe suscitava dúvidas. É uma opção curiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- O editor garante que não houve “&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;nenhuma intenção de disfarçar a autoria da foto&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;”.&lt;br /&gt;É muito provável que não tenha havido, mas Joaquim Cardoso Dias tem o direito de pensar o contrário. O PÚBLICO adulterou a sua fotografia (o monumento em pano de fundo foi transformado numa parede branca).&lt;br /&gt;O facto de o PÚBLICO ter decretado um novo modelo gráfico (que na realidade só ao PÚBLICO diz respeito) não outorga ao jornal o direito de manipular ilegitimamente obras alheias.&lt;br /&gt;5- O editor pretende que o PÚBLICO apresentou um pedido de desculpas a Joaquim Cardoso Dias, autor da fotografia.&lt;br /&gt;É verdade, mas...&lt;br /&gt;Joaquim Cardoso Dias contactou pela primeira vez o PÚBLICO no dia 11 (13h24), mas o jornal só lhe respondeu passados seis dias – depois de o provedor solicitar esclarecimentos ao suplemento Ípsilon.&lt;br /&gt;E sucedeu exactamente o mesmo com a nota “O PÚBLICO Errou” (mencionada pelo editor). O jornal só publicou o referido texto um dia depois (18 de Maio, página 46) de o provedor ter pedido esclarecimentos ao Ípsilon.&lt;br /&gt;Eis o texto em causa: “&lt;/strong&gt;No suplemento Ípsilon da semana passada foi usada erradamente uma fotografia do cantor Nuno Guerreiro da autoria de Joaquim Cardoso Dias, sem a sua autorização e assinatura. Ao autor as nossas desculpas, pois o erro foi cometido de forma involuntária por desconhecimento de que tratava de uma imagem de autor.&lt;strong&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÃO&lt;br /&gt;Os direitos de autor existem e devem ser respeitados, independentemente do suporte (internet incluída). É uma obrigação legal e é sobretudo um dever ético.&lt;br /&gt;As justificações (pressão da hora de fecho, etc.) não podem e não devem servir de desculpa para tudo e mais alguma coisa.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1696703458916067633?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1696703458916067633' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1696703458916067633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1696703458916067633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/05/hora-de-fecho.html' title='HORA DE FECHO...'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-3501220095189490077</id><published>2007-05-13T01:34:00.000+01:00</published><updated>2007-05-13T01:40:05.247+01:00</updated><title type='text'>FERNANDO PESSOA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O texto&lt;/strong&gt; “A Coragem de Pessoa”, &lt;strong&gt;publicado (caderno P2, pág. 4) no passado dia 13 de Abril, não passou despercebido.&lt;br /&gt;Escreve Laurinda Alves:&lt;/strong&gt; “Deixo aqui o texto inspirador de Fernando Pessoa que foi lido em voz alta neste fim de tarde inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ter defeitos, viver ansioso&lt;br /&gt;e ficar irritado algumas vezes mas&lt;br /&gt;não esqueço de que minha vida é a&lt;br /&gt;maior empresa do mundo, e posso&lt;br /&gt;evitar que ela vá à falência.&lt;br /&gt;Ser feliz é reconhecer que vale&lt;br /&gt;a pena viver apesar de todos os&lt;br /&gt;desafios, incompreensões e períodos&lt;br /&gt;de crise.&lt;br /&gt;Ser feliz é deixar de ser vítima dos&lt;br /&gt;problemas e se tornar um autor&lt;br /&gt;da própria história. É atravessar&lt;br /&gt;desertos fora de si, mas ser capaz de&lt;br /&gt;encontrar um oásis no recôndito da&lt;br /&gt;sua alma.&lt;br /&gt;É agradecer a Deus a cada manhã&lt;br /&gt;pelo milagre da vida.&lt;br /&gt;Ser feliz é não ter medo dos próprios&lt;br /&gt;sentimentos.&lt;br /&gt;É saber falar de si mesmo.&lt;br /&gt;É ter coragem para ouvir um “não”.&lt;br /&gt;É ter segurança para receber uma&lt;br /&gt;crítica, mesmo que injusta.&lt;br /&gt;Pedras no caminho?&lt;br /&gt;Guardo todas, um dia vou construir&lt;br /&gt;um castelo…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alguns leitores questionam a autoria do&lt;/strong&gt; “texto inspirador”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) &lt;em&gt;Pretendo ser discreto e não quereria ofender a senhora jornalista, que transborda de boas intenções e a quem desejo (como à maior parte das pessoas…) que seja muito feliz assim — ainda que, em semelhantes circunstâncias, me ocorra, com insistência, um brevíssimo conto de Voltaire sobre espécies de felicidade… Mas tenho bastante dificuldade em imaginar que um tal acervo de banalidades, mesmo muito bem intencionadas e inspiradoras, alguma vez se tenha encontrado com a complexa intelectualidade de Pessoa, nem mesmo em momento de ternurenta elaboração de uma carta para a Ophélinha. Além de que, literariamente, o textinho é muito pobrezinho… e isso, nem nas cartas para a Ophélinha! Acresce ainda que é basto notória a genealogia brasileira do escrito, com formulações sintácticas que, se hoje desgraçadamente contaminam a escrita deste lado do Atlântico, no tempo de Pessoa não eram sequer usadas na outra margem do dito, ao menos nos meios literários…&lt;br /&gt;Como é que ninguém se apercebe disto?!&lt;br /&gt;Temo que, ao publicar o textinho, sem que ninguém notasse a incongruência, o ‘PÚBLICO’ lhe dê uma legitimidade inesperada (ainda se acredita no que vem nos jornais de referência), uma caução cultural reforçada, que sustente a convicção (sempre bem intencionada, com boa onda e muito karma) dos que continuam a não entender que a NET é um recurso muito importante, mas também muito perigoso, pois muito do que por ela viaja não tem qualquer validação…&lt;br /&gt;Será que vou deparar com uma rectificação numa das próximas edições do ‘PÚBLICO’?&lt;br /&gt;É claro que, se algum especialista em Fernando Pessoa me disser de que arca ou baú surgiu esta prosa, prometo que irei de burel e baraço em romagem ao Altar da Ignorância. E aceitarei, finalmente, como provado que o poeta uma ou outra vez abusaria do álcool e… não resistiria, mesmo assim, a escrever…&lt;/em&gt;”, &lt;strong&gt;escreve Paulo Rato, um leitor de Queluz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto suscitou mais interrogações.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;É citado um poema pretensamente de Fernando Pessoa&lt;/em&gt; (‘A Coragem de Pessoa’, &lt;em&gt;sem referência bibliográfica), cuja autenticidade me deixa dúvidas.&lt;br /&gt;Uma frase como:&lt;/em&gt; ‘agradecer a Deus a cada manhã’ &lt;em&gt;não me parece que tenha saído da caneta do Mestre. Mas admito estar totalmente enganada, pelo que muito grata ficaria se me fornecessem a referência específica: qual o heterónimo, qual a data, qual a ‘arca’ donde extraíram o poema&lt;/em&gt;”, &lt;strong&gt;escreve Fernanda Jesuíno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solicitação da leitora é legítima.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Já não é a primeira vez que me cruzo com esse texto (na altura foi-me enviado por e-mail), e já nessa altura tive a nítida impressão de que não é coisa que Pessoa fosse escrever. Não é estilo (ou estilos) dele. Não é o tema dele. Penso aliás que não é nada dele e o facto de o ver hoje preto no branco no PÚBLICO numa coluna de alguém que respeito e que a priori até confio saiba mais de Fernando Pessoa que eu, não me fez mudar de ideia.&lt;br /&gt;No entanto, não encontro informação na net que me suporte. Até porque esse texto está reproduzido incontáveis vezes e sempre colado ao nome de Fernando Pessoa. Não tenho mais a quem recorrer, a não ser que escreva para a Casa Fernando Pessoa, coisa que já tive mais longe de fazer. A única coisa que encontrei foi na Wikipédia, mas isso vale o que vale. Fica aqui transcrito: &lt;/em&gt;‘Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.’&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sentença tipicamente atribuída a Fernando Pessoa na internet, ainda que nunca tenha sido escrita por ele, e sim por Nemo Nox, bloguista brasileiro.&lt;br /&gt;(http://pt.wikiquote.org/wiki/Fernando_Pessoa)&lt;br /&gt;Confio no seu juízo para avaliar a pertinência do meu comentário&lt;/em&gt;”, &lt;strong&gt;escreve Daniel Marinha (do blogue www.quotidianidades.blogspot.com).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comentário é pertinente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“Mundo Pessoa” (blogue institucional da Casa Fernando Pessoa) apresentou três dias depois o “post”&lt;/strong&gt; “&lt;strong&gt;Agarra que é apócrifo!&lt;/strong&gt;”: “Leonor Areal, no (blogue) Doc Log chama a atenção para coisas que é importante ler esclarecidas.” (http://www.mundopessoa.blogspot.com/)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis o comentário de Leonor Areal:&lt;/strong&gt; “(...) Laurinda Alves, em dia de azar, publica um texto supostamente de Fernando Pessoa, apócrifo evidentemente. Está à vista de qualquer um que conheça a obra de Pessoa que aquele poema piroso nunca podia ser dele, e ainda por cima com pronome reflexo colocado à moda brasileira: ‘Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história’. Um idiota qualquer o escreveu, (...)”. (“Fernando Peçonha” &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; http://doc-log.blogspot.com/2007/04/fernando-peonha.html)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É muito provável que a prosa corresponda a dois textos de autores diferentes. O bloguista brasileiro Nox poderá ser um deles&lt;/strong&gt;: “&lt;a name="008119"&gt;&lt;/a&gt;No início de 2003, chateado com os obstáculos que encontrava e tentando ser um pouco otimista, escrevi aqui estas três frases: ‘Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo.’ Não pensei mais nisso até que recentemente comecei a receber e-mails pedindo que eu confirmasse ser o autor do trechinho. Aparentemente, o trio de frases tomou vida própria e se espalhou pela internet lusófona com variações na pontuação e na atribuição da autoria. (...)  Depois alguém resolveu pegar um poema (possivelmente de Augusto Cury, autor de Dez Leis para Ser Feliz), colar o tal trechinho no fim e distribuir tudo como se fosse obra do Fernando Pessoa. Não demorou muito para que as minhas três frases começassem a pipocar pela rede atribuídas ao poeta português (afinal, é sempre mais bacana citar um famoso escritor luso que um quase desconhecido blogueiro brasileiro). Cheguei eu mesmo a duvidar da minha autoria. Poderia ter cometido um plágio inconsciente, recolhendo da memória alguma coisa lida no passado e achando que se tratava de material original? Revirei os poemas pessoanos em busca de pedras e castelos mas não consegui encontrar qualquer coisa remotamente parecida ao trecho em questão. Vasculhei os heterônimos e tampouco achei o guardador de pedras. (...) Outra coisa engraçada é que nem me sinto orgulhoso de ter escrito isso, parece-me hoje até um pouco piegas, como aqueles cartazes motivacionais com fotos bonitas e frases otimistas.” (&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; www.nemonox.com/ppp/archives/2006_03.html#008119)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O psiquiatra Augusto Cury (autor de “O Mestre do Amor”, “A Ditadura da Beleza” ou “O Futuro da Humanidade) não confirma a autoria da outra parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O provedor contactou, portanto, a Casa Fernando Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“O poema em questão não é de Fernando Pessoa, coisa que poderia ser garantida à primeira leitura (pelo tema, pela escrita, pela ortografia). No Brasil, tanto na web como em papel impresso, circulam vários «poemas apócrifos» assinados por Fernando Pessoa; muitas vezes, os seus autores pretendem garantir algum reconhecimento anónimo através da utilização do nome do poeta – são, geralmente, textos de má qualidade e que, infelizmente, se multiplicam todos os dias. Qualquer «leitor mediano» da obra de Pessoa ou dos seus heterónimos se dá conta da mistificação e da falsificação. Fernando Pessoa não diz semelhantes patetices”, &lt;strong&gt;esclareceu Francisco José Viegas, escritor e director da Casa Fernando Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedi, por outro lado, um esclarecimento a Laurinda Alves:&lt;/strong&gt; “Agradeço sinceramente o contributo dos leitores e dos especialistas para desfazer um equívoco que não era só meu e, por isso, podia ser perpetuado.&lt;br /&gt;Aqui ficam os textos e as cartas, escritos em vários tons, a desfazer todas as dúvidas. Verifico, com surpresa, que ainda há pessoas que vivem convencidas de que nunca se enganam nem se deixam enganar.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Laurinda Alves reconhece o erro.&lt;br /&gt;O provedor considera que os jornalistas devem confirmar a veracidade da informação que divulgam. É uma forma de evitar enganar os outros. O resto é conversa...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-3501220095189490077?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=3501220095189490077' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3501220095189490077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3501220095189490077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/05/fernando-pessoa.html' title='FERNANDO PESSOA'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2185575061979108606</id><published>2007-05-06T17:03:00.000+01:00</published><updated>2007-05-06T23:51:38.375+01:00</updated><title type='text'>MUDA O DISCO E TOCA O MESMO... (EPÍLOGO)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A PÉROLA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Alertado pela minha filha de 10 anos recuperei esta Vossa pérola para um post no meu blogue: ‘&lt;strong&gt;este ano já morreram cerca de 50 mortos&lt;/strong&gt;‘ no PÚBLICO de domingo (29 de Abril de 2007), Mundo, pág. 19.”, &lt;strong&gt;escreve Sérgio Pinto Ribeiro, um leitor bloguista&lt;/strong&gt; (http://suckandsmile.blogspot.com/2007/04/do-jornalismo-de-referncia.html) &lt;strong&gt;da cidade do Porto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;O reparo é pertinente.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Este ano morreram já cerca de 50 mortos” &lt;strong&gt;– sem comentários.&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A CONFUSÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“No artigo ‘Equipa(s) da casa’ que Diana Ferreira escreveu na edição impressa (pag. 15) do PÚBLICO de 30 de Abril de 2007 pode ler-se na primeira frase: ‘Quem não acorreu ao Estádio do Bessa na noite de sábado, encontrou semelhante orgulho portista na Casa da Música. A razão é simples: a Orquestra Nacional do Porto (ONP) e o Coral de Letras - dois importantes símbolos para o público da cidade - contracenaram na Sala Suggia."A correcção é a seguinte: ‘orgulho PORTUENSE’ e não ‘orgulho portista’. Erro crasso e, para uma portuense, grave.A ONP e o Coral de Letras da UPorto em nada estão ligados ao clube de futebol FCP”, &lt;strong&gt;escreve Paula Brochado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reparo da leitora é pertinente.&lt;br /&gt;Para o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências):&lt;br /&gt;1- “Portista”: diz respeito ou pertence ao Futebol Clube do Porto; é dirigente, jogador, adepto ou simpatizante desse clube desportivo.&lt;br /&gt;Há, por outro lado, dicionários que não reconhecem a existência de “portista” (substantivo ou adjectivo);&lt;br /&gt;2- “Portuense”: é da cidade do Porto ou dos seus habitantes, diz-lhes respeito; é natural ou habitante dessa cidade.&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A GRANDE CONFUSÃO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Que confusão!! Nos últimos tempos, como leitor relativamente atento, tenho vindo a notar cada vez mais pequenos ‘lapsos’ no PÚBLICO. Não sei o que está a suceder, mas é um passo para um bom jornal de referência se tornar medíocre e sem nível ao nível de muitos outros.Hoje (1 de Maio de 2007) ao ler o P2 um artigo com o título ‘Os homens ingleses gostavam de ler...’ deparei com várias incorrecções que denotam falhas graves de quem o escreveu e depois na sua revisão.A autora fala dos diferentes tipos de comportamento sexual na era ‘vitoriana’. Supõe-se que estamos localizados no tempo, no séc. XIX, já que a rainha Vitória reinou de 1837 a 1901! Erro crasso, pois a autora quer referir-se ao século XVIII, ou seja de 1701 a 1800. No entanto, insiste em chamar este século de ‘oitocentista’, talvez influenciada pelo número 8 romano! Obviamente, era setecentista o que lá deveria estar e vitoriano nunca poderia ser. No entanto aparece ‘há 300 anos’ várias vezes o que levaria a pensar aproximadamente em 1707.Perante estes dislates toda a credibilidade do artigo cai por terra! Os factos não parecem ser comprovados e existe uma enorme falta de cultura geral básica. Existe um facilitismo e simplificação excessiva que tem que ser combatido.Já nem menciono a pintura escolhida para ilustrar o artigo – ‘La maja desnuda’ de Goya (pintor espanhol), pintado entre 1797 e 1800, fim do século XVIII!! Não seria melhor escolher um pintor britânico desse século?”, &lt;strong&gt;escreve José Paulo Andrade, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos são pertinentes.&lt;br /&gt;O artigo de Andréia Azevedo Soares contém erros históricos, erros de português, e gralhas.&lt;br /&gt;Eis mais dois exemplos:&lt;br /&gt;1- ERRO: O apelido da investigadora é escrito de várias formas;&lt;br /&gt;2- GRALHA (na introdução do texto!): &lt;/strong&gt;“litaratura”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solicitei esclarecimentos à jornalista.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“O leitor tem toda a razão. Usei erroneamente as palavras ‘vitoriano’ e ‘oitocentista’. O nome da autora Jenny Skipp também foi, por lapso, referido incorrectamente. Peço desculpa pelos erros”, &lt;strong&gt;respondeu Andréia Azevedo Soares.&lt;br /&gt;Nada a acrescentar.&lt;br /&gt;Conclusão do provedor: o artigo peca por falta de profissionalismo, mas a jornalista não é a única responsável. O editor leu o texto e deixou passar tudo...&lt;br /&gt;O PÚBLICO errou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A INCONSCIÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Na edição de hoje (1/Maio/2007), na página 12, li um artigo do Sr. José Bento Amaro que, entre outras coisas, dá as ‘receitas’ para o fabrico de ‘bombas caseiras’.Acho lamentável que se corra o risco de induzir os jovens a fabricar as ditas ‘bombas’.Gostava de saber a sua opinião sobre este assunto”, escreve Aníbal Marramaque Matos, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os reparos são deveras pertinentes.&lt;br /&gt;Aquilo que está em causa é sobretudo a seguinte passagem:&lt;/strong&gt; “os engenhos utilizados são quase todos eles idênticos: uma garrafa plástica de litro e meio cheia com XXXX XXXX (XXXX), ao qual se adicionam depois fragmentos de XXXX. O simples contacto das duas substâncias é passível de originar uma reacção que culmina numa explosão de alguma violência, podendo as lesões ser causadas através do XXXX que é projectado ou através dos fragmentos de XXXX (também há casos em que são utilizadas bolas de XXXX deste XXXX).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento ao Director do jornal.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“A passagem citada era desnecessária, pois neste caso concordo que é de evitar dar informações desse tipo. Tal como é desnecessário descrever como se faz um cocktail Molotov sempre que se cita a utilização de um”, &lt;strong&gt;respondeu José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;O provedor discorda do Director: considero que “&lt;/strong&gt;não é de evitar dar”, &lt;strong&gt;mas recusar peremptoriamente publicitar nas páginas do jornal quaisquer informações precisas sobre a forma de produzir engenhos explosivos.&lt;br /&gt;É informação irrelevante no plano jornalístico e pode revelar-se desastrosa (nos planos humano e material).&lt;br /&gt;É verdade que esses dados circulam na internet, mas nada obriga o PÚBLICO a ser cúmplice.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O endereço electrónico do provedor é&lt;/strong&gt;: provedor@publico.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;POST-SCRIPTUM&lt;/strong&gt;: “Quero felicitar-vos pela vossa luta pela liberdade de imprensa, não esquecendo colegas vossos, jornalistas do mundo, mortos em combate: com o vosso trabalho continuado de reportagens e artigos de opinião sobre esta matéria, todos eles continuam de alguma forma a contribuir para essa necessária e infindável luta. Acredito no poder da imprensa, num poder puramente cívico que procura, a través da disponibilização e da partilha da informação e do conhecimento, construir um dia-a-dia e um amanhã mais positivos para todos. A liberdade de imprensa nunca será um tema esgotado, e nunca será demais abordá-lo: conto com o PÚBLICO nesta linha da frente planetária”, &lt;strong&gt;escreveu a leitora Catarina Vilaça.&lt;br /&gt;Nada a acrescentar.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2185575061979108606?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2185575061979108606' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2185575061979108606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2185575061979108606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/05/muda-o-disco-e-toca-o-mesmo-eplogo.html' title='MUDA O DISCO E TOCA O MESMO... (EPÍLOGO)'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2965851335211066560</id><published>2007-05-03T20:46:00.000+01:00</published><updated>2007-05-06T17:40:04.253+01:00</updated><title type='text'>BLOGUE  DE RUI ARAÚJO</title><content type='html'>Decidi criar um blogue: &lt;strong&gt;http://verborum.blogspot.com/index.html&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É uma iniciativa exclusivamente pessoal, independente das minhas funções no PÚBLICO.&lt;br /&gt;Para que conste...&lt;br /&gt;Rui Araújo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2965851335211066560?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2965851335211066560' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2965851335211066560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2965851335211066560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/05/blogue-de-rui-arajo.html' title='BLOGUE  DE RUI ARAÚJO'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7155361859278351725</id><published>2007-04-29T22:44:00.000+01:00</published><updated>2007-04-29T22:48:06.039+01:00</updated><title type='text'>MUDA O DISCO E TOCA O MESMO...</title><content type='html'>“A propósito da entrevista a Camané publicada no suplemento Ípsilon de  dia 27/04 e conduzida por João Bonifácio, gostaria de dizer o seguinte:Numa entrevista profissional, não basta parecer, há que ser.&lt;br /&gt;O Sr. João Bonifácio aparenta uma grande admiração por Jacques Brel, nomeadamente pela música ‘Ne Me Quitte Pas’. &lt;br /&gt;Se assim fosse, deveria ter confirmado algumas coisas antes de escrever o artigo. Desta forma, evitaria escrever erradamente o título da canção (‘&lt;em&gt;Ne Me Quites Pas&lt;/em&gt;’, ao invés de ‘Ne Me Quitte Pas’) e, sobretudo, este grande disparate:&lt;br /&gt;‘&lt;em&gt;É das canções de amor mais desesperadas que já alguém escreveu: Deixa-me ser (...) o ombro do teu cão&lt;/em&gt;...’&lt;br /&gt; Meus senhores, no original, a letra diz:&lt;br /&gt;Laisse-moi devenir&lt;br /&gt;L'ombre de ton ombre&lt;br /&gt;L'ombre de ta main&lt;br /&gt;L'ombre de ton chien&lt;br /&gt;‘Ombre’ significa sombra, não ombro, como qualquer dicionário poderia esclarecer. Ao PÚBLICO caberá decidir uma eventual rectificação destes erros e uma chamada de atenção para o futuro”, &lt;strong&gt;escreve Carla Feliciano, uma leitora de Forte da Casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos são pertinentes.&lt;br /&gt;A única conclusão plausível é que João Bonifácio faz entrevistas, mas não fala francês.&lt;br /&gt;Há mais erros:&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;É uma vitória conseguir cantar uma canção como ‘Ne me quites pas’?&lt;/em&gt;”, &lt;strong&gt;pergunta o entrevistador.&lt;br /&gt;A formulação correcta é (mais uma vez) “Ne me quitte pas”.&lt;br /&gt;Outro erro:&lt;/strong&gt; “Antes da canção ‘Ne me quites Pas’ Camané está no seu mundo, repetindo e repetindo palavras em francês. É como se estivesse à parte de tudo o resto, como se só interviesse quando tem de cantar. Mas antes, testa cada palavra, verifica o redondo das sílabas, o à-vontade com as palavras de uma língua com que não se sente à vontade.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É surpreendente o entrevistador dar conta das dificuldades de Camané “com as palavras de uma língua com que não se sente à vontade” quando ele próprio acaba por induzir o cantor em erro com o “ombro” do cão.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JOÃO BONIFÁCIO&lt;/strong&gt;: “É das canções de amor mais desesperadas que já alguém escreveu: ‘Deixa-me ser (...) o ombro do teu cão’...”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;CAMANÉ&lt;/strong&gt;: “Ele queria ser o ombro do cão dela porque queria era estar ao pé dela, não queria que ela o deixasse. E nessa fase da canção existe o desespero: nem que seja uma mosca à tua volta, o ombro do teu cão, qualquer coisa, mas que eu possa estar ao pé de ti.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O entrevistador e o entrevistado passam por ignorantes. E por pessoas pouco credíveis. É no mínimo arreliador...&lt;br /&gt;O provedor considera que João Bonifácio errou, mas não é o único responsável.&lt;br /&gt;Um texto de várias páginas com aquele destaque (incluindo mesmo uma chamada de capa) não foi lido por mais ninguém no jornal antes de ser publicado? Só pode ser essa a explicação. A não ser que a chefia também não se “sinta à vontade” (sic) com a língua de Molière...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“’Plácido Domingo cancelou o conceto por problemas na voz21.04.2007 - 21h54   PUBLICO.PT’Que tristeza um jornal desta dimensão e sempre tão preocupado em mostrar-se tão imaculado no seu prestígio não ter sequer um revisor ortográfico! Um CONCETO, que coisa ridícula! Os erros desta natureza são diários e ficam horas e horas online. Tenham um pouco de brio por favor...”, &lt;strong&gt;escreve João Gião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor tem razão.&lt;br /&gt;As gralhas e os erros sucedem-se&lt;/strong&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já em várias ocasiões constatei a existência de erros mais ou menos graves na redacção dos vossos artigos (frases ou parágrafos truncados, utilização de expressões menos correctas como ‘ter de fazer’ em vez de ‘ter que fazer’, etc.), no entanto ainda não tinha detectado este tipo de situações em títulos. Hoje aconteceu isso mesmo, pois numa notícia do vosso site publicaram o seguinte titulo ‘Governo afirma que está tudo sobre controlo’ em relação a encontro nacionalista, o que está obviamente errado, pois uma coisa pode encontrar-se ‘sob controlo’ e não ‘sobre controlo’. Dada a gravidade do erro, que aliás se vem generalizando na comunicação verbal entre pessoas ou mesmo por comentadores e jornalistas da TV e rádio, considero que o PUBLICO deverá corrigir este erro publicamente e promover o correcto uso desta e doutras expressões do mesmo tipo”, &lt;strong&gt;escreve Paulo Monteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros e as gralhas sucedem-se, decididamente.&lt;br /&gt;O provedor considera que a falta de tempo e de meios humanos (designadamente de copydesks) não pode servir de justificação para tudo. E para mais alguma coisa.&lt;br /&gt;Os jornalistas têm o dever de apresentar textos “limpos”. É uma questão de profissionalismo e de brio. O amadorismo (associado a uma cultura de desresponsabilização em que prevalece o “chuta para o lado” ou o destino, que não tem nome) não é – nunca foi – solução para coisa alguma.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Acabado de regressar de uma curta visita ao Egipto, onde me cruzei com milhares de simpáticas mulheres e jovens que envergavam os seus lenços tradicionais, fiquei chocado com a gritante e medíocre falta de cuidado, para não dizer participação activa no obscurantismo, que o jornal que eu assino (mas que continuando deste modo, deixarei rapidamente de o fazer) promove ao publicar uma fotografia com duas mulheres árabes com lenço, acompanhada da inacreditável frase: " Cimeira, Terrorismo na agenda de Sócrates em Marrocos, pág. 20".&lt;br /&gt;Com uma Redacção cuidadosa como penso ser a do jornal PÚBLICO, isto é ainda muito mais grave...  Será intencional?&lt;br /&gt;Se fosse um pasquim racista qualquer, não ligava.&lt;br /&gt;Gostaria que me respondessem se não tenho razão! Se não responderem também não me importo. Não sou propriamente lírico nem romancista russo (sem desprestígio para qualquer deles)! Mas não poderei esquecer...”, &lt;strong&gt;escreve José Manuel Soares, um leitor do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os erros sucedem-se, mas não se assemelham.&lt;br /&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento a José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“O leitor tem toda a razão. Foi uma grande falta de atenção de quem editou o jornal, a qual já tinha sido muito criticada na nossa reunião matinal”, &lt;strong&gt;respondeu o director.&lt;br /&gt;Só me resta acrescentar que é importante (e deveras urgente) criar mecanismos para evitar a reprodução de tantos erros e de tantas gralhas.&lt;br /&gt;Para a semana há mais...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O endereço electrónico do provedor é&lt;/strong&gt;: provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7155361859278351725?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7155361859278351725' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7155361859278351725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7155361859278351725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/04/muda-o-disco-e-toca-o-mesmo.html' title='MUDA O DISCO E TOCA O MESMO...'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-5097620494929056022</id><published>2007-04-13T03:35:00.000+01:00</published><updated>2007-04-13T03:41:07.624+01:00</updated><title type='text'>O PROVEDOR</title><content type='html'>O Provedor vai estar ausente durante as próximas 3 semanas, mas os leitores podem continuar a contactá-lo através do seguinte endereço electrónico: provedor@publico.pt&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contacto alternativo:&lt;br /&gt;PÚBLICO&lt;br /&gt;Rui Araújo&lt;br /&gt;Provedor do Leitor&lt;br /&gt;Rua Viriato, 13&lt;br /&gt;1069-315 Lisboa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A MISSÃO DO PROVEDOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;1. Avaliar a pertinência das queixas, sugestões e críticas dos leitores, produzindo as recomendações internas que delas decorrerem;&lt;br /&gt;2. Esclarecer os leitores sobre os métodos usados e os factos relevantes envolvendo a edição de notícias que suscitem perplexidade junto do público;&lt;br /&gt;3. Investigar as condições que levaram à publicação de notícias ofensivas dos direitos dos leitores;&lt;br /&gt;4. Transmitir aos leitores, à Redacção ou à Direcção do PÚBLICO a sua reflexão sobre eventuais desrespeitos pelas normas deontológicas que ocorram no jornal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-5097620494929056022?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=5097620494929056022' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5097620494929056022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5097620494929056022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/04/o-provedor.html' title='O PROVEDOR'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-1073015649093677090</id><published>2007-04-08T00:15:00.000+01:00</published><updated>2007-04-08T13:10:18.786+01:00</updated><title type='text'>RALAÇÕES PÚBLICAS</title><content type='html'>“O PÚBLICO noticiou no passado sábado (10/03/2007) os planos para o futuro da Universidade de Évora.&lt;br /&gt;Confesso ter ficado boquiaberto pelo facto da notícia ser assinada por uma jornalista que, pelo menos uma semana antes, ainda estava a fazer assessoria para a mesma Universidade de Évora.&lt;br /&gt;Nada me move contra a senhora.&lt;br /&gt;Mas face a este caso, que conheço, que garantias posso ter, leitor assíduo do jornal desde a sua fundação, que por exemplo uma notícia sobre o ministro X não é feita por alguém que dois dias antes o estava a assessorar?&lt;br /&gt;Não seria de ponderar um período temporal de algum afastamento entre a assessoria e a prática do jornalismo?”, &lt;strong&gt;escreve José António Oliveira, um leitor de Évora.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Antónia Zacarias escreveu um texto sobre a Universidade de Évora (onde prestara serviços de assessoria no Gabinete de Relações Públicas).&lt;br /&gt;Os reparos e as perguntas do leitor são, portanto, pertinentes.&lt;br /&gt;Solicitei esclarecimentos à correspondente do PÚBLICO.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Respondendo às suas questões, quero esclarecer que fui eu quem propôs o trabalho ao editor Carlos Filipe. No que concerne ao facto do editor saber ou não que eu estava no Gabinete de Relações Públicas da Universidade de Évora, esclareço que o meu primeiro contacto foi com o jornalista Tiago Luz, até então editor do local, a quem enviei o meu &lt;em&gt;curriculum&lt;/em&gt; em Junho ou Julho de 2006. Quando o jornalista Carlos Filipe assumiu o lugar de editor do local, o jornalista Tiago Luz disse-me que tinha passado o meu processo para o jornalista Carlos Filipe. No meu &lt;em&gt;curriculum&lt;/em&gt;, mais precisamente no item Desempenho de Funções, está escrito o meu percurso profissional, no qual faço referência ao gabinete onde desempenhava funções. Gostaria ainda de recordar que a lei é omissa no que concerne à existência de um período de tempo em que um assessor, deixando de o ser, e voltando ao jornalismo, deve ou não estar sem escrever sobre a instituição que estava a assessorar”, &lt;strong&gt;respondeu.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O provedor considera que Maria Antónia Zacarias não devia ter proposto o artigo – para evitar quaisquer dúvidas e ambiguidades.&lt;br /&gt;Maria Antónia Zacarias refugia-se na ausência de legislação quando o problema, aqui, é de ordem ética.&lt;br /&gt;O jornalista Tiago Luz devia, por outro lado, ter comunicado o percurso da correspondente ao novo editor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedi explicações ao editor Carlos Filipe.&lt;br /&gt;Como explica o facto de uma ex-assessora de Relações Públicas escrever notícias sobre a instituição onde colaborara?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“Pelo simples facto de se ter procedido a uma reestruturação nas chefias das editorais do PÚBLICO quando estava em curso um processo de ‘contratação’ da correspondente. Na passagem de testemunho não foi acautelada a situação – o facto de a correspondente ter colaborado com a instituição, ainda que já tivesse terminado esse vínculo há já algum tempo. Se essa coordenação tivesse sido feita de outra forma, a correspondente não teria sido escalada para esse serviço. Lamento, porém, o sucedido, se tenha dado a entender a utilização de métodos pouco claros no PÚBLICO. Todavia, não foi detectado o mais pequeno indício de falta de lisura por parte da jornalista. Foram cumpridos os critérios que norteiam a profissão. De outra forma, o texto não teria sido editado”, &lt;strong&gt;respondeu.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As explicações do editor do PÚBLICO não são aceitáveis.&lt;br /&gt;Carlos Filipe reconhece que&lt;/strong&gt; “não foi acautelada a situação – o facto de a correspondente ter colaborado com a instituição, ainda que já tivesse terminado esse vínculo há já algum tempo”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A formulação&lt;/strong&gt; “há já algum tempo” &lt;strong&gt;significa dez dias.&lt;br /&gt;Maria Antónia Zacarias não foi, por outro lado,&lt;/strong&gt; “escalada” &lt;strong&gt;para esse&lt;/strong&gt; “serviço”. &lt;strong&gt;Foi ela quem tomou a iniciativa de propor o&lt;/strong&gt; “serviço”. &lt;strong&gt;É diferente.&lt;br /&gt;O editor afirma ainda que &lt;/strong&gt;“não foi detectado o mais pequeno indício de falta de lisura por parte da jornalista. Foram cumpridos os critérios que norteiam a profissão. De outra forma, o texto não teria sido editado.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O editor Carlos Filipe não contesta, portanto, o facto de uma ex-relações públicas escrever notícias sobre a instituição onde colaborava dez dias antes.&lt;br /&gt;O provedor discorda mais uma vez da argumentação.&lt;br /&gt;A correspondente só reproduz no texto&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;(&lt;/strong&gt;“Évora vira-se para o Sul e para cursos da terceira geração – Universidade cria a Academia do Sul, novos cursos e fomenta pioneirismo nas parcerias com o mundo empresarial”)&lt;strong&gt; declarações do reitor da universidade onde foi assessora e não questiona nada nem ninguém.&lt;br /&gt;É uma opção que contraria os&lt;/strong&gt; “os critérios que norteiam a profissão”, &lt;strong&gt;a começar pelos princípios definidos no próprio Livro de Estilo do PÚBLICO (páginas 22 e 23):&lt;/strong&gt; “princípio do contraditório” &lt;strong&gt;e eventualmente&lt;/strong&gt; “independência a poderes particulares”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Perguntei ao editor Carlos Filipe qual a prática adoptada pelo PÚBLICO relativamente a ex-assessores de imprensa e a ex-relações públicas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;“É assunto que (se não estou em erro) não consta de forma clara e inequívoca no Livro de Estilo. E só tenho uma palavra para descrever o comportamento jornalístico da correspondente: irrepreensível!”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Livro de Estilo apenas refere (pág. 31, artigo 58) que&lt;/strong&gt; “o jornalista do PÚBLICO não deve tratar de temas sobre os quais tenha interesses particulares. Um envolvimento pessoal (partidário, clubístico, artístico, cultural ou qualquer outro) nos assuntos e matérias tratados contra-indicam a atribuição de um serviço sobre esses mesmos temas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O provedor considera que o Livro de Estilo do PÚBLICO não é suficientemente esclarecedor nesta matéria.&lt;br /&gt;O Código Deontológico do semanário francês Le Point (de que o provedor é colaborador, nota do provedor), por exemplo, estipula que&lt;/strong&gt; “quando (&lt;strong&gt;o jornalista&lt;/strong&gt;) cessou de pertencer à empresa ou à instituição, continua a estar proibido de tratar temas relacionados com a sua ex-actividade”. &lt;strong&gt;É uma formulação clara, simples e precisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicitei esclarecimentos a José Manuel Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROVEDOR:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Há ex-assessores de gabinetes de Relações Públicas a escrever notícias sobre as instituições onde trabalharam. Qual é a política editorial do PÚBLICO?&lt;br /&gt;DIRECTOR:&lt;/strong&gt; A política do PÚBLICO é clara: não podem fazê-lo. Não podem fazê-lo nunca? Não podem pelo menos durante um período suficientemente largo de tempo para que deixe de haver qualquer potencial conflito de interesses, o que pode significar vários anos. Por princípio o jornal não aceita conceder licenças sem vencimento a jornalistas para irem desempenhar cargos de assessoria: quem opta por aceitar um convite desse tipo tem de pedir a rescisão do seu contrato de trabalho. A única vez em que um jornalista do quadro do jornal, depois de ter sido assessor num partido político, pode regressar ao jornal foi colocado numa secção sem qualquer relação com a secção de Política. Mesmo assim a experiência não foi boa e não tencionamos repeti-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Das duas uma: Maria Antónia Zacarias ignora as regras ou considerou (à semelhança do editor) que dez dias é um&lt;/strong&gt; “período suficiente largo de tempo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROVEDOR: Como explica o facto de Maria Antónia Zacarias escrever sobre a instituição onde era assessora menos de duas semanas antes?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;DIRECTOR:&lt;/strong&gt; O que apurei sobre o caso em concreto foi o seguinte: Maria Antónia Zacarias é correspondente do jornal em Évora em regime de colaboração à peça. É, portanto, uma colaboradora ocasional. Tinha começado a escrever para o PÚBLICO pouco tempo antes da saída do texto referido sendo que, entretanto, o editor da secção Local Lisboa, Carlos Filipe, onde o texto foi publicado, acabara de entrar em funções. O acordo de colaboração tinha sido iniciado pelo anterior editor, Tiago Luz Pedro. Na “passagem de testemunho”, que coincidiu com a reformulação do jornal, o anterior editor não informou o novo editor das funções de assessoria que a jornalista tinha desempenhado. A peça em causa, uma pequena notícia factual e neutra, não levantou ao editor qualquer dúvida. Quando fomos alertados para a situação por via do Provedor e da queixa que lhe chegou, foi considerado que tínhamos cometido um erro. Verificámos que Maria Antónia Zacarias não actuara de má fé, não só por ter considerado que a notícia era inócua e neutra relativamente à Universidade de Évora, quer por desconhecer as regras do jornal, onde acabara de começar a colaborar. Ficou estabelecido que não voltaria a escrever qualquer notícia que envolvesse a instituição onde havia sido assessora, podendo alertar a redacção para matérias noticiosas eventualmente relevantes as quais seriam, depois, tratadas por outro jornalista se a avaliação do editor fosse a de que mereciam mesmo ser tratadas no jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As explicações de José Manuel Fernandes são claras, apesar de o provedor considerar que as notícias não são&lt;/strong&gt; “inócuas” &lt;strong&gt;e muito menos&lt;/strong&gt; “neutras”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A melhor forma de lidar com casos como este é a transparência.&lt;br /&gt;Em última análise o PÚBLICO devia ter indicado aos leitores que a correspondente tinha exercido funções de assessora na instituição sobre a qual escrevia.&lt;br /&gt;Um dos princípios do jornalismo (e não só) é a transparência, definitivamente.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-1073015649093677090?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=1073015649093677090' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1073015649093677090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/1073015649093677090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/04/ralaes-pblicas.html' title='RALAÇÕES PÚBLICAS'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2823077438693796774</id><published>2007-04-01T00:06:00.000+01:00</published><updated>2007-04-01T00:15:07.662+01:00</updated><title type='text'>A NOVA MÁXIMA</title><content type='html'>“Nas páginas destacáveis referentes à colecção de BD do Spirou (que aliás é vendida com uma numeração não cronológica e inexplicável!), o texto de Carlos Pessoa tem um plágio objectivo retirado da Larousse de la BD, de Patrick Gaumer (ed. 2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A título de exemplo no 7º e 8º parágrafos, que passo a citar um extracto do original: “&lt;em&gt;Sous l’impulsion de Franquin, Spirou et Fantasio conquièrent une véritable stature. (…) Outre le rôle fantaisiste joué par Fantasio, la saga développe une succession de personnages secondaires fabuleux. Ne citons que pour mémoire Pacôme (…), comte et mycologue de son état, l’ignoble Zantafio (le cousin criminel de Fantasio), le non moins mégalomane (et génial) Zorglub, la collant Seccotine… sans oublier l’ineffable Marsupilami (…) En quelques récits, Franquin met en place un univers cohérent (…) , ses architectures futuristes et sa Turbotraccion, (…)&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não verifiquei o resto do texto porque fiquei chocado… e tenho mais que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sucessão de casos já começa a ser assustador para a credibilidade do jornal e parece-me que responsabilidades terão que ser assumidas. (...)”, &lt;strong&gt;escreve Nuno Moreira, um leitor de Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reparos são pertinentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRONOLOGIA&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solicitei um esclarecimento ao Departamento de Marketing do PÚBLICO sobre o critério que presidiu à ordem de publicação da colecção Spirou.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A numeração/ordenação dos álbuns do Spirou não é cronológica e em nenhum suporte de comunicação efectuamos tal afirmação.&lt;br /&gt;O PÚBLICO e a ASA decidiram editar uma selecção das 20 melhores aventuras do Spirou. Esta selecção é obviamente subjectiva e sujeita a opiniões divergentes.&lt;br /&gt;Os livros desta colecção estão todos numerados de 1 a 20 e são assinadas por diversos artistas que desenvolveram a série. Alguns deles são inéditos em Portugal.&lt;br /&gt;A ordem de saída teve como objectivo iniciar a colecção com 3 álbuns de Franquin que consideramos ser um dos autores de destaque desta BD.&lt;br /&gt;Ao longo da colecção procurámos intercalar álbuns do Spirou desenvolvidos pelos vários autores, não sendo a ordem cronológica o nosso critério”, &lt;strong&gt;respondeu João Porto, administrador da área de Marketing e Comercial do PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma opção, nada a acrescentar.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;COPIANÇO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Pessoa reproduziu texto da Larousse sem mencionar a fonte e sem inserir quaisquer aspas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis dois exemplos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÚBLICO:&lt;/strong&gt; “um irreprimível desejo de correr mundo leva-o a pedir ao jovem Franquin (1924-1997) que o substitua”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LAROUSSE:&lt;/strong&gt; “&lt;strong&gt;une irrésistible envie de voyager, demande au jeune André Franquin de lui succéder&lt;/strong&gt; ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÚBLICO :&lt;/strong&gt; “Pacôme Hégésippe Adélard Ladislas de Champignac, conde e micólogo; o vilão Zantáfio”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;LAROUSSE:&lt;/strong&gt; “&lt;strong&gt;Pacôme Hégésippe Adélard Ladislas de Champignac, comte et mycologue de son état, l’ignoble Zantafio&lt;/strong&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedi, portanto, um esclarecimento ao jornalista.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Depois de ler a carta do leitor fui verificar. A surpresa deu lugar ao espanto, depois ao estado de choque e por fim, à estupefacção: como é possível que ‘isto’ tenha acontecido?!&lt;br /&gt;Como explicarei mais à frente, a resposta é simples: não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quase 30 anos de profissão não têm conta as vezes em que já passei por situações semelhantes, mas sempre do outro lado da equação; ou seja, reconhecendo (ou julgando reconhecer) em textos alheios, assinados ou não, fragmentos ou vestígios do trabalho próprio, aos quais não foi atribuído o legítimo crédito. Não gostei, claro, tal como Patrick Gaumer ou o meu amigo Claude Moliterni (até à presente edição do Larousse de la BD, a autoria do livro era assumida por este último especialista, com a colaboração de Gaumer) não gostariam certamente de saber que me apropriei, sem os citar, de parte da entrada sobre Spirou para o meu próprio artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou ofender a inteligência de ninguém com justificações esfarrapadas. O mal está feito e não há nada que possa apagar o erro. Resta-me, pois, assumir a responsabilidade pelo ocorrido.&lt;br /&gt;Mas devo acrescentar algo em minha defesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É prática corrente aquilo que na gíria do meio designamos por ‘reciclagem de informação’ – uma expressão usada para traduzir a reutilização em data posterior de informação produzida num dado momento pelo próprio. Foi o que sucedeu com o texto de apresentação de Spirou no destacável a que o leitor alude, no qual é recuperada parte substancial de um outro artigo meu publicado em 1998 (creio que na revista dominical do PÚBLICO), sobre os 60 anos de existência daquele herói da BD. Nesse texto, e no final da passagem referenciada pelo leitor, é citado expressamente Claude Moliterni, embora não nomeie a obra:&lt;br /&gt;‘&lt;em&gt;Além disso, em poucas aventuras Franquin consegue criar um universo muito coerente, onde não falta uma decoração de interiores que o crítico Claude Moliterni define como ‘em estilo átomo’, arquitecturas futuristas e invenções como a ‘turbotracção', que aplica na construção do turbomóvel em que se deslocam os dois heróis&lt;/em&gt;.’&lt;br /&gt;Este bloco de texto constava do texto de 2007 – de facto, desta vez nem sequer recorri ao referido Larousse para elaborar os textos do destacável distribuído com o jornal –, mas limitações de espaço obrigaram-me a fazer cortes no momento da paginação e a referência a Moliterni caiu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manutenção dessa referência seria suficiente para afastar a acusação de plágio? Não me compete responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a infalibilidade não é um dos meus dons, apenas posso garantir aos leitores um aprofundamento, em todas as suas vertentes, do ‘controlo de qualidade’ da escrita – tornado ainda mais imperioso pela recente polémica sobre plágio envolvendo uma camarada da redacção do PÚBLICO. Neste contexto, não posso deixar de agradecer o e-mail do zeloso e diligente leitor Nuno Moreira”, &lt;strong&gt;respondeu o jornalista.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As explicações de Carlos Pessoa são (quase) aceitáveis. Mais que não seja quando o jornalista invoca a velha máxima “&lt;/strong&gt;errare humanum est&lt;strong&gt;”,&lt;/strong&gt; i.e&lt;strong&gt;., errar é próprio do homem.&lt;br /&gt;Porém, a questão que começa a colocar-se, à luz dos vários casos submetidos ao Provedor nos últimos meses, é de outra natureza.&lt;br /&gt;Estamos nós, jornalistas, a edificar um princípio peculiar?&lt;br /&gt;Temos sempre tempo e espaço para transcrever os textos de outrem, mas falta-nos sempre espaço e tempo para mencionar as fontes?&lt;br /&gt;Se assim for, espera-se que a nova máxima nunca alcance, à semelhança da locução latina, o estatuto de “velha máxima”...&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;P.S. – O endereço electrónico do Provedor do Leitor do PÚBLICO é: &lt;strong&gt;provedor@publico.pt&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2823077438693796774?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2823077438693796774' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2823077438693796774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2823077438693796774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/04/nova-mxima.html' title='A NOVA MÁXIMA'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7393475055124514162</id><published>2007-03-30T20:25:00.000+01:00</published><updated>2007-03-30T20:31:49.961+01:00</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 75</title><content type='html'>Comprava até aqui o vosso jornal, por gosto umas vezes, outras por hábito, mas quase sempre encontrava motivo e razão para o voltar a fazer no dia seguinte. Passaram-se anos, tantos quantos o que na realidade o vosso jornal tem. Lamento não me conseguir identificar e dizer o “meu jornal” como tantas vezes leio nas cartas dirigidas ao director. Ele é e será sempre vosso, e quem o compra o mais perto que estará é de se identificar com a linha o que está lá, mais ou menos, com os objectivos que se pretendem alcançar mais ou menos encobertos, com aquilo que o “patrão” tem como objectivo de atingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assim, é sempre assim, mas, o que de bom se consegue ainda fazer apesar destas limitações, o vosso jornal era de longe o melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as teorias baratas, dos senhores do futuro, (oportunamente desmontadas por Miguel Sousa Tavares) que adivinham o fim próximo dos jornais em papel, contrataram os serviços de reanimação ao um coveiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passaram muitos dias, deu perfeitamente para ajuizar com calma a minha relação com esta “coisa” em que se transformou o que era um jornal e a conclusão final é que por mim basta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cúmulo leio hoje na secção das cartas ao director uma resposta ao leitor Richard Hinkel de Cascais, que tinha enviado uma carta (ingenuidade pura ainda pensar que a opinião conta!!!) em que a resposta designada por: N.D. (Nota da Direcção?) utiliza uma forma arrogante, estúpida e descortês para justificar a bondade da linha escolhida, que leva a concluir quem não está bem mude-se, porque é parvo não saber ver as maravilhas do novo projecto!!!????&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, se é assim tão bom, por mim podem ficar com mais um todos os dias, e pelo que vou observando, parece que irão ficar com muitos mais. Se o número de leitores conquistados compensará os perdidos, isso será um assunto que a curto espaço se verá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso já será um problema de quem tem responsabilidades na mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Batarda&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7393475055124514162?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7393475055124514162' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7393475055124514162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7393475055124514162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-75.html' title='COMENTÁRIOS - 75'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-5812577633143506480</id><published>2007-03-25T00:59:00.000Z</published><updated>2007-03-25T02:15:19.975+01:00</updated><title type='text'>COPIANÇO</title><content type='html'>“Venho, por este meio, mostrar a minha indignação com a peça apresentada nas páginas 6 e 7 do P2 (24/02/2007) como sendo da autoria da ‘jornalista’ Joana Amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, trata-se tão somente de uma peça da REUTERS que foi traduzida para português. Sendo assim, no máximo poderia ser atribuída à dita jornalista o papel de tradutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto envio a peça da Reuteurs, publicada no dia antecedente ao Jornal PÚBLICO em vários sites (&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;http://edition.cnn.com/2007/SHOWBIZ/Movies/02/23/oscar.ellen.reut/index.html&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; - este ’&lt;em&gt;link&lt;/em&gt;’ é para a versão da CNN) e peço-lhe que a compare com o texto do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ordem dos actores que vão apresentar os prémios, as frases de Ellen DeGeneres, as citações das preocupações de audiência são TEXTUALMENTE IGUAIS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É imensamente lamentável que um jornal com um tão paginoso Livro de Estilo ainda precise destas artimanhas para apresentar notícias ‘próprias’. Imensamente lamentável mesmo...”, &lt;strong&gt;escreve Pedro Maia, um leitor de Barcelona.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os reparos são pertinentes, mas o provedor não reconhece ao leitor competências legais para determinar quem é ou não jornalista (i.e., “&lt;/strong&gt;‘jornalista’&lt;strong&gt;” – escrito entre aspas).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A jornalista (uma das editoras do caderno P2) reproduziu inúmeros parágrafos de um despacho da agência noticiosa britânica Reuters sem os colocar entre aspas e sem mencionar a fonte. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento a Joana Amado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não devia ter assinado esse texto. A ambição inicial para o artigo era maior do que aquilo que, por limitações de tempo e sobreposição de tarefas, consegui fazer. Cito três vezes a Reuters e cito a revista The Advocate (o primeiro artigo que me chamou a atenção para a história), mas devia ter citado mais. Reconheço que foi um erro não o ter feito”,&lt;strong&gt; respondeu a jornalista. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A jornalista tem o mérito de reconhecer que errou, mas as suas justificações são só parcialmente aceitáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana Amado afirma que citou “&lt;/strong&gt;três vezes a Reuters&lt;strong&gt;”. É pena não o ter feito sistematicamente. É o mínimo que o provedor pode dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Estilo do jornal é peremptório: “&lt;/strong&gt;O PÚBLICO considera o plágio uma conduta absolutamente inaceitável. Todas as informações recolhidas em qualquer documento ou noutros órgãos de comunicação devem ser sempre devidamente atribuídas.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A jornalista colocou, por exemplo, entre aspas oito palavras (antecedidas de: “&lt;/strong&gt;escreve a Reuters&lt;strong&gt;”) antes e depois de reproduzir na íntegra (sem aspas e sem indicação da fonte) vários parágrafos do despacho da agência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma opção incorrecta que induz o leitor em erro, levando-o a acreditar que tudo o resto era da autoria de Joana Amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, a jornalista copiou (sem mencionar a fonte e quase sempre sem inserir quaisquer aspas) cerca de uma dezena de parágrafos (em parte ou na totalidade), o que representa mais de metade do texto da agência noticiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos:&lt;br /&gt;PÚBLICO:&lt;/strong&gt; “Mas em termos estilo, Degeneres não podia ser mais diferente de Goldberg ou dos seus dois antecessores imediatos, John Stewart e Chris Rock, os três conhecidos por um tipo de humor mais irreverente e arriscado”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REUTERS: “But in terms of style, the easygoing DeGeneres, host of the weekday talk show ‘Ellen’, could not be more different from Goldberg or her two immediate Oscar predecessors, John Stewart and Chris Rock, all of whom are known for a more edgy, irreverent brand of humor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PÚBLICO:&lt;/strong&gt; “A escolha de Degeneres também parece marcar o fim da preocupação dos produtores da cerimónia em escolherem apresentadores (como Rock ou Stewart) que fossem mais apelativos para as audiências mais novas que cada vez ligam menos à noite dos Óscares.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;REUTERS: “Her choice also seemed to mark an end to Oscar producers’ preoccupation with picking hosts – such as Rock and Stewart – thought to be especially appealing to younger TV viewers who have increasingly shied away from the Oscars”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONCLUSÔES DO PROVEDOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Livro de Estilo do PÚBLICO (à semelhança das regras vigentes nos grandes jornais diários europeus) estipula de forma clara que “&lt;/strong&gt;a assinatura de um texto deve reflectir de forma rigorosa a sua autoria. Se há mais de uma participação para um dado texto, a ordem de assinaturas deve reflectir a contribuição de cada um dos autores. (...);&lt;br /&gt;Os textos baseados em despachos de agências devem ser assinados de acordo com o tipo de contribuição do redactor que elaborou a notícia. Quando a sua contribuição se cingiu a uma mera tradução, adaptação e/ou edição do telex, a notícia deve mencionar apenas o nome da agência. Ex.: AFP, Reuters. (...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o resultado é um trabalho de fusão de dois ou mais despachos de agência, sem qualquer participação do jornalista além do trabalho de tradução, adaptação e/ou edição, a assinatura deve apenas referir as agências noticiosas envolvidas, segundo a ordem em que tenham contribuído para o texto final. (...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pois, um erro grave, por exemplo, uma peça sobre um surto de cólera na Índia ser assinada em cima e, no fim, ‘com Reuters e AFP’, quando eram estas agências que tinham jornalistas no local e se citava testemunhos directos e pormenores de reportagens delas. Só coloca mal quem faz a apropriação indevida e, naturalmente, o jornal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;À luz do Livro de Estilo do PÚBLICO e da transparência teria sido, portanto, preferível que a assinatura do texto referisse “Joana Amado com Reuters”. Pelo menos isso.&lt;br /&gt;Essa formulação (que não demorava muito tempo a formular e não representava um aumento substancial do número de caracteres) teria evitado o protesto do leitor e a intervenção do provedor. E mais: teria tornado a leitura do artigo, decididamente, bem mais escorreita.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;P.S. – O endereço electrónico do Provedor do Leitor do PÚBLICO é: &lt;/strong&gt;provedor@publico.pt&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-5812577633143506480?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=5812577633143506480' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5812577633143506480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5812577633143506480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/copiano.html' title='COPIANÇO'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6587052640038497601</id><published>2007-03-24T18:58:00.000Z</published><updated>2007-03-24T19:02:27.746Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 74</title><content type='html'>O novo Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou leitor do Público desde o número zero. Não que tal me dê estatuto especial, mas acompanho o jornal desde a sua génese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última remodelação não foi de meu agrado. Comprei uma semana para me habituar. Não gostei. Dei por mim a comprar o Expresso e o DN! Este formato foi testado com um painel independente de leitores tipo? Acredito que sim, mas não parece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arranjo gráfico é discutível. Para mim o melhor foi o primeiro do Cayatte. Neste nem o título se identifica. Aparece o "P"  e depois lixo gráfico que muda todos os dias não constituindo uma imagem única e forte que identifique o jornal. Quando o procuro na banca de jornais tenho alguma dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho de letra é ridiculamente pequeno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o P2 deve sel lido à parte (até porque se não for retirado do corpo principal não se vê a totalidade da foto central) então que seja ligeiramente mais pequeno ou noutra cor de papel. Saberemos assim claramente quando acaba e começa para que se possa retirar do interior do jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os suplementos ficaram mais feios. O Y que era um suplemento de referência está vulgar. O Digital (cujo regresso é bom) é assim tipo jornal de estagiários sem gosto nos arranjos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já repararam que os grandes jornais de referência lá fora pouco mudam? Mudar o cabeçalho então está fora de questão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que o lançamento da colecção de CDs vai promover um acréscimo de vendas enviezando a influência da remodelação nas vendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tanto barulho por nada! Ou pior tanto barulho por isto!Mas lá vou tentando manter-me fiel. Passei a comprar o jornal apenas dia sim dia não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Matos (antigo leitor diário, agora leitor intermitente)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6587052640038497601?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6587052640038497601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6587052640038497601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6587052640038497601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-74.html' title='COMENTÁRIOS - 74'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7180095090047356560</id><published>2007-03-22T16:04:00.000Z</published><updated>2007-03-22T16:07:21.772Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 73</title><content type='html'>Sr. Provedor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei hoje, 21-03-2006, novamente o “Público”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei à página 22 e leio que “toda gente quer ser casada por Van Bellingen”, o vereador belga que é negro. Acho que a notícia está ainda mais esticada do que a fotografia do dito belga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo a ler, tropeço na fotografia que ocupa as páginas 24 e 25 e, já na página 42, leio que “Vereador belga negro casa mais de quinhentos casais no Dia contra o Racismo”. Adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego à última página e leio que “mais de mil querem ser casados pelo vereador discriminado”. E, ainda na mesma página, no "Sobe e Desce", leio que Van Bellingen vai celebrar o casamento de 1106 pessoas. E fico a pensar com os meus botões: será que esta edição teve a colaboração de um papagaio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, esta notícia banal, pelo modo como é exposta, ilustra e bem como é o novo Público!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Osvaldo, Vila Nova de Gaia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7180095090047356560?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7180095090047356560' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7180095090047356560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7180095090047356560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-73.html' title='COMENTÁRIOS - 73'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-5000676773830691489</id><published>2007-03-20T16:10:00.000Z</published><updated>2007-03-20T16:22:31.833Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 72</title><content type='html'>É com muito agrado que leio o novo suplemento de sexta-feira "ipsílon".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a concentração de diferentes artes numa só publicação ajuda à leitura dos interessados e informa-os sobre um campo abranjente, matéria dos extintos suplementos "Y" e "MIl Folhas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo não posso de deixar registada a minha mágoa por duas razões que passo a esclarecer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A ideia da diversidade artística está a esquecer nos útlimos números a arquitectura. Não entendo como é que numa sociedade com 26 escolas de arquitectura e com mais de 8 mil licenciados por ano não se invista nesta matéria. Acho até uma falta de visão da vossa parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Também no que cabe à música Jazz parece ter-se extinguido o interesse pela divulgação e crítica. Já que falamos de um dos mais nobres estilos musicais e em franco crescimento do seu reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais de momento e tentando ser-vos útil,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiago Ramos, Porto&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-5000676773830691489?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=5000676773830691489' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5000676773830691489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/5000676773830691489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-72.html' title='COMENTÁRIOS - 72'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8877308187248819667</id><published>2007-03-19T16:14:00.000Z</published><updated>2007-03-19T16:18:53.824Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 71</title><content type='html'>Sou leitor do jornal PÙBLICO há já vários anos e, embora reconheça que se fazia sentir uma mudança no seu visual, tenho, para mim, que esta mudança sofrida não veio, afinal, beneficiar todos aqueles leitores que já não dispensavam a página de ciência e a sempre saborosa notícia da última página, que quase sempre surpreendia pela temática (Paleontologia, história, arqueologia, técnica, divulgação social, artística, enfim, era uma notícia sempre com suporte fotográfico que apetecia arquivar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É verdade que o jornal era predominantemente cinzento, mas tinha um saudável colorido devido à diversificação das notícias, que raramente ocupavam mais de meia página (suporte fotográfico incluído).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o novo visual, aparecem anúncios monstruosos de página inteira; um grande número de fazedores de opinião que não se coíbe de a expender em página inteira, levando, naturalmente à exaustão, a paciência dos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois não se percebe, também, a necessidade de tantos fazedores de opinião, como se o leitor não tivesse, ele próprio, a sua opinião, e fosse carente das opiniões jornalísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, as novas áreas adquiridas não parecem produzir informação tão relevante que justifique a sua substituição em detrimento das notícias científicas, muitas delas obtidas de revistas conceituadíssimas, e que não se encontram no mercado, como são a Nature e a Science.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jornal pode e, no meu ponto de vista deve, ser tão informativo como formativo; mesmo no campo do desporto raramente se lê notícias sobre Xadrez ou Hóquei em Patins, mas abundam diariamente as notícias sobre golfe, ténis e outros desportos de índole radical, que podem interessar as camadas jovens mas que não são os leitores habituais de jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colorido pode ser agradável quando não se perde a substância e a qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peço desculpa da extensão do meu parecer mas tinha que dizer o que penso sobre a mudança do jornal que sempre tenho lido e que, a continuar nesta onda, não sei se vou continuar a ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor Manuel Barbosa Trindade, Lisboa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8877308187248819667?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8877308187248819667' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8877308187248819667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8877308187248819667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-71.html' title='COMENTÁRIOS - 71'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-7705920069681391479</id><published>2007-03-18T13:01:00.000Z</published><updated>2007-03-18T13:03:44.276Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 70</title><content type='html'>Aproveito este espaço para felicitar o Vosso Jornal pelas alterações feitas recentemente; de facto o Público mudou e o panorama jornalístico português também, com a introdução de um novo conceito de jornal: mais dinâmico, mais profundo na abordagem dos assuntos e mais abrangente na selecção dos conteúdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei especialmente das alterações ao suplemento Ypsilon, que na minha opinião já não é mais um suplemento cultural de um jornal, mas sim uma verdadeira revista cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço votos para que este novo formato tenha vindo para ficar e para servir de base a futuras evoluções do conceito do vosso jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato pela atenção dispensada, despeço-me com cumprimentos e felicitações,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rolando Andrade, Ovar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-7705920069681391479?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=7705920069681391479' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7705920069681391479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/7705920069681391479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-70.html' title='COMENTÁRIOS - 70'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-3573158227640686566</id><published>2007-03-18T00:08:00.000Z</published><updated>2007-03-18T00:20:17.624Z</updated><title type='text'>A DIFERENÇA</title><content type='html'>“&lt;em&gt;Há muito que tenho o jornalista Adelino Gomes como um exemplo profissional – como haverá poucos, deixe-me sublinhar. Por isso, quando os jornalistas exemplares cometem deslizes custa-nos a todos muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição do dia 6 de Março, Adelino Gomes publicou uma entrevista com o primeiro-ministro de Timor-Leste, Ramos-Horta (pág. 13). E creio que cometeu o erro de ter bebido excessivamente das palavras do seu entrevistado – na linguagem popular dir-se-ia que foi mais papista que o Papa. Na entrada da entrevista, o jornalista escreve: ‘ À frente nas sondagens, Ramos-Horta desvaloriza as manifestações de apoio da juventude ao major rebelde Alfredo Reinado’. Ora, ao escrever que o actual primeiro-ministro de Timor-Leste estará à frente das ‘sondagens’, o jornalista remete-nos para um universo no qual haveria uma série de institutos de sondagens, credíveis, em Timor-Leste, a tentar antecipar o resultado das eleições de Abril. Tal, como creio que o Provedor do Leitor saberá, não existe em Timor-Leste.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É o próprio Ramos-Horta que refere, no último parágrafo da entrevista, que até agora foi feita apenas uma sondagem (e será que um conjunto de perguntas – e a quantas pessoas? – faz uma sondagem?; para o jornalista Adelino Gomes não existem diferenças entre uma sondagem, de base científica, e um inquérito, feito pela própria redacção?) e que foi feita telefonicamente. Atrever-me-ia a dizer que, em Timor-Leste, 80 por cento da população não tem telefone; que no interior do país apenas uma pequeníssima minoria o tem; e que é esse sector da população, o tal desprovido de telefone, que vota de olhos fechados no candidato da Fretilin.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caro Provedor, considero pois que tal afirmação carece de confirmação e considero um manifesto exagero que o Público assuma que o Ramos-Horta está à frente nas ‘sondagens’ (como foi feito por Adelino Gomes na entrada do seu texto). Para mais, para o leitor médio português, o que ficará desta entrevista (quantos leitores não lêem apenas as entradas?) é que Ramos-Horta se prepara para ganhar as eleições. É que, ainda por cima, a entrada conjungada com o título possibilita a leitura de que o próprio Ramos-Horta está a falar da sua eventual vitória eleitoral, concluindo que a sua eleição como Presidente não corre riscos – ‘Eleições não estão necessariamente em perigo.’&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Perdoe-me a ousadia, caro Provedor, mas às vezes até os jornalistas exemplares se distraem excessivamente. Parece-me uma evidência afirmar que os jornalistas devem sempre confirmar as informações dos seus entrevistados, sobretudo quando depois decidem assumi-las em discurso afirmativo do seu próprio jornal. Neste caso, isso não aconteceu e enganou-se os leitores&lt;/em&gt;”, &lt;strong&gt;escreve Maria Santos, uma leitora de Torres Novas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os reparos são pertinentes.&lt;br /&gt;Solicitei, portanto, um esclarecimento a Adelino Gomes.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“A leitora tem razão. Errei ao escrever sondagens. ‘Inquérito’ estaria mais certo. Mas essa opção obrigar-me-ia a acrescentar ‘telefónico, feito por um jornal local’, o que se tornaria impossível, dado o limite de caracteres da entrada. De qualquer modo a minha obrigação era encontrar a palavra mais adequada, o que, manifestamente, não fiz. Agradeço a chamada de atenção. Mesmo achando que a leitora exagera nos considerandos sobre o ‘leitor médio’ e na sofisticada ‘leitura’ que entendeu fazer de que o trabalho poderia passar a mensagem de que a eleição de Ramos-Horta não corre riscos”, &lt;strong&gt;respondeu o jornalista.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedi a Adelino Gomes para explicitar as condições em que foi elaborado o referido texto.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tratava-se de uma entrada para uma rubrica chamada “Três perguntas a...”. Por razões de espaço (neste caso - algo de raro -, dispunha, no total, de mais caracteres, o que só vim a saber já sobre a hora de fecho) tornou-se necessário aproveitar não três mas as quatro perguntas que eu fizera originalmente a Ramos-Horta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazê-lo, porém, tivemos que transformar as ‘Três perguntas a’ em… ‘Entrevista com’. E isso implica, graficamente, a necessidade de fazer uma entrada com menos de metade dos caracteres da anterior, seguida de um pequeno texto introdutório.&lt;br /&gt;Ora, este serve, numa entrevista, para dar ao leitor certas informações que relevam da observação directa do entrevistador – entre outros dados, o local onde decorreu, a forma como o entrevistado se apresenta, etc. –, questões que não poderia incluir pois as respostas haviam-me chegado por e-mail.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução acabou por ser ditada pela urgência: entrada brevíssima e o tal texto introdutório um pouco mais longo. Este, porém, voltou a não me sair isento de crítica. Embora deva dizer que a formulação – ‘Na bolsa das sondagens presidenciais, feita por um jornal de Díli’ - corresponde mais à ideia que faço e julgo que (não é piada à leitora…) o ‘leitor médio’ fará deste tipo de duelo político: uma espécie de bolsa em que diferentes factores, nem sempre os mais recomendáveis, vão determinando as posições relativas dos candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo: entrada e texto introdutório (alguns voltam a chamar-lhe, pelo seu carácter um pouco vago e subjectivo, ‘nariz de cera’, como antigamente se designavam os textos gongóricos com que abriam as reportagens) ficaram muito aquém do que eu gostaria agora de estar aqui a defender. Pela criticada falta de rigor e, no caso do segundo, porque resultou num produto algo repetitivo em relação à entrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem de propósito: há minutos, fui informado de que o mesmo jornal  (Suara Timor Lorosae, acabei de saber) fez manchete, hoje, sexta-feira (09/03/2007), com o resultado de novo inquérito telefónico. Resultado que desta vez, a fazer fé na fonte (o jornal em questão escreve quase toda a edição em língua indonésia), inverteu os números de há uma semana: Lu-Olo esmagadoramente à frente de Ramos-Horta…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São evidentes as limitações deste tipo de trabalho. O próprio Horta, de resto, falava delas na entrevista, como bem assinala a nossa leitora. Mas penso que, não há possibilidade de lhe escapar, em termos jornalísticos. Nem em Timor-Leste, nem aqui. Com a vantagem, no que respeita a Portugal, de este tipo de informação, dada a distância, funcionar mais como uma curiosidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada a acrescentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os jornais e todos jornalistas cometem erros, mas o PÚBLICO e alguns jornalistas reconhecem-no.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-3573158227640686566?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=3573158227640686566' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3573158227640686566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3573158227640686566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/diferena.html' title='A DIFERENÇA'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8259959382193701040</id><published>2007-03-15T20:33:00.000Z</published><updated>2007-03-16T16:47:12.344Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 69</title><content type='html'>Quando há umas semanas alguns comentários compararam o novo "P" ao "24 Horas" ou a desdobráveis de um hiper não fiz muito caso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, depois de ler o artigo de 2 páginas (a 2a página devido à enorme fotografia) na página 12 da edição de hoje (15/03/2007), tenho, infelizmente, de concordar com tal afirmação....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Direcção do "P" diz que mantém a mesma lógica de notícias do antigo Público, como explicar uma notícia escrita de uma maneira altamente populista que não informa, mas apenas tenta vender mais uns jornais ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a informação útil que se passa ao leitor quando se transcreve o diálogo da referida notícia? Imitar uma rádio ou televisão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente é o que se passa exactamente no "24 Horas", novela da tarde ou "Big Brother"... Assim, o velho "Público" já era...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Santos, Haia (Holanda)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8259959382193701040?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8259959382193701040' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8259959382193701040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8259959382193701040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-69.html' title='COMENTÁRIOS - 69'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-948978613594563779</id><published>2007-03-14T14:44:00.001Z</published><updated>2007-03-14T14:44:57.850Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 68</title><content type='html'>Senhor Provedor,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui leitor do Público desde a sua nascença. Era uma visita diária e obrigatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apreciava muito os editoriais do JMF, do António Barreto ao domingo, do PV e até do crítico-cristão Frei Bento Domingues!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as alterações que foram agora introduzidas é provavel que o Público tenha conquistado muitos novos leitores. Perdeu um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo que a Direcção do Público publique um inquérito para poder avaliar a bondade destas inovações. E se o público gosta...então o Público está certo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho Rio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-948978613594563779?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=948978613594563779' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/948978613594563779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/948978613594563779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-68.html' title='COMENTÁRIOS - 68'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-2369581198198110014</id><published>2007-03-14T14:39:00.001Z</published><updated>2007-03-14T14:39:45.176Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 67</title><content type='html'>Exmos. Srs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que mudança desastrosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que se consegue transformar um jornal bem feito, informado, equilibrado, numas folhas desinteressantes, cheias de retratos coloridos com uma "noticeca" por baixo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quiseram imitar o Sol? Se foi por isso, é pena pois penso que o Sol é um mau jornal que pouca gente lerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ideia peregrina de mudar o tipo de letra? Outro desastre! Não realizaram os Srs. que a maioria das pessoas que lê jornais já não tem 20 anos, já não vê bem? Esta nova letra é tão pequena que é praticamente ilegível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a ideia de passarem para o final do jornal os bons articulistas? Neste novo Público, depois do esforço que se faz para se perceber ou interessar por qualquer noticia, fica-se quase sem força para ler os que antes faziam parte da honra do jornal e se encontravam em lugar de destaque.&lt;br /&gt;Há 20 anos que leio o Publico. Fazia parte do meu dia-a-dia. Agora só me apetece pô-lo de lado. E não sou só eu que o digo, pois tenho visto inúmeros críticos a este novo formato. No quiosque que existe ao pé de minha casa vendiam-se 20 a 30 Públicos por dia. Neste momento já só vendem 5 (palavras do vendedor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não será possível fazer marcha a trás e atender pelo menos a algumas destas queixas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os meus cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Emília Eça de Queiroz Cabral&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-2369581198198110014?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=2369581198198110014' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2369581198198110014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/2369581198198110014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-67.html' title='COMENTÁRIOS - 67'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-811653736523270764</id><published>2007-03-14T00:25:00.000Z</published><updated>2007-03-14T00:27:20.454Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 66</title><content type='html'>Caro Provedor dos Leitores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo para ser apenas mais um!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo - depois de escrever igualmente uma carta ao director - para lhe pedir encarecidamente, que faça a pressão possível para que se volte atrás numa revolução gráfica que não terá nenhum outro resultado senão...acabar com o PÚBLICO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza leu o que escreveu o Miguel Sousa Tavares no Expresso, é o que todos sentimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajude-nos a trazer de volta o único diário de referência que tínhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aalto@...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-811653736523270764?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=811653736523270764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/811653736523270764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/811653736523270764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-66.html' title='COMENTÁRIOS - 66'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-176887519559137845</id><published>2007-03-12T22:50:00.000Z</published><updated>2007-03-12T23:18:01.132Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 65</title><content type='html'>Bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É para dizer que gosto muito do seu jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de dizer também que sou de Viana do Castelo e tenho 23 anos, e que desde muito novo que escrevo poesia, e que tenho como sonho editar um livro, mas sei que em Portugal isso é impossível, pois vê-se muita gente que nem sabe escrever a editar um livro, gostaria apenas de lhe pedir se não haveria a possibilidade de me "dar" um cantinho do seu jornal para apenas um poema meu, nem que fosse de mês a mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui um poema meu na esperança que pelo menos obtenha uma resposta.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;CEDER&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;No tempo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;sem tempo&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;me perdi&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de um não faz &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;nada me venci,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;a pedra&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que atravessou&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;um eu,&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;eu senti,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;que era rocha&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;me desfez&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;e eu cedi&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Aguardo uma resposta de sua excelência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Bruno de Sá Gonçalves, Viana do Castelo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-176887519559137845?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=176887519559137845' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/176887519559137845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/176887519559137845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-65.html' title='COMENTÁRIOS - 65'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-9060811745486601897</id><published>2007-03-12T22:48:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:49:16.168Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 64</title><content type='html'>Acabo de ler o PÚBLICO e mais uma vez encontrei gralhas. Começa a ser um desporto encontrar gralhas como quem descobre as diferenças entre desenhos semelhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tivemos a Cybill Shepherd com 157 anos e o Tempo para sexta, sábado e domingo e sábado e domingo novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gralhas causam sempre má impressão, principalmente numa altura em que os leitores estão mais atentos devido à mudança da imagem do jornal. Pena que com tantas transformações, não se tenha aproveitado para mudar o director. O JMF é um director do século passado, pouco credível neste novo Público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada pela atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana Alexandrino&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-9060811745486601897?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=9060811745486601897' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/9060811745486601897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/9060811745486601897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-64.html' title='COMENTÁRIOS - 64'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-6046959102211571861</id><published>2007-03-12T22:46:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:47:25.359Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 63</title><content type='html'>Não será o primeiro comentário sobre gralhas, mas parece-me um pouco insuportável, que um jornal que se reclama de referência, ligado a um grupo, esse sim de referência, não esteja ao nível da qualidade do grupo Sonae; e explico-me de imediato com a questão de, constantemente, existirem gralhas de aritmética (centenas, milhares, milhões, biliões - é tudo igual - zeros), notícias repetidas, na mesma edição em seccões diferentes ou, em diferentes edições, agora mais recentemente (com a remodelação gráfica e editorial, que elogio) até na primeira página surgem erros grosseiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota-se que as gralhas não surgem nos textos de opinião, e sim em textos de jornalistas apressados que a direcção não tem o cuidado de supervisionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá orçamento para pagar um revisor que leia o jornal por inteiro? Será que os meios tecnológicos implicam uma regressão na qualidade? Nada disto tem a ver com a qualidade Sonae.&lt;br /&gt;Um leitor não deve ser incomodado – num jornal de referência – com estes constantes descuidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me que deviam preocupar-se em resolver estes problemas que há muito se arrastam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo, desejando que o meu jornal não se resuma a uma colecção de articulistas e esqueça o jornalismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado pela atenção,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manuel Palma&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-6046959102211571861?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=6046959102211571861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6046959102211571861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/6046959102211571861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-63.html' title='COMENTÁRIOS - 63'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-593157988592358601</id><published>2007-03-12T22:41:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:42:31.976Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 62</title><content type='html'>Antes de mais, parabéns ao PÚBLICO pela boa qualidade da informação e, agora, pela melhoria na sua primeira edição renovada de hoje, 07/02/12.&lt;br /&gt;Gostaria de referir que, na página 27 desta mesma edição de hoje, no rectângulo com o título ‘Concessão Douro Litoral’ está escrito: ‘Concurso foi lançado à mais de três anos’, quando o correcto será ‘...há mais de três anos’.&lt;br /&gt;Admiro-me que um Jornal como este deixe passar erros de ortografia (este não me parece erro de impressão).&lt;br /&gt;Jornalistas como os vossos têm a obrigação de saber escrever bom português e de passar essa qualidade aos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Isabel Moreira, Valadares.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-593157988592358601?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=593157988592358601' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/593157988592358601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/593157988592358601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-62.html' title='COMENTÁRIOS - 62'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-3166338543007315661</id><published>2007-03-12T22:38:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:40:00.065Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 61</title><content type='html'>Quero manifestar o meu desagrado em relação à identidade, forma, imagem e conteúdos que substituíram a antiga versão do ‘PÚBLICO’. Este jornal sempre se fez através de uma progressão ponderada, amadurecida conscientemente passo a passo e às vezes, através de pequenos solavancos mas que apenas vinham beneficiar o jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me, no entanto, que as mudanças que se efectuaram na estrutura, a este jornal, aconteceram fazendo com que o ‘ PÚBLICO’ se aproximasse, perigosamente no meu entender, de todos os restantes órgãos de informação em vez de esforçar-se por conservar todo o manancial de Diferença que contribuía para a qualidade intrínseca que existia até agora. Ou seja, o ‘PÚBLICO’ era uma valia devido à sua plural linha editorial, conteúdos, rigor na informação, abertura a linhas orientadoras ou apenas a sugestões mais diversas e de oposição a uma chamada maioria de ‘leitores-alvo’, se quisermos utilizar este termo. Eram importantíssimas todas as questões de pormenor e diferenças com que se faziam este jornal e que o distinguiam dentro do amplo leque de oferta de informação e cultura, existente no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para acabar queria deixar apenas dois ou três tópicos, aos quais pedia que me respondesse e que são os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o destino de um vosso importante articulista, de quem há algum tempo não vejo qualquer artigo que se chama Augusto M. Seabra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o espaço que pensam dar, no jornal, à crítica dos discos de jazz e de música clássica que ocupava até agora no suplemento 'Mil Folhas'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando vir a mudar a opinião veiculada neste mail, despeço-me com os meus cumprimentos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eduardo Godinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta de José Manuel Fernandes: “Augusto M. Seabra demitiu-se, por iniciativa própria, em Outubro do ano passado. Tentei demovê-lo de o fazer, mas não consegui. Mantenho, com ele, uma boa relação pessoal e penso que se precipitou.&lt;br /&gt;As áreas de jazz e música clássica estão presentes no P2 quando há concertos e no Ípsilon no que respeita ao lançamento de Cd e DVD, ou à apresentação de grandes eventos”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-3166338543007315661?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=3166338543007315661' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3166338543007315661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3166338543007315661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-61.html' title='COMENTÁRIOS - 61'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-4764281003266838727</id><published>2007-03-12T22:30:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:33:20.474Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 60</title><content type='html'>Na última versão do PÚBLICO os cadernos locais vinham separados com o qual tínhamos que fazer um pouco de corta e cola para ficar com a edição que queríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, temos que retirar o caderno local de Lisboa e adicionar o local Porto se queremos ficar com a edição do Porto, por isso penso que o Público podia disponibilizar a edição do Porto já pronta. Pois este tipo de atitude trata-se de descriminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alcides Strecht Monteiro, Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta da equipa de gestão do PUBLICO.PT: “Informamos que para termos a edição Porto toda junta, teríamos de duplicar os registos na Base de Dados, o que implicaria duplicar a dimensão da mesma, necessitando dessa forma de mais espaço em disco e como tal tendo de cobrar um valor superior pela disponibilização da edição impressa do PÚBLICO na net.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução adoptada pelo PÚBLICO para evitar esta duplicação de registos foi acrescentar, no final do Caderno Principal, o Local Porto. No Caderno P2 fizemos a mesma coisa, sendo esta a solução mais óbvia,  justa e menos onerosa. Desta forma disponibilizamos ambas as edições, sem prejuízo para o leitor de Lisboa ou do Porto, e evitamos cobrar um valor superior pelo serviço de assinaturas da edição impressa do PÚBLICO na net.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamos que a nossa postura não revela qualquer tipo de discriminação, o que seria claramente contrário aos nossos princípios. Estamos convictos que a solução adoptada revela, isso sim, preocupação em garantir que qualquer leitor pode ler na íntegra a edição Porto”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-4764281003266838727?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=4764281003266838727' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4764281003266838727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4764281003266838727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-60.html' title='COMENTÁRIOS - 60'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-4030632416223931451</id><published>2007-03-12T22:28:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:29:34.121Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 59</title><content type='html'>Constatei que no PÚBLICO, com um novo visual, não vinha publicado o tradicional e diário problema de Bridge a que o Jornal PÚBLICO há muito tempo habituou os seus leitores. Será que terminou mesmo essa publicação? Gostaria que assim não fosse!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José António Barreto Nunes, Tavira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-4030632416223931451?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=4030632416223931451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4030632416223931451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/4030632416223931451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-59.html' title='COMENTÁRIOS - 59'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-3832487477693667238</id><published>2007-03-12T22:24:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:26:11.450Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 58</title><content type='html'>Venho, por este meio, exprimir o desagrado pelas recentes alterações na apresentação do jornal PÚBLICO pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo dizer que o vosso jornal constitui uma das fontes de informação para o meu trabalho (análise de conjuntura económica) e que passarei a demorar muito mais tempo para visualizar/seleccionar alguma notícia com a nova disposição da informação. A empresa onde trabalho tem subscrito o acesso à informação impressa, cuja forma de apresentação foi substancialmente alterada, deixando de ser visível a apresentação normal em html. A nova disposição exige um esforço visual superior (visualização das páginas em miniatura e depois selecção das que se pretender, ou, em alternativa, visualização sequencial, em que o carregamento das páginas é bastante mais lento do que na anterior formulação em html) e uma maior dispersão. Anteriormente tinha também a hipótese de ver e aceder a notícias do jornal numa mesma página (facilitando a rápida visualização do jornal e selecção das notícias mais importantes, até porque também era possível visualizar um resumo de cada notícia, para além do título), opção que deixou de estar disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refira-se ainda que a visualização dos jornais de dias anteriores não está ainda disponível (apenas se consegue aceder ao jornal do dia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que a renovação é uma coisa importante (refira-se que até gosto do novo grafismo do jornal), mas não deverá ser feita à custa da redução das funcionalidades, que poderá prejudicar os clientes, como foi o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que a minha crítica possa ajudar a melhoramentos futuros do acesso às funcionalidades. Devo ainda referir que estou globalmente satisfeito (em termos relativos) com a qualidade do vosso jornal, que constitui uma das melhores referências nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno João Marinho Alves Torres, Porto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-3832487477693667238?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=3832487477693667238' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3832487477693667238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/3832487477693667238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-58.html' title='COMENTÁRIOS - 58'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20487240.post-8895405753077892265</id><published>2007-03-12T22:20:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:23:02.162Z</updated><title type='text'>COMENTÁRIOS - 57</title><content type='html'>Não me parece justo que o NOVO PÚBLICO se apresente com diversificados artigos assinados por colaboradores permanentes do jornal e este não existam na ficha técnica. Ou seja, há uma pequena multidão de pessoas que escrevem em permanência para o jornal a quem oficialmente o novo jornal não atribui o direito nem a dignidade de existirem. Entre eles, estão, por exemplos, muitos correspondentes mas também há jornalistas, alguns com três anos de redacção, outros com mais de um ano. Só por serem pagos a recibo verde não têm o direito a menção na ficha técnica como os outros? Já não lhes basta o vínculo precário? No ‘Expresso’, há muitos anos que qualquer colaborador permanente tem direito ao nome na ficha técnica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Ferreira, Costa da Caparica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta da Direcção: "A ficha técnica será completada com os colaboradores permanentes  quando terminar o ciclo de lançamento de novos suplementos e de encerramento de alguns dos existentes. Até lá haveria muitas alterações a introduzir quase diariamente."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20487240-8895405753077892265?l=provedorpublico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20487240&amp;postID=8895405753077892265' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8895405753077892265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20487240/posts/default/8895405753077892265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://provedorpublico.blogspot.com/2007/03/comentrios-57.html' title='COMENTÁRIOS - 57'/><author><name>RUI ARAÚJO</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
